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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Sex | 31.08.18

Mas o que era aquilllooooooo?!!!

Bicho

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Desculpem interromper esta minha saga de histórias e barracadas mas lembram-se que ontem falei-vos do liceu e do baile de finalistas? Não resisto a pensar alto e em reviver aquelas modas...É que fui para o bendito baile parecendo uma garrafa de Ballentine: vestido verde garrafa, com mangas de balão e uma saia curtinha, cheia de roda e tule preto por baixo. Mas onde tinha a cabeça, por Dios!
Minha mãe, costureira e autora do dito modelito, ainda hoje diz que estava «tããã linda!». Cristo!
E as popas no alto da cabeça no início dos anos 90? Latas de laca, a pontos de ficarmos presas umas às outras quando nos cumprimentavamos com beijinhos (sério que acontecia).
Outra altura houve em que todas tínhamos uma saia de balão, com um mega elástico na cintura: por Dios, parecíamos abajours de candeeiros!!!!
Desde pequena que, com mãe modista, era das primeiras a surgir com novidades. Ainda guardo uma foto, tinha eu seis anos, com o cabelinho para o lado e um vestido cheio de debruns com os gasganetes apertados com um laçarote que até me fazia duplo queixo.
Amigas, como crescemos sem traumas de maior??????

Verdade, já subscreveram o meu blog? Meteram lá o vosso mail???

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9......................zen, zen

Qui | 30.08.18

Desunhei-me!

Bicho

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Já vos pedi para subscreverem este meu blog? É só escreverem o vosso mail na caixinha debaixo do meu rasgado sorriso...

Bem,chega de lamechice que o que aí vem pode afetar os mais sensíveis!
Voltemos aos meus tempos de liceu, em Beja. Chegada a altura do baile de finalistas a azáfama era grande e a excitação gigantesca. Claro que, como nunca consegui ficar a leste de um happening, uma bela tarde decidimos pensar na logística do evento. E para o que me ofereci eu? Ajudar três amigos a carregarem uma arca congeladora daquelas gigantescas, rectangulares, de restaurante.
Também já vos falei da minha amiga Ana, minha sombra da juventude que agora já nem me fala (ficou importante...)?
Pois que, armada em campeã, já com a arca em ombros, faltaram-nos as forças para levantarmos o pesado mamarracho que me caiu em cima de um dedo. Confesso que nem senti nada mas, quando olhei para a mão...era um rio de sangue. Desunhara-me! Ou seja, a arca arrancou-me uma unha que apenas ficou presa por umas pelitas. Chamaram os bombeiros (vejam bem o despautério-a verdade é que os vidros ficaram espirrados de sangue com os solavancos e a cabeça do dedo solta).
A minha ex grande amiga ficou encarregue de ir avisar o meu pai, cuja loja - Louça dos Compadres-ficava, e ainda fica, a escassos metros do liceu (já agora cheia de utilidades, taças desportivas, equipamentos para casa e decoração - digam ao Bicho que vão da minha parte). A dita companheira, Ana de seu nome, era só tato:

«Sr. Bicho, a Elsa teve um acidente. Tem de ter calma! Ela foi levada para o hospital na ambulância. Não sei da gravidade mas foi esmagada por uma arca...»
O bom do Bicho saiu a correr.
Quando chegou ao Hospital já eu vinha a sair, apenas com um penso no dedo:
«Tiraram-me vocês da loja para isto????»

Qua | 29.08.18

Péssima no romance!

Bicho

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Não querendo ser chata, que é adjetivo que não se coaduna com a minha pessoa, já subscreveram Bichanando? Importam-se, 'faxavôr', de deixar o vosso mail na caixinha por baixo do meu trombil?
Agradecida
'Atão' vamos a isto...
Chego a sonhar que me caem os dentes! Toda a vida sofri horrores com a boca. Já passei por todas as intervenções possíveis e imaginárias, já levei dezenas largas de anestesias - há uma, a chamada intrapulpar, que deverá ser semelhante a descarga elétrica daquelas que se vê os ossinhos todos nos desenhos animados... Só tenho dentes para sorrir, sempre ouvi na minha já vivida existência.
Então, andava eu em flirts com o meu atual digníssimo esposo, com quem vivo em pecado há nove anos, quando, claro, passei por situação deveras embaraçosa. O homem gostava de levar-me a comer peixe grelhado a Sesimbra. Lá estavamos nós naquela conversa do mão na mão, do pisca o olho,do ai és tão engraçada quando chegou a refeição...Foi logo na primeira garfada. Já imaginam, ?
Caíram-me os dentes provisórios com a mastigação. Levantei-me, fui a correr para a rua. O Zé Luís náo sabia se havia de correr atrás de mim, se pagava o almoço que nem chegara a começar, ou sequer sabia como havia de calar-me a choradeira...
O homem do restaurante olhava para nós, certamente, a pensar: mas que gente é esta?
O Zé Luís, com toda a paciência do mundo, tentava acalmar-me sem que eu conseguisse fazer mais que balbuciar hum, hum, hum! (sem abrir a boca, lógico).
Moral da história, só ficar sem dentes me fecha a matraca!

Ter | 28.08.18

Oportunidade para estar calada!

Bicho

 

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 Já subscreveram o meu blog? É só colocar o vosso mail aqui ao lado, por baixo da minha fronhita...ou querem que me IRRRRITE? Hum?
Por Dios...

Há dois dias fui ter com a minha parceira Filipa Reis ao jornal A BOLA. Sinto falta daquela gente que sempre teve paciência para aturar as minhas pachouvadas. Foi quando ela me sugeriu que contasse mais uma das minhas calinadas nas longas, longas horas que têm 18 anos de lidação diária.
Na Travessa da Queimada, em pleno coração do Bairro Alto, ainda hoje existe uma mercearia na esquina. Na nossa altura de moças novas o estabelecimento pertencia ao senhor António. Éramos clientes assíduas, sobretudo para as belas das garrafas de água. Até que a mercearia fechou para obras. Assim que reabriu lá fui eu e a bela da Filipa. Eu, como muitas vezes não consigo pensar antes de falar, comecei com a minha inata simpatia. «Isto ficou muito engraçado. Está bonito, muito melhor... »
«Sim, pintamos, mudamos prateleiras, fizemos algumas transformações...»
«Bem, senhor António, de tudo o mais espetacular é o teto. Ficou bem giro, com esta madeira antiga trabalhada...»
Diz o senhor António: «Pois, o teto foi a única coisa que não mexi!»
A Filipa largou-se logo a rir e deixou-me lá, sem buraco, nem teto, onde me esconder.

Seg | 27.08.18

Tentem imaginar o filme...

Bicho

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 Aqui ando eu num flashback entre os tempos de Beja, de Lisboa, de solteira e de uniões de facto.
Houve um primeiro desgraçado que me aturou antes do santo do Zé Luís. Desse tempo só me recordo desta grandessíssima barraca que abaixo descrevo (se algum de vocês me fala disto, não me responsabilizo por mim...)
Então, uma bela tarde de verão fui à praia com o dito cujo. Ele estava sentado na toalha quando um abelhão decidiu pica-lo na perna. Foi mais na coxa...cá para cima. O desgraçado começou logo a contorcer-se com dores, sem conseguir mexer a perna. Eu, que sou moça que não se descontrola com nada, fui logo a correr chamar o nadador salvador. Surge um daqueles senhores já batidos, mais velhote, magrinho, carcomido do sol. Percebeu de imediato o que se passava e disse-me: «você vai ter que o ajudar». Ok, como?
«Vai ter de chupar o veneno!».

«Chupar e fico eu com o veneno? (fixe, também, eu).

«Então, depois cospe...»

Com o moço aos berros não tive bem tempo de pensar nas instruções. Lá apertei a coxa do rapaz, sugava o veneno e cuspia-o para a areia. O belo do nadador salvador, continuava: «chupe, chupe...»
Só quando o lesado da abelha começou a mexer a perna e calou os esgares de dor é que me apercebi da figura mais, sei lá.... (classifiquem vocês). 
Estão a imaginar o filme? Toda a praia estava a olhar para mim...e a rir.
 
Seg | 27.08.18

Sigam o meu perfil 'faxâvor'

Bicho

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Bem, ando aqui às voltas, para cima e para baixo e ...porra! Subscritores que é bom, nada!
«Ai gosto tanto de ler-te!»
«Ai rio tanto»....
'ATAO' mudei de plataforma. Bichanando está agora no Sapo.
Também por uma questão de coerência...faz sentido: Bicho, Bichanando, Sapo...perceberam?????
Ah, Ah, Ah (piada seca...)
E subscrever? Hein? Aqui ao lado, por baixo da carinha que Deus Nosso Senhor me deu cansado de fazer gente bonita, diz 'Ver perfil' e SEGUIR PERFIL. É clicar aí minha gente, é clicar! - já agora subscrevam também colocando o vosso mail que esta tanga está emperrada.
'Gradecida'

Dom | 26.08.18

Minha linda paxá! (parto, parte IV - última)

Bicho
Caetana tem agora sete lindos anos! E saiu bem mais apurada que eu: é um furacão! Acelerada...sempre a mil rotações. Mas, quando recém nascida, era disputada pelas enfermeiras.  Todas a queriam tratar, examinar e dar banho. «Eu fico com a paxá», dizia uma.
«Quem é a paxá?»
«É a sua filha- um sossego. Podemos fazer o que quisermos que ela nem ai, nem ui. Já lhe tiramos sangue, já fizemos o teste do pezinho, nunca lhe ouvimos um choro», explicavam-me (como as coisas mudam).
A minha mãe Gertrudes lá se pôs a caminho da Amadora para conhecer a neta.
 Entrou de rompante no quarto, na sua mota (anda tão depressa e sempre como se não tivesse tempo para nada que brincamos com ela dizendo que parece montada numa zundapp). Olhou para a Caetana, deitada em cima da cama, e até deu um passo atrás:
«Ai Noca...» (como sempre fui chamada pela família). Que foi?
«Ai Noca...»
O que é Gertrudes?
«Atão a moça é bonita!!!», exclamava, atónita.
«Olha, obrigadinha, hã....)
E a minha Gertrudes (só ela mesmo) tentava não me chatear.
«Não, não é isso. É que a miúda é bonita. É igualzinha ao pai!»
Irra....
Sab | 25.08.18

Grávidas a patinarem (parto, parte III)

Bicho
Já mãe, dia 1 de outubro de 2010, subi ao quarto embevecida com a minha preciosidade em forma de criança. Como comigo tudo sempre tem um porém, apanhei uma infecção urinária e tive de ficar seis dias internada no Amadora/Sintra (que sempre foi excecional). Lá passei mais um mau bocado, até que, por fim, lá me deram autorização para tomar banho. Estava sequiosa de sentir-me limpa. Entrei para a casa de banho, liguei o chuveiro do poliban e tenho a noção de lá ter ficado uma boa meia hora. Acordei do transe quando arrombaram a porta. «Feche a água imediatamente», ordenaram-me! Comecei a despachar-me, certa de que tinha posto a pata na poça, ou melhor, os meus belos presuntos no chão do WC transformado em autêntico charco. É que não reparei que a água transbordou do poliban e começou a espalhar-se corredor fora. Quando abri a porta estavam as enfermeiras com cara de quem me queria dar umas valentes galhetas e as grávidas do piso agarradas ao corrimão com medo de caírem de cú. Fiquei  a sentir-me mal....
Sex | 24.08.18

Mais um pequeno incêndio (parto, parte II)

Bicho
Continuamos nas calinadas desse momento mais lindo das nossas vidas (ainda que também o mais confrangedor) que é dar à luz. Não vou, como já disse, entrar naqueles pormenores sempre arrepiantes. Não vale a pena contar que a Caetana nasceu de ventosas, corta e cose, corta e cose...bla bla bla!
Nasceu a minha mais que tudo. Depois de apenas saber dizer - EPIDURAL-, lembrei-me de uma nova palavra já na sala de partos: «o KIT» - repetia eu, irritantemente, referindo-me à preservação das células estaminais.
Posso ser destrambelhada na quinta casa mas, no que é verdadeiramente importante, nunca falho com nada. Logo, não me esqueci do saquinho com a primeira roupinha para a minha bebé. Além do babygrow, meias, fraldas e gorro, achei que tinha de levar um casaquinho verde água, de lã....
Foram vestir a minha Caetana debaixo de uma luz gigantesca onde sempre fazem os primeiros exames. Começa a cheirar a queimado, começa a sair fumo.
 Grita o enfermeiro: «mas de quem foi a triste ideia de trazer para aqui um casaco de lã??? É difícil pensar que isto arde?»», perguntava, em altos berros, com as veias do pescoço em relevo.
Fiz-me de muito adormecida....
Qui | 23.08.18

Julia Roberts nas minhas contracções!!! (parto, parte I)

Bicho
Não. Não vou contar-vos a história do meu parto. Todas as mulheres adoram fazer o relato daqueles penosos momentos com os detalhes mais pormenorizados. Não vou contar-vos que fui assistida por um Gonçalo e um Pedro que ficaram um bocadinho viscosos mal a minha Caetana viu a luz do dia...
Vou contar-vos quando entrei no belo do Amadora/Sintra (não tenho qualquer razão de queixa-tem o hospital de mim como vão ficar a saber). Assim que entrei...
Nome? «Quero epidural!»
Morada? «Quero epidural!»
Alergias, historial clinico? «QUERO EPIDURAL.»
Nada mais sabia dizer até me levarem para a sala onde haveria de terminar a dilatação.
Estava eu a contorcer-me com aquelas machadadas que nos partem em duas quando se me deparou uma linda ruiva de olhos azuis. «Ola, va tudo seguir bien. Estoy aqui para ayudar-te», dizia-me a enfermeira espanhola, muito calma, o que só me enchia de NERVOS....
«EPIDURAL», continuava.
 «Eres muy parecida com Julia Roberts...», entretinha-me a moça.
«Amiga, eu é que estou cheia de dores e você é que está a ficar com a visão turva», respondia-lhe.
E ela continuava a fazer-me festinhas na mão - que é coisa que me IRRITA, com ou sem contracções. Até que desapareceu.
«Atão, larga-me aqui sem EPIDURAL?», continuava eu a gritar. Até que a espanholita, da qual nunca soube o nome, apareceu com a foto que vos mostro para discutir com as colegas a minha semelhança fisica com a atriz americana. Foi quando me ri:
«Olhe o Richard Gere está lá fora!»
 É que o Zé Luís é bem mais parecido com o galã que eu com a Julia Roberts (como se pode comprovar na foto abaixo).


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