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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Qua | 31.10.18

Sustos, bruxas e diabos...Mais ainda?

Bicho

 

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 Então hoje é Halloween, esse típico costume português em que todos vão para a rua sem lavar a cara, assumindo as ramelas, certo? Concordo em absoluto. Nunca achei piada mas agora ando uma festivaleira...Upa! Upa! E como dirigente associativa, lá terei de estar com a minha melhor disposição para me fantasiar (ainda mais) e participar da Caça ao Tesouro que planeamos no meu Centro Desportivo, Cultural e Recreativo dos Moinhos da Funcheira. Vou de sacerdotisa - vestida de preto! Vou assumir as minhas olheiras (nem preciso gastar corretor), esborrato o rimel - o que também me acontece não poucas vezes, desenho umas cicatrizes na cara (algo que adoro ao natural e quando verdadeiras) e vou gritar aos moços pequenos para assusta-los. E qual a diferença disso para o meu dia a dia? Ah, já sei....vou ter mesmo de calar a boca e não resmungar quando chegar a parte de entupir os putos de açúcar! 

Amanhã, conto tudo! Bom era se participassem e pagassem um euro para ajudar a minha coletividade, formassem equipas de 4 e fossem ver in loco como sou maquiavélica e terrífica. (A última vez que me mascarei, de vaca, no Carnaval, parti um braço. Espero estar inteira para fazer a reportagem).

P.S: as abóboras são minhas e faz favor de não deitarem o interior fora que é ótimo na sopa!

Ter | 30.10.18

Ainda estás a tempo de me por a mexer!

Bicho

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Querem ver que isto se pega? Querem ver que o meu magnestismo para o acidente, para as barracas, percalços e judiarias é contagioso? É que enquanto for só eu cá em casa - além da minha Caetana em formato mini - a coisa ainda vai. Agora se o o Zé Luís também entra nessa, está tudo lixado. É que ele foi bafejado pela sorte - não só por ter calhado comigo mas, sobretudo, por ser daqueles individuos que atraem coisas boas. Se ele pensa num parque de estacionamento lotado que vai sair alguém - voilá! Ele mete na cabeça que amanhã chove e o céu desagua (agora também é mesmo provável).
Mas até ele anda em maré de insólito. Sabem que ele é diretor geral do Belenenses, certo? Atão não é que o homem, no intervalo do jogo com o Benfica, foi esborrachar-se no espelho do autocarro do clube da Luz? Quem o manda estar sempre a olhar para o telemóvel? Ao que parece, riu-se o motorista dos encarnados que lhe elevou o polegar em sinal de ok como que a dizer: da-lhe aí. Agora está sempre a puxar os cabelos grisalhos para a frente para tapar a ferida (como se eu não fosse contar ao mundo como fez aquilo).

Contei-vos, também, do velhote que me levou a dianteira do carro, bla, bla....? Fui levar o carro a uma oficina para fazer peritagem e pedi ao Zé Luís para me levar lá quando o veículo estivesse despachado. Atão não é que o homem ia a sair da oficina, vem de lá outro distraído a fazer marcha atrás e .....PUMBA na sua carrinha? Ups!
Por Dios! 
Alguém recomenda alguma mezinha ou sou eu que estou a atrofiar o dirigente quarentão?
Ainda estás a tempo de me por a mexer Zéi..... 

Seg | 29.10.18

Vem aí o Batista!

Bicho

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 Nunca vi! Ó poço de inesgotável energia. O senhor tem mais de 80 anos e consegue resumir os largos kms que já coleciona nas pernas no prazo máximo de dois minutos. É figura emblemárica no Estádio Nacional. Lá tem estacionada e sua carrinha/casa, ali se treina, ali faz vida, ali planeia as próximas provas mas então - não há quem o consiga perceber. Eu não consigo. Tem tanta reinvindicação a fazer, mistura tudo numa assentada, fala tão depressa - achava eu que com sotaque madeirense mas uma vez confrontei-o e quase me ia engolindo - que ficamos estafados só de lhe dizer bom dia. De mim quer uma entrevista! Já lhe expliquei que saí do jornal, mas ele não quer saber. Manda recados para a Edite Dias, quer ir à televisão, pressiona os treinadores que se lhe deparam no Jamor, fala de exigências ao governo com quem quer que se cruze.
Sei que é um homem só, que faz do desporto e do atletismo o seu maior prazer, percebo que é um grande exemplo para muitos miúdos da atual e sedentária sociedade. Mas o Batista é um curso intensivo de ruído comunicacional. Fala tanto, de tanta coisa ao mesmo tempo, com tanta garra e intensidade, com tanto querer e crença, com tanta sofreguidão, com tanta ânsia... Eu nem abro a boca. E olhem que há poucos que me calem!

Dom | 28.10.18

Há com cada um...

Bicho

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Isto de ir ao ginásio tem muito que se lhe diga! Eu, meus amigos, encontrei nele uma terapia. Naquela horinha, rio-me, convivo, estou com amigos, suo as estopinhas e saio de lá renovadinha, qual carro de rali após banho de jato no Elefante Azul. Agora as motivações de cada um... vêem-se miúdas de carnes rijas a fazer olhinhos a instrutores, aparecem rapagões de corpos ondulados de tanto músculo que ali vão uivar ao levantar ferro, surgem meninas que apenas vão passear os modelitos e que depois usam pesos mais leves que cotonetes e vão os cheios de boas intenções que se ficam por isso mesmo: pela intenção. Longe de mim criticar quem quer que seja, que se for para falar de cromos eu sou aquela que sai repetidamente e que já ninguém quer para a troca. Mas convenhamos: estar na sala de musculação de polo da Ralph Lauren (passo a publicidade), bermudas de tecido cheias de bolsos de lado, soquetes e tenizinhos de pouca sola...por Dios! Atão o que lá vai fazer aquele individuo? Pouco se mexe (nem a roupa tal permite), nem transpira (nem tem como), só fica a olhar para quem ali fica defronte a pular como se não houvesse amanhã! Mesmo que não nos queiramos rir, amigo, fica dificil. Mas gabo-lhe a descontração. Retratei bem Nélia?

Sab | 27.10.18

Impossível!

Bicho

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Saí do jornal A BOLA com algumas ideias para trabalhos que fiquei sem realizar (com muita pena minha). 
Sempre puxei pela cabeça para tentar ver diferentes ângulos e abordagens de uma qualquer história. Umas vezes sei que consegui, noutras fiquei longe do intuito e aquilo que achava que poderia ter piada, revelar-se-ia grande tiro nos pés. Uma ideia há que nunca vou saber se daria algo engraçado ou não: primeiro porque já não a vou conseguir publicar e depois porque, pura e simplesmente, é missão impossível.
Então: desde que entrei no jornalismo desportivo que tinha um caderninho que sempre levava para jogos e treinos. Nele apontava o dia, o jogo em questão, temporada e equipas envolvidas para nunca me descontextualizar. Ideia: registar todas as frases giras, piropos e insultos que se ouvem nos estádios nacionais. Acreditem que o povo é supercriativo e há expressões dignas de só por si originarem um hilariante dicionário de futebol. Atão mas atão: há um personagem que joga muito! Está em todos os campos, dentro e fora dos relvados. A cada comentário ou impropério mais original...lá está ele. O que acaba em ...lho!
Se valesse um euro cada vez que o dito cujo é mencionado por agentes desportivos, meus amigos, o Estado tinha os cofres recheados para #%$/...lho!.
Ele é colega de equipa, ele é chamado vezes sem conta nos balneários, ele é gritado aos quatro ventos pelos adeptos, anda de boca em boca (sem brejeirices, hã?), não há dia em que o %&/bj2337...lho não seja vírgula em todas as frases, ordens, jogadas ou brincadeiras.
Encontrei o caderninho. Tinha alguns registos de 2004, 2007...e desisti. Não há frase sem $/$%64783t....lho no futebol. E convenhamos: com os nervos e emoções do futebol, só mesmo encher o peito e soltar o $%&$...lho para não termos de agarrar-nos aos Valdisperts.

Sex | 26.10.18

Ainda os carros...

Bicho

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Ora cá ando eu a digladiar-me com o carro!  Ó karma....Agora foi um senhor mais entradote que me levou a dianteira (e eu que ainda pensava ter sido eu a culpada - haja alguma coisa que não seja a Elsa Marina a ter  de pedir desculpa). Agora é marcar peritagem, ficar sem veículo, andar a pedir boleias, ficar dependente até para ir às compras...argh! Lembrei-me logo quando em Beja, recém encartada (e mal) tentei curvar para rua bem estreitinha. Quem é de Beja sabe do que estou a falar: aquelas travessas brancas e apertadinhas perto do nosso Castelo. Eu e a minha banheira, na altura...o Astra! Claro que me armei em campeã, não tirei bem as medidas (ainda hoje é talento do qual sou desprovida) e raspei o carrinho todo pela parede branca da nossa zona histórica. E depois? Nem para trás nem para a frente. Quem havia de surgir para ajudar-me?
Um frade, daqueles típicos, de túnica castanha e corda à cintura. «Venha, venha...agora para trás, agora para frente, chegue mais...» E fazia ainda pior. Quanto mais me instruía mais eu tirava cal da casa de esquina. Ficou mossa na parede (peço desculpa- cá está - à câmara municipal ou ao proprietário lesado há 20 anos - já perscreveu, certo?) e mossa no belo do Astra do qual não me devia ter desfeito.  Outros tempos! Impressionante como há coisas que nunca mudam!

Qui | 25.10.18

Já não passo sem o rolo!

Bicho

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Sei que começo a ser chata (como se tal fosse possível) com a história da idade mas raios partam os 40!
Há anos que o ginásio é a minha terapia e que o body attack é a minha modalidade de eleição. Quando digo que vou para o attack, as reações pendem todas para a maldade....Acontece que os meus tendões de Aquiles estáo a dar de si. Sinto-os a esgaçar a cada pulo e, apesar de ciente que se rasgam fico parada meses a fio, não consigo deixar de armar-me em Jane Fonda anos 80. Daí que tenha arranjado um rolo que me massaja os tendões. Parece que estou a ver a cara do Paulo Cunha - meu colega de A BOLA, amigo fiel que sei que me lê diariamente, rapaz detentor de um humor muito refinado e inteligente. Pois que, Cunha, já não passo sem o rolo. Estou a ouvir-te dizer: ai levas com o rolo, precisas de levar com o rolo e outras coisas que tais que associadas ao attack dava para rirmos até ao fim de semana. 

Mas, amigos, o que faz um rolo... não é que aquela moenga alivia imenso as dores e contracturas? Pena ser pesado senão andava sempre com ele debaixo do braço (sem piadas, Cunha).
Assumo que gosto do rolo, não passo sem o rolo (e não, não é o da cozinha) e não paro de attackar até encostar à boxe!

Falamos depois Cunha!

Qua | 24.10.18

Rabo para o ar...

Bicho

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Vou mudar de casa. Já comecei a empacotar as tranquitanas: tanto lixo!!! Para que quer uma pessoa todos os papelinhos, caixinhas e laçarotes? Cristo!
Andava a esvaziar gavetas e em todas, mas todas, saquei uma quantidade de moedas pretas. Tanto cascalho - mais valia que tivesse voltado a sentir aquela felicidade de encontrar notas nos bolsos da roupa. Mas não! Só moedas e mais moedas....Meti tudo num saco plástico e hoje de manhã pensei levar aquilo para a padaria, a ver se me trocavam a fortuna reaparecida. Mas, como sou tão inteligente, não consegui pensar que o saco plástico iria rasgar-se. Foi logo ali na calçada defronte do prédio: havia moedas a rolar estrada fora... Ups!
Ainda comecei a apanhar algumas mas depressa desisti da empreitada. Fui para o café. Quando voltei para o carro, surpresa: era ver malta de rabo no ar a apanhar moedas...Lá encontrei uma pessoa conhecida: «olhe são minhas!» E provei o que afirmava mostrando o resto do saco roto. E não é que consegui reaver o cascalho? A simpatia da vizinhança andou de rabo no ar a meter as mãos entre as pedras para sacar as moedas - coisa que não tive paciência para fazer -, e ainda mas devolveu! Continuo com o saco na mala a agudizar-me a escoleose com o peso e não sei que fazer aquilo que nem na padaria me aceitaram as pretinhas. O meu pai faz-me falta para muita coisa: esta é uma delas. De certeza que me ficava com o saquinho!

Ter | 23.10.18

Barómetro Caetana!

Bicho

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Agora que mudei de vida para acompanhar a minha Caetana, decidi não faltar à reunião da Associação de Pais da escola. O refeitório - que também serve de pavilhão de ginástica - estava cheio! (brinco, naturalmente, mas também não posso criticar por ai além já que, como digo, também foi a primeira vez que fui).

Depois da apresentação de relatórios e atividades, seguiu-se o tema delicado: a comida na cantina. Ora aqui está assunto com o qual nunca me preocupei com o meu depósito em forma de criança. A minha Caetana come tudo e gosta de tudo e até a mim me abocanha se eu deixar! É verdade que este ano, a boa da minha tufão já me obrigou a mandar recado para a professora já que não pago lanches (ela leva o dela bem farto) e mesmo assim aparecia-me sempre a comer pão: só come os que sobram, fiquei a saber. Mas até ela  começou a queixar-se que a sopa era muito líquida. Meus amigos, se a Caetana se queixa, investigue-se!
Mudou a empresa, mudou a cozinheira, escreva-se para a Câmara Municipal, chame-se a saúde pública....falou-se. Acho muito bem. Até porque sinto a minha menina muito mais enfraquecida desde há uns tempos a esta parte. É que a sua primeira amiga quando foi para o jardim de infância da escola foi a Dona Lurdes. «Quem é filha? Uma professora? Uma auxiliar?» «Não mamã, é a cozinheira!»
Vejam lá se a moça não é esperta. «Cozinha melhor que tu mamã», dizia-me, então (também não é dificil, frise-se).

Por isso, cara APEE, a minha melhor colaboração será sempre colocar-vos à disposição a minha fala barato, a minha come tudo, a minha maria lambona, a minha critica gourmet, a minha boa boca, a minha desbocada, a minha varre tabuleiros, provavelmente a responsável por muitos meninos não poderem repetir sopa , pão ou fruta.

Fora de brincadeiras, é assunto a não descurar: unam-se à Associação de Pais: apee.moinhos@gmail.com. CMA: educa@cm-amadora.pt
Agrupamento: direccao.eb23.jose.cardoso.c.pires@gmail.com

Seg | 22.10.18

Zenóbia, Sancha, Vanderleia, Marinela, Zacarias....

Bicho

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2019 vai ser grande ano!

Numa só semana recebi a notícia que três amigas minhas ( e todas elas bem especiais) estão grávidas!

Lógico que a minha primeira pergunta foi: e nomes para os rebentos? É que trata-se de uma escolha superimportante que nos marca para o resto da vida. Sou de convicta opinião que quanto mais diferenciado for o nome melhor. Isso de ter toda a turma com a nossa graça não está com nada!
Sempre soube que se tivesse uma filha se chamaria Caetana - e assim foi! E cada vez estou mais feliz com a minha escolha. Se voltasse a ter uma filha chamava-lhe Caetana Dois!

Mas nomes houve que tive em consideração e que, naturalmente, sugiro aos meus 'sobrinhos' prestes a virem a este mundo desfrutar da minha companhia e animação: Sancha! Adoro a sonoridade. É forte, melódico, fica no ouvido! «Ai Sancha..: depois chamam-lhe Pança» - e então? Importante é desde logo ficarmos na memória sonora das pessoas. Brinco com o nome Zenóbia (que era para ser a minha prima), Vanderleia ou Marinela (já me disseram que foram hipóteses para mim e para a minha irmã), numa família como a minha que teve Alcebíedes (meu avô), Gaudêncio (tio do meu pai) e outros que tais que nem eu fixei. 

Se for um lindo rapaz, amigas, continuo na minha: Zacarias, para ser o Zaca! «Ah e tal, é nome de macaco...» Não sejam tansas! O miúdo vai ser o rei da escola com um nome destes. Apostem na diferença e toldem o futuro dos vossos seres mais preciosos com sucesso e notoriedade!
(Como já me estão a chamar tudo, vou refazer a lista e pensar em algo mais comum como Timóteo, Tibério, Alcino, Bonifácio, Clotilde, Umbelina, Gertrudes!)

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