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Bichanando

Onde uma sempre jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma sempre jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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Ora cá ando eu a digladiar-me com o carro!  Ó karma....Agora foi um senhor mais entradote que me levou a dianteira (e eu que ainda pensava ter sido eu a culpada - haja alguma coisa que não seja a Elsa Marina a ter  de pedir desculpa). Agora é marcar peritagem, ficar sem veículo, andar a pedir boleias, ficar dependente até para ir às compras...argh! Lembrei-me logo quando em Beja, recém encartada (e mal) tentei curvar para rua bem estreitinha. Quem é de Beja sabe do que estou a falar: aquelas travessas brancas e apertadinhas perto do nosso Castelo. Eu e a minha banheira, na altura...o Astra! Claro que me armei em campeã, não tirei bem as medidas (ainda hoje é talento do qual sou desprovida) e raspei o carrinho todo pela parede branca da nossa zona histórica. E depois? Nem para trás nem para a frente. Quem havia de surgir para ajudar-me?
Um frade, daqueles típicos, de túnica castanha e corda à cintura. «Venha, venha...agora para trás, agora para frente, chegue mais...» E fazia ainda pior. Quanto mais me instruía mais eu tirava cal da casa de esquina. Ficou mossa na parede (peço desculpa- cá está - à câmara municipal ou ao proprietário lesado há 20 anos - já perscreveu, certo?) e mossa no belo do Astra do qual não me devia ter desfeito.  Outros tempos! Impressionante como há coisas que nunca mudam!

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Sei que começo a ser chata (como se tal fosse possível) com a história da idade mas raios partam os 40!
Há anos que o ginásio é a minha terapia e que o body attack é a minha modalidade de eleição. Quando digo que vou para o attack, as reações pendem todas para a maldade....Acontece que os meus tendões de Aquiles estáo a dar de si. Sinto-os a esgaçar a cada pulo e, apesar de ciente que se rasgam fico parada meses a fio, não consigo deixar de armar-me em Jane Fonda anos 80. Daí que tenha arranjado um rolo que me massaja os tendões. Parece que estou a ver a cara do Paulo Cunha - meu colega de A BOLA, amigo fiel que sei que me lê diariamente, rapaz detentor de um humor muito refinado e inteligente. Pois que, Cunha, já não passo sem o rolo. Estou a ouvir-te dizer: ai levas com o rolo, precisas de levar com o rolo e outras coisas que tais que associadas ao attack dava para rirmos até ao fim de semana. 

Mas, amigos, o que faz um rolo... não é que aquela moenga alivia imenso as dores e contracturas? Pena ser pesado senão andava sempre com ele debaixo do braço (sem piadas, Cunha).
Assumo que gosto do rolo, não passo sem o rolo (e não, não é o da cozinha) e não paro de attackar até encostar à boxe!

Falamos depois Cunha!

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Vou mudar de casa. Já comecei a empacotar as tranquitanas: tanto lixo!!! Para que quer uma pessoa todos os papelinhos, caixinhas e laçarotes? Cristo!
Andava a esvaziar gavetas e em todas, mas todas, saquei uma quantidade de moedas pretas. Tanto cascalho - mais valia que tivesse voltado a sentir aquela felicidade de encontrar notas nos bolsos da roupa. Mas não! Só moedas e mais moedas....Meti tudo num saco plástico e hoje de manhã pensei levar aquilo para a padaria, a ver se me trocavam a fortuna reaparecida. Mas, como sou tão inteligente, não consegui pensar que o saco plástico iria rasgar-se. Foi logo ali na calçada defronte do prédio: havia moedas a rolar estrada fora... Ups!
Ainda comecei a apanhar algumas mas depressa desisti da empreitada. Fui para o café. Quando voltei para o carro, surpresa: era ver malta de rabo no ar a apanhar moedas...Lá encontrei uma pessoa conhecida: «olhe são minhas!» E provei o que afirmava mostrando o resto do saco roto. E não é que consegui reaver o cascalho? A simpatia da vizinhança andou de rabo no ar a meter as mãos entre as pedras para sacar as moedas - coisa que não tive paciência para fazer -, e ainda mas devolveu! Continuo com o saco na mala a agudizar-me a escoleose com o peso e não sei que fazer aquilo que nem na padaria me aceitaram as pretinhas. O meu pai faz-me falta para muita coisa: esta é uma delas. De certeza que me ficava com o saquinho!

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Agora que mudei de vida para acompanhar a minha Caetana, decidi não faltar à reunião da Associação de Pais da escola. O refeitório - que também serve de pavilhão de ginástica - estava cheio! (brinco, naturalmente, mas também não posso criticar por ai além já que, como digo, também foi a primeira vez que fui).

Depois da apresentação de relatórios e atividades, seguiu-se o tema delicado: a comida na cantina. Ora aqui está assunto com o qual nunca me preocupei com o meu depósito em forma de criança. A minha Caetana come tudo e gosta de tudo e até a mim me abocanha se eu deixar! É verdade que este ano, a boa da minha tufão já me obrigou a mandar recado para a professora já que não pago lanches (ela leva o dela bem farto) e mesmo assim aparecia-me sempre a comer pão: só come os que sobram, fiquei a saber. Mas até ela  começou a queixar-se que a sopa era muito líquida. Meus amigos, se a Caetana se queixa, investigue-se!
Mudou a empresa, mudou a cozinheira, escreva-se para a Câmara Municipal, chame-se a saúde pública....falou-se. Acho muito bem. Até porque sinto a minha menina muito mais enfraquecida desde há uns tempos a esta parte. É que a sua primeira amiga quando foi para o jardim de infância da escola foi a Dona Lurdes. «Quem é filha? Uma professora? Uma auxiliar?» «Não mamã, é a cozinheira!»
Vejam lá se a moça não é esperta. «Cozinha melhor que tu mamã», dizia-me, então (também não é dificil, frise-se).

Por isso, cara APEE, a minha melhor colaboração será sempre colocar-vos à disposição a minha fala barato, a minha come tudo, a minha maria lambona, a minha critica gourmet, a minha boa boca, a minha desbocada, a minha varre tabuleiros, provavelmente a responsável por muitos meninos não poderem repetir sopa , pão ou fruta.

Fora de brincadeiras, é assunto a não descurar: unam-se à Associação de Pais: apee.moinhos@gmail.com. CMA: educa@cm-amadora.pt
Agrupamento: direccao.eb23.jose.cardoso.c.pires@gmail.com

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2019 vai ser grande ano!

Numa só semana recebi a notícia que três amigas minhas ( e todas elas bem especiais) estão grávidas!

Lógico que a minha primeira pergunta foi: e nomes para os rebentos? É que trata-se de uma escolha superimportante que nos marca para o resto da vida. Sou de convicta opinião que quanto mais diferenciado for o nome melhor. Isso de ter toda a turma com a nossa graça não está com nada!
Sempre soube que se tivesse uma filha se chamaria Caetana - e assim foi! E cada vez estou mais feliz com a minha escolha. Se voltasse a ter uma filha chamava-lhe Caetana Dois!

Mas nomes houve que tive em consideração e que, naturalmente, sugiro aos meus 'sobrinhos' prestes a virem a este mundo desfrutar da minha companhia e animação: Sancha! Adoro a sonoridade. É forte, melódico, fica no ouvido! «Ai Sancha..: depois chamam-lhe Pança» - e então? Importante é desde logo ficarmos na memória sonora das pessoas. Brinco com o nome Zenóbia (que era para ser a minha prima), Vanderleia ou Marinela (já me disseram que foram hipóteses para mim e para a minha irmã), numa família como a minha que teve Alcebíedes (meu avô), Gaudêncio (tio do meu pai) e outros que tais que nem eu fixei. 

Se for um lindo rapaz, amigas, continuo na minha: Zacarias, para ser o Zaca! «Ah e tal, é nome de macaco...» Não sejam tansas! O miúdo vai ser o rei da escola com um nome destes. Apostem na diferença e toldem o futuro dos vossos seres mais preciosos com sucesso e notoriedade!
(Como já me estão a chamar tudo, vou refazer a lista e pensar em algo mais comum como Timóteo, Tibério, Alcino, Bonifácio, Clotilde, Umbelina, Gertrudes!)