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Bichanando

Onde uma sempre jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma sempre jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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Já encaixo! Sabe Deus com que trabalheira! 

Recordam-se de ter-vos contado que finalmente ganhei uns ténis para o spinning mas que aquilo estava marado, precisava de uma chave, não funcionava, bla, bla, bla....Pois que já estão bons!
Só tive de por o João Pinto a suar (com todo o respeito, ó Carolina). Ontem já tinha feito spinning, sozinha, e aquela charenga demorou a encaixar nos pedais. Já a aula ia a meio quando aquilo lá encontrou a porca e o parafuso. Hoje de manhã, terça-feira, aula do João Pinto (à qual tento religiosamente não faltar)...barraca, naturalmente. É que é sempre assim. Quanto mais quero comportar-me como deve ser é quando o meu íman para a desgraça mais atua. Lá me montei na bike, veio o bom do Pinto ajudar-me. Eu só me ria e ele, de cócoras, agachado ao pé de mim, calcava-me os pés: de baixo para cima, de cima para baixo, agora faz força, agora carrega e o desgraçado olhava os ângulos dos sapatos para ver se os bons dos ténis lá encaixavam. Não vos digo que ficou a suar? Nunca me tinham apertado assim os pés.... (ih, ih, ih!!)

Demorou mas foi. Já encaixo a cena! Com o tempo vou lá sozinha. Desencaixar já é fácil. É como tudo, com o hábito!

Fui para o balneário armada em ciclista com a minha passada Pro com os benditos ténis. Apanhei um bocadinho de água e parecia a minha Caetana na acrobática a esparregar-me toda. Ainda me aleijei e fui de joelho ao chão, mas ninguém viu!

Troquei de ténis e segui para o body pump, com o João Pinto (só ele para me convencer aquela tortura). Mas levantar discos e barras também não é a minha cena , mas como acumulei uns quilos de amêndoas e frutos secos...Esforcei-me e até aumentei o peso da canga nesta aula. Resultado: alguém me pode ajudar a apanhar a roupa que não consigo esticar os braços nem dou muito bem passo dado o estiramento da escorregadela?

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Quem já não dançou o célebre comboio? Não falha nos casamentos, certo? (adoro um bom matrimónio e ninguém me convida!)

Liguei a rádio e lá estava essa grande música popular portuguesa! A última vez que me diverti neste ritual das bodas foi no casamento de um amigo meu do jornal A BOLA, de quem tenho saudades e ele não me liga nenhuma (eu e a minha veia Calimero!). No bendito comboio atrás de mim, seguia o meu amigo Hugo do Carmo, alentejano de Ourique, um paz de alma, o chamado grande gajo de quem também sinto muita falta (não que ele fale muito comigo - é tão calado que eu pergunto, dou as respostas e ele só se ri de mim!)
Então que o Carmo estava sempre a perder-se no comboio, nunca conseguia seguir agarrado ao meu ombro. «Atao Carminho, tens de acelerar pá!»
Olhei para trás, estava ele com cara de quem queria rir e não podia. É que o senhor atrás dele, que também  deveria agarrar-se ao seu ombro, não tinha mão, sendo complicado segurar-se em fila.
Rio-me da cara do Hugo do Carmo que já de si, dançar, foi enorme sacrificio, quanto mais com aquela especificidade!

Saudades vossas rapazes!

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O Zé Luís faz hoje 47 anos! Verdade seja dita fui um elixir rejuvenescedor na sua vida! Perdeu quilos e quilos (ouvir-me dias inteiros dá abalos), dei-lhe uma filha linda (ainda que a Caetana seja pior que eu trinta mil vezes em termos de aceleração) e, sendo diretor geral do Belenenses, não há qualquer ponta de tédio no seu quotidiano.

Diz o bom do homem que se apaixonou por mim quando carinhosamente (como só eu consigo ser), no mais romântico dos cenários (defronte ao portão velho e sujo do estádio José Gomes onde jogava o Clube Futebol Estrela da Amadora - sua grande paixão) lhe gritei: «és uma besta!»

Pudera! O homem tem a mania que os carros são Fórmulas 1. Entrou por ali fora a rasgar, na altura com um carro branco horrososo, uma banheira (nunca percebi nada de carros também) e quase passava a ferro os jornalistas que ali se concentravam para mais um piquete que haveria de terminar só passadas muitas horas sem informações sobre se havia nova greve ou pagamentos de salários no saudoso Estrelinha.

És uma besta, disse-lhe! E o Zé Luís ficou comigo no goto! 

Olha Zé, continuas uma bestinha! (tenho de manter a chama acesa, certo?)

Parabéns meu companheiro! Nunca te fartes de mim!

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Levantei-me de manhã e não tive como escapar-me a dar um jeitinho na casa-de-banho. Como sou uma dona de casa exímia, lá se foi um espelhinho daqueles redondos que aumenta para caraças a nossa imagem e nos revela os poros entupidos, negros, feios... Dizem que partir espelhos dá azar. Nem vou pensar nisso que até nem ligo muito a supertições. E já não tenho 10 anos (infelizmente). É que quando era miúda- nem sei porque os meus pais decidiram ter esse encargo que eu era um anjinho tão jeitoso-, tinha um seguro que cobria danos contra terceiros. Alegavam lá em casa que, como sempre me disse a minha Gertrudes, onde quer que toco tira Deus Nosso Senhor a virtude! Vai daí que os meus pais acharam que tinham de proteger-se caso eu fizesse estragos em casa de alguém. Foi remédio santo! Fazia muita porcaria mas desde que me fizeram o dito seguro nunca mais parti nada (de valor ou de grande porte, quinquelharia não conta).
Aliás, recordo-me que acionaram o seguro porque alguém (já não me lembro quem - não exijam demais de mim) partiu uma mesa com tampo de vidro e disseram que tinha sido eu para ajudar a pagar a despesa. Só fama e sem proveito. Que injustiça! É a história da minha vida!

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Hoje saí à rua e havia motos por todo o lado! Veículo que nunca me atraiu dado o meu inato desiquílibrio (nem de bicicleta normal sei andar, como já vos contei, quanto mais motos). E logo me desatei a rir ao lembrar-me dos tempos de estudante na Universidade do Algarve. Morava lá com a minha irmã Isabelinha que, coitada, teve de aturar-me tipo sombra desde que Deus nosso Senhor a presenteou com a minha existência. 

Tempos em que eu era uma valente monga, para não dizer um termo mais borjeço que começa com en.....e acaba em nada!

Mas a minha Zabelinha era valente do alto do seu 1,50m. 'Atão' que um belo domingo lá chegamos a Faro de expresso para começar nova semana de estudo. Mas naquele fim de semana havia o desfile de final da concentração motard em Faro, aquele enorme 'happening' onde se vê de tudo.
Vínhamos nós com as malas à rojo, a tentar furar pelo meio de centenas de malta em êxtase, quando um colchão - entenda-se um gigantesco homem, de proeminente barriga e barba até ao peito-, decidiu 'brincar' connosco e meter-se à nossa frente para não nos deixar passar. Eu, monga, fiquei logo a tremer.

Salta a boa da Zabelinha lá de trás, deixa os sacos no chão, encara o individuo, dá um saltinho (que ele era grande) e ainda lhe dá uma sacudidela (já não me lembro se foi um empurrão ou se chegou a dar-lhe um supapo). E o gajo riu-se, pois claro!

O homem lá saiu da frente deixando-nos seguir, comigo a rir que nem uma perdida, ela irritada (e quando lhe chega a mostarda ao nariz ai de quem se meta com o frasquinho de veneno como lhe chamava o meu pai) a dar-me na cabeça por ser tão apagadita (já fui mesmo monguinha, já!)