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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Seg | 31.12.18

Outra bela oportunidade de estar calada...

Bicho

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Então, pois, que agora zumbo! Qualquer dia corro e faço maratonas (in my dreams!)
Lá vou eu todas as sextas para a minha coletividade, abanar-me ao som de ritmos latinos, funks e essas coisas modernas de agora. A malta ri-se e passa ali um bom bocado. Transpira-se! Na última aula da Sónia Vasconcelos- já vos disse que é uma linda tufão de olhos azuis?- a nossa enérgica instrutora reuniu o grupo, agradeceu o convívio deste ano que hoje termina e deixou palavra especial a uma novata nas zumbices - virgens como ela lhes chama. Contava a Sónia: «Ela é uma colega minha na escola [a Sónia é professora] que quando a vi...»
Eu, metediça, parva, nem a deixei acabar. E como a miúda em questão era pequenina e baixinha, gritei logo para completar a frase: «...quando a viste pensavas que era uma aluna!»
Resposta da doce tufão: «Não que os meus alunos são de ensino especial!»
Ups! Mais uma bela oportunidade para estar calada Elsa Marina. 
E com mais esta calinada me despeço de 2018, ano em que criei este meu Bichanando. Ano em que a minha vida mudou.
2019 será para mim de grandes desafios e , espero eu, de mais umas quantas patacoadas, barracadas e entradas de carrinho para aqui continuar a esparvoeirar. Divirtam-se. Um excecional novo ano, cheio de realizações, música, dança, desporto e muitas, muitas gargalhadas!

Dom | 30.12.18

Quem está a falar? Queeemmmmmm?

Bicho

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Prefiro levar uma sova de cinto a meter-me nestes dias de festa nas grandes superfícies. É que me comunica com o sistema nervoso. A malta parece que se transforma com a fuçanguice. Credo! Por Dios!
Mas o que tem de ser tem muita força (leia-se a minha amiga Susana Batista) e em vésperas de Natal lá fui até à Primark (passo a PUB que não ganho nada com isso, infelizmente). Deve ter sido a segunda ou terceira vez que lá fui mas assim que entrei recordei-me logo da primeira vez que entrei naquela gigantesca loja cheia de formigas de um lado para o outro (leiam-se pessoas). Pois que estava eu na Primark, há já uns bons anos, mergulhada numa pilha de roupa, quando o meu telemóvel tocou. Por norma não atendo números privados, para mais num sítio que parecia casa de loucos. Mas acabei por atender. «Estou, sim, quem fala? Quem? Vítor Serpa [diretor de A BOLA]... Deve ser, deve....Vá quem fala?», gritava eu, tapando uma orelha a ver se filtrava o ruído. E não é que era mesmo o diretor do jornal? Nunca me ligara e naquele dia quis dar-me os parabéns por uma entrevista que tinha feito ao Fittipaldi. Nem imagino, com tanta barulheira e brutidade, o que terá imaginado que eu estava a fazer....Nunca mais me ligou, curiosamente. Mas não deve ter sido por isso...

Sab | 29.12.18

Bolas! Bolas! Bolas!

Bicho

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Eu até nem queria contar mais peripécias do meu Bicho, mas ele desafiou-me e eu não me fico. É que há tantas....O meu pai tem um termo característico quando se aleija - «Bolas!» Nunca nos foi permitido dizer asneiras - abria-nos logo os olhos cá de um modo...e o Bolas sempre foi a sua forma muito própria de praguejar. Não poucas vezes morde a língua e a boca, por dentro, de lado. E lá sai um Bolas musicalizado com um cerrar de dentes, género tr tr tr tr tr tr.
Um belo dia, conta ele que ninguém viu, o Francisco Bicho ia na portas de Mértola - centro de Beja sem trânsito - e, como anda sempre em campanha (ou seja a cumprimentar tudo e todos), distraído, arrancou um lanho da cabeça ao chocar com um sinal de prioridade numa esquina. «Bolas, foi cá uma fuerada!», conta. Mas graça, graça acho mesmo ao imaginar que, nas mesmas Portas de Mértola, o Chico Bicho levou uma «castanha» daquelas motoretas antigas que têm uma caixa atrás. Conta o meu pai que ele ia na sua vidinha, e as portas da caixa traseira da motoreta abriram-se no exato momento em que ele ia a passar, 'atropelando-lhe' um braço. «E o homem nem parou. Nem reparou. Bolas! Tr tr tr tr tr tr»:
Bates-me aos pontos pai!

Sex | 28.12.18

São umas a seguir às outras...

Bicho

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Leram o meu Bichanando de ontem - aquele em que contava que o meu pai Bicho queria abrir a porta do prédio por estar a ouvir uma campainha num vídeo do Facebook? São umas a seguir às outras....
Ainda nós estavamos a rir, à mesa do Natal, de imaginar a situação quando o belo do Bicho voltou a fazer das suas. pai é padrinho da sua primeira sobrinha e quando telefona a Cahita...ai, ai. Pois que a minha prima Carla ligou para o telefone fixo da minha irmã, mas, com a risada e a estroinice, quando o meu pai chegou ao telefone já ela desligara. Ainda assim o meu pai pedia ajuda.
«Não consigo atender isto...»
«Carrega no verde!»
Ouviu-se de novo o telefone.
«Estou sim! Estou! Touuuuuu» 
O Bicho não desistia de ouvir a afilhada. Acontece que a minha prima voltara a ligar mas para o telemóvel e o bom do Bicho continuava agarrado ao telefone fixo, achando que era aquele que continuava a tocar. «Ó pai, é o telemóvel!»
E depois para ele parar de rir? Chora, chora, fica com os óculos embaciados e tem de puxar do lencinho de pano do bolso das calças. É um prato!

Qui | 27.12.18

Ai 'mê' Bicho...

Bicho

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Ai pai - que barrigada de rir no Natal. O Francisco Bicho, já de si e da sua natureza, é um prato! Qualquer história lhe lembra uma anedota, qualquer tema o recorda de uma piada, todos os assuntos o conduzem a uma música. Mas agora, com a idade, está cada vez mais engraçado (leia-se pior).
O que nos rimos com a Gertrudes a contar o episódio.
Pois que o Bicho tem uma loja de loiças e utilidades em Beja e, há anos, teve a bela ideia de colocar no estabelecimento uma daquelas campainhas de sensores para saber quando alguém entra ou sai. Aquelas campainhas muito irritantes, que fazem grande chinfrineira. Pois que ultimamente o Bicho tem um grande novo amigo - o Facebook-, e decidiu fazer um filme da loja para melhor mostrar os artigos em exposição e venda. Estava ele a olhar o vídeo e a mostra-lo à minha mãe quando começou a descer as escadas do prédio.
«Frasquinho, que vais fazer?»
«Vou abrir a porta! Estão tocando!»
«Estão tocando o quê, homem, não vês que é a campainha da loja que se ouve aí do vídeo?»
Já choravamos só de imaginar o Bicho, com o telemóvel na mão, a ver o vídeo, a ouvir a campainha e, mesmo assim, a descer as escadas do prédio que «estavam a bater à porta lá em baixo...» 
Abençoado seja!

Qua | 26.12.18

E eu é que sou a tantan da família...

Bicho

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'Atão', acham vocês, depois de tudo o que já vos contei, que eu é que sou a mais tantan, toto e tonhó da família? São capazes de ter razão.
A verdade é que não há nenhum que se escape. Nem o cunhado que a minha irmã me arranjou. O Toninho. É uma jóia de moço e os meus sobrinhos tiveram sorte com o pai que Deus Nosso Senhor lhe arranjou (a minha irmã Isabelinha também tem lá os seus encantos). Voltamos a passar o Natal em casa deles. E sempre voltam à memória histórias antigas. Sempre me rio ao lembrar-me do dia em que a minha irmã pediu ao marido para ir às compras ao supermercado e lhe encomendou queijo mascarpone. O bom do Toninho, bem mandado, lá foi, ligando, pouco depois, desesperado, que não encontrava o que ela lhe pedira: o tal queijo.
Chegou a casa, vermelho como ele só, a desfazer-se em desculpas: «Andei à procura, à procura e trouxe este que é o mais caro. Não sei se era o que querias...»
«Mas porquê o mais caro?», questionou a boa da Isabelinha.
«Tu é que pediste, o mais caro...»
«MASCARPONE, Toninho, mascarpone....»
Ah, ah, ah....homens!

Ter | 25.12.18

Foi um tufão que se lhe deu!

Bicho

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Ora que o Natal, com crianças é sempre uma animação! Ó gritaria, ó excitação, ó dor de cabeça.... Então que a minha Caetana é uma menina superfeliz e não poderia eu ter maior benção. Mas cá está, a genética é lixada e a moça saiu apurada demais. Muito pior que eu, muito pior que a Gertrudes (se é que é possível!) 
A casa dos meus pais em Beja é mini. Parece de bonecas (e é mesmo, que eu e a minha irmã somos duas bonequinhas - ih, ih, ih). Só não é à prova de Caetana! Imaginam a minha tufão a correr por ali fora como se tivesse muito espaço... Ontem, até fazia vento! Não me perguntem como, que ela nem sequer tocou no móvel da sala que tinha uma jarra de cristal com flores. Ela apenas lhe passou ao lado. Parecia um filme de Hollywood em slow motion... ela a correr, cabelos a esvoaçar e a jarra a tombar, devagarinho, às voltas, cai não cai a balançar no móvel, até estatelar-se, por fim, no chão e partir-se em mil cacos. E lá piscavam os olhinhos dela, com medo de represálias , atónita, sem perceber como tinha escaqueirado os biblots da avó.
«Foi sem querer mamã...eu nem lhe toquei!»
«Eu sei filha. É o teu magnetismo!»
«Meu quê? Mas eu não pedi isso....»

 

Seg | 24.12.18

Que todos recebam a vossa Barbie!

Bicho

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Nunca passei um Natal sem os meus pais e irmã- e que esta minha benção se mantenha por muitos, longos e bons anos. Hoje volto a poder desfrutar deste privilégio e não há um único Natal em que não me lembre da Barbie Cintilante.
Já vos disse que brinquei com bonecas até aos 18 anos, certo? E sempre adorei Barbies. Era miúda e o meu maior desejo era ter uma Barbie Cintilante: boneca com vestido esvoaçante cheio de coraçõezinhos que brilhavam no escuro. Naquele ano estava em pulgas. Abrimos as prendas e nada. Percebi que os meus pais não ma podiam dar. Tentei fazer cara alegre com o que me calhara no sapatinho mas acho que não consegui disfarçar. Foi quando a minha mãe me mandou à cozinha. Lá fui, de beiço, e eis senão quando, no escuro, só vejo o cintilar da Barbie, já fora da caixa. Ainda hoje, quando fecho os olhos, sinto aquela felicidade tão genuína. Aquele amor de agradecimento pela enorme surpresa. Aquela euforia de quem só lhe apetece cantar, dançar, gritar.... Custei a adormecer nessa noite, encantada com as luzinhas do vestido da boneca que sentei num cadeirão verde, ao lado da cama. Era menina.
Agora -hoje-, só de passar a quadra com eles, cintilo. Eles são a minha Barbie.
E de lá para cá, ganhei uns bonecos bem mais brilhantes e barulhentos: o meu João Duarte, o meu Dé Filipe, a minha Caetana...
O que mais vos desejo esta noite é que todos vibrem com o cintilar da mais inocente Barbie, com o brilho das mais significativas das festas, com o quentinho, felicidade e   sorriso da criança de Natais passados. Acreditem que cintilante é o olhar dos nossos.
Um Santo e feliz Natal para todos!

Dom | 23.12.18

Tive de rir-me!

Bicho

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Ora cá vai mais uma tirada da minha Caetana, sempre perspicaz, sempre muito dona da sua razão. Há dias juntamos roupas e alguns alimentos e fomos entregar a uma Instituição (Sol Fraterno) que apoia famílias carenciadas e meninos doentes. Fiz questão que ela viesse comigo e percebesse que, apesar da mãezinha dela por vezes ser exagerada (moderadamente, vá), não a engana quando lhe diz que há muitas crianças que não têm a sorte que ela tem. Caetana ficou a olhar e assistiu a uma pequenina de três anos a ficar bem feliz com dois casacos usados que tinham sido seus. Portou-se bem a minha menina. Acontece que connosco estava um muçulmano e ela ouviu-o dizer que não festeja o Natal. «Porquê mamã?»
«Porque é muçulmano.» 
«E não gosta de prendas?»
«Gosta filha, mas isso são questões religiosas.»
«E não come chocolates?»
«Acho que come filha, mas o Natal não são prendas e chocolates. É sim amor e ajuda aos outros como estamos a fazer.»
«Mas continuo sem perceber porque é que ele não festeja o Natal. Eu também sou moça humana e gosto!»
Certo!

Tal não é a moenga...

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Sab | 22.12.18

Que legado lhe deixo!

Bicho

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Aish que a minha miúda saiu mesmo à mãezinha dela. Acho que vou processar-me a mim própria por passar à minha filhoca os genes do destrambelhamento.
A minha Caetana é uma valente. Poucas vezes chora de dor (graças a Deus) e quando o faz é porque está mesmo aflita. Uma destas tardes começo a ouvi-la gritar na casa de banho. De aflição. Que foi filha??? E ela nada. Só chorava, tapando a cara. Ao menos, desta vez, não tinha sido eu a deitar-lhe lixivia no nariz pensando ser soro fisiológico (já vos contei que troquei os frascos...) 'Atão' não é que a boa da moça deitou óleo de alfazema nos olhos? Produto natural que lhe dou para por atrás das orelhas para afastar os piolhos (já não sei que faça à praga). Agora expliquem-me: como é que a gaiata verteu aquilo nos olhos quando emborcou o frasco na nuca e, para mais, tinha os óculos na cara? Acho que esta vai bater-me aos pontos. Deus a guarde! (descansem, depois o ardor passou- uma coisa é certa: não vai ter piolhos nos olhos!)

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