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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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Começa uma mulher a pintar os brancos e depois...torna-se uma renda! Temos sempre de continuar a fintar a idade e a camuflar o que de natural nos acontece. Aliás, frise-se que comecei a pintar o cabelo para ver se os piolhos não se encantavam com a minha cabeça (haja alguém ou alguma coisa que acha graça à minha mona). A verdade é que não há químico que faça frente à praga (atenção que agora estou limpa)!

Voltei às minhas amigas de sempre, umas queridas - vejam bem: riem-se das parvoêras que eu digo -, mas quando chega o momento de ficar com o gloss na cabeça...arre que todas as asneiras são poucas para aliviar o desespero. É que aquela porra dá uma comichera no escalpe...Catano!  E depois não podemos jogar as gânfias à cabeça senão ficamos com as mãos e unhas cheias de tinta.
Solidárias com a minha aflição dão-me um daqueles pentes fininhos para ali ficar, horas a fio (devem ser 10 longos minutos) a alfinetar-me toda e a pedir misericórdia. É mais a pedir que me arranquem o escalpe todo. E a seco. A frio. De rasgão!
Também é verdade que, depois, a água fria e as massagens do shampoo...ai...ai, são o céu!
Informaram-me então que, se tivermos o cabelo sujo, temos menos comichão.
Da próxima vez juro que mergulho a cabeça num lagar de azeite primeiro...

Tal não é a moenga...

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As Marinas - não era bom nome para um tasco?
Imaginem eu e a minha amiga Célia Marina à frente de um pitoresco estabelecimento comercial? Enfim, era o descalabro!
Há muito tempo que não estava com a minha Celufa, amiga que me ficou dos tempos de A BOLA (uma entre muitos, com a graça de Deus e com a graça de eu própria ter graça - ah - ah - ah).
Levei-a ao Belenenses-Portimonense mas confesso que não vi nadinha. Pomo-nos as duas na galhofa e o tempo voa!

A Célia é daquelas pessoas cujo coração não lhe cabe no peito, cuja gargalhada contagia, cujo masgnetismo é irresistível. Junta-se o magnestimo dela com o meu carisma destrambelhado e a chaladice acontece. Além de estarmos a conversar tão animadamente que a criança à nossa frente só nos olhava com ar matador - já que não a deixavamos prestar atenção ao jogo com a risada -,  à saída, lá ia a boa da Célia a tentar publicar uma foto nossa - gentilmente tirada pelo nosso Miguel Nunes (A BOLA).
Ia a boa da moça tão embrenhada na tarefa, colada ao telemóvel sem olhar para a frente, quando começo a vê-la desviar, a andar em zigue zague em direção a uma senhora já assustada com a hipótese da Célia lhe dar uma cabeçada! Não a devia ter chamado. Quando se apercebeu que não era eu que estava à sua frente e que ia dar barraca (apenas mais uma) largou-se a rir, ecoando o Estádio Nacional.
Será possível ter a tua gargalhada como tom de toque?
Tal não é a moenga...

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Dia do Pai: santo Bicho! Haverá homem melhor à face da terra? 
É que não minto quando digo que o meu pai é uma casa cheia. É daqueles que conta anedotas- umas bem secas por sinal-, e fica ali a rir-se daquilo tempo e tempo.
Chora de rir, limpa lágrimas, repete a anedota para continuar a rir-se, chega a engasgar-se de querer falar e rir ao mesmo tempo. E consegue por-nos a todos a gargalhar até nos doer a barriga. Não da anedota que, às tantas, já ninguém se lembra, mas a rir do riso e da satisfação dele. 

É daqueles que começa a contar as histórias do fim. Género: «Bem vocês já não se lembram! Nem eu, ó 'atão' isto foi há tantos anos. Eram vocês pequenas! Nesse dia até levamos a Tinda. ... » e por aí segue, sem dizer ao que está a referir-se, até que, normalmente sou eu que lhe dou o safanão - 'atão mas estás a falar do quê?'

Bicho liga-me quando está a ouvir cantares alentejanos - normalmente só eu partilho da animação dele com o cante-, conta-me pela enésima vez as aventuras da tropa e chora- basicamente é um boneco chorão -, ansioso por mais um jantar com os camaradas da 24.ª Companhia.

Tem uma paciência de santo para os netos, com quem brinca como se fosse miúdo - tem mais agora do que alguma vez teve para as filhas (toma lá a alfinetada). Mas o ciclo da vida é mesmo assim, certo? (Estou tão profunda!)

O Bicho está cada vez mais mouco - duro de ouvido que vai lá vai - mas ainda que já passado dos 70 anos mantém uma ondinha no cabelo que é o seu maior orgulho. Cabelo pouco branco e a bela da ondinha lá no topo da cabeça que parece trabalhada com o mais perfeito brushing mas que toda a vida lhe foi natural. Por norma Bicho está sempre bem disposto - querem vê-lo passado? Joguem-lhe a mão à ondinha....

Mas hoje quero-te muito feliz, por seres o melhor pai que alguma vez poderia ter tido.
Fui muito abençoada. Eu e a Zabelinha, naturalmente, que não é moça destas exposições.

Noutra publicação logo conto as vezes em que estás a falar com pessoas sem saberes quem elas são, ou quando lhes trocas os nomes, ou quando andas despassarado e até esqueces de aniversários importantes.....Ainda esta manhã: «ciao Nana, beijinhos Tuta, ai espera és Noca...»

Feliz dia do Pai meu Bicho!

 

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Já vos disse que ando a tirar cursos e a investir na minha formação e cultura geral, certo? Aliás, já nem me devem é poder ouvir com esta tranquitana, que é diferente!
Bem - chegou o intervalo e a hora para o 19.º café do dia. Mas será possível que também tenha de tirar um curso para sacar um café da máquina?
À disposição tínhamos vários tipos de capsulas Delta, da qual sou fã fiel - marca portuguesa, alentejana, desse filantropo que é o Comendador Nabeiro, marca muitíssimo bem representada pela minha amiga Maria José Moura (quando crescer quero ser como tu!)
Bem , tudo isto para dizer que não consegui inserir as belas e ergonómicas cápsulas, fechar a tampinha, carregar no botanito e ouvir o lindo som do líquido a correr.
Estraguei duas cápsulas - um sacrilégio, eu sei, Deus me perdoe-, água com fartura, e fiquei por ali a rondar, a ver se alguém conseguia cumprir aquela missão impossível para mim. Lógico que chegou uma brasileirita e tirou cafés para a malta toda, sem que a máquina falhasse, como é óbvio, porque o defeito não era da maravilhosa máquina mas sim meu!
Moenga dum cabrão! Senti-me tão estúpida.
Mas fiquei com isto no sentido. Será que estava a por as capsulas ao contrário?
Tem de haver uma explicação plausível para tanta falta de jeito.

Tal não é a moenga...

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Olá simpatias da minha animada existência:

Hoje decidi bichanar de forma diferente. Afinal, ando aqui de volta das tecnologias e das vivências 'milennial' para alguma coisa (pouca, que ele há moengas que não se me encasquetam)!

Estive, recentemente, num hotel a fazer uma formação. E quando ia à casa de banho via muitas pessoas a saírem limpando as mãos aos papéis - sim que o secador de mãos, diga-se a bem da verdade,  não tem raciocínio nenhum. Saímos sempre de lá a pingar na mesma e a ter de limpar as mãos às calças, certo?

Ou seja, queria encontrar os papéis de limpar mãos (que limpam muito bem lentes de óculos - fica  a dica para toupeirinhas como eu!) e olhava para todo o lado e nada!
Mas que raios - onde estavam os filhos da mãe dos papéis?
Até que se fez luz...
Vejam o vídeo! Tal não é a moenga...

https://www.youtube.com/watch?v=PDnqs5aTXgU

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Mais um curso. Aprende borrega! Hora de almoço - sou moça que me despacho rápido. Decidi procurar um café para comprar pastilhas - voltei a precisar mascar para amansar a ansiedade. Qualquer dia vão-se-me os implantes!
Casaco e mala a tiracolo, mochila de computador às costas e um calor do catano - com a graça de Deus! Fui por um caminho, regressei por outro. Mas porra! Eis senão quando se me depara esta maravilhosa escadaria a lembrar-me que naquele dia não poderia ir ao ginásio. 'Atão' não tens a mania que és atleta Elsa Marina? Agora sua as estopinhas....
Para mais as escadas eram de pedrinhas, eu de botas com saltos... Senti-me fraquejar. Acho que devia retomar as aulas de step.
Cheguei de novo ao curso a arfar, toda ruborizada, a fazer barulho a respirar, ofegante... Devem ter pensado boa coisa.

Tal não é a moenga...

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Ok, boa notícia: encontrei a nova atividade que quero exercer.
A má notícia é que não tenho como a por em prática.
Resumindo e baralhando, continuo numa valente e indefinida moenga.
O que eu gostava mesmo era de ser... palestrante! Eu cá gosto é de falar! Contar piadas secas, ter um microfone na mão e deixar que o meu cérebro (e parvoeira) faça o resto. Sou capaz de falar horas seguidas sobre uma cadeira, sobre o homem desconhecido da esquina, sobre a nuvem em forma de coração que os outros acham ser quadrada.
Posto isto, tenho a certeza, o que o que eu realmente queria era ser palestrante! 
E logo se me levanta o problema: dar palestras sobre o quê?
Quem quereria ouvir-me falar e de quê?
Nem as palestras que dou à minha Caetana surtem efeito. Até o gordo do gato do vizinho se vai logo embora quando começo a bichanar com ele em voz alta!
Não sou entendida em qualquer matéria social, muito menos científica ou tecnológica.
Vou palestrar para quem? Se há coisa em que tenho experiência é ouvir malta a dizer-me: e porque não te calas? 
Acham que isto pode dar alguma carreira? Bah...
Tal não é a moenga...

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Ora, continuo na senda de encontrar novo rumo profissional depois de, há quase um ano, ter chorado todos os líquidos do meu volumoso corpinho por ter saído do jornal A BOLA para dedicar-me ao tesouro da minha vida: a Caetana!
Mas, como ainda estou à espera de ter rendimentos para viver deles, tenho de andar às cabeçadas até encontrar qualquer coisa em que seja boa (estou tão l.....dida).
Tenho-me, então, inscrito em cursos de redes sociais, cursos de escrita criativa e outras coisas que tais. Num destes dias, diriji-me para nova formação e voltou a deparar-se-me problema do qual não tinha quaisquer saudades: estacionar o carro em Lisboa (que ficou longe para caraças!) Encontrei um sítio com parquímetro verde e logo surgiu detrás das árvores um simpático arrumador estrangeiro que me endrominou valentemente.
Não quis eu pagar 12 euros por dia para deixar o bólide (sempre o filha da mãe do carro) no parque do hotel para depois, esperta, esturrar o mesmo valor, depois do indivíduo me ter convencido que tomava conta do respetivo carro e que, durante, todo o dia, colocaria tickets para não ser multada. Isto, mais um euro para o café, mais outro para comer uma sopa.... E eu só pensava: ai que o Zé Luís até me tira o escalpe se o homem faz alguma coisa ao carro. Moral da história, não só me ficou mais caro que o parque do hotel onde estava a ter formação, como fiquei todo o dia com o estômago colado às costas com receio do veículo ser rebocado ou maltratado (para isso já chegam as minhas batidas). Ah: e no meio da lavagem cerebral que o arrumador me fez com uma pinta do caraças, ainda me perguntou se no dia seguinte voltava a precisar estacionar para repetirmos o esquema. Ando eu a estudar marketing - porra, aquele é mestre em vendas e não me parece que algum dia tenha sido estudante.
Tal não é a moenga...

 

 

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Ora, uma miúda já é estramonta (alentejanês da Gertrudes), com o universo a conspirar contra nós fica ainda mais difícil, caramba!
Não poucas vezes tento abrir o carro errado. Até já vos contei que em Beja cheguei a entrar num BMW branco igual ao meu - que estava aberto! E se não fosse o facto de estar tão limpo, acho que tinha andado à porrada com a ignição até o carro pegar. Agora, qual não é o meu espanto quando, cada vez que chego ao carro, tenho outro igual ao lado! Irra! Qual é a probabilidade disto me acontecer todas as semanas? Lógico que fui tentar abrir o que não era meu.
Dei-lhe uns puxões na porta até que lá levantei a cabeça e reparei que o gémeo mais sujo e mais batido é que era minha pertença. C'um catano! 
Se calhar é o universo a dizer-me para trocar de bólide e adquirir um Big Foot. Um carrito mais à minha altura percebem?

Tal não é a moenga....

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Juro que até me envergonho de contar estas coisas mas 'atão' se são verdade!
Fui ao lançamento do livro do meu amigo Paulo Battista, alfaiate/comunicador que está a conquistar este mundo e o outro. E bem! O mesmo amigo em cujo aniversário parti os dois saltos e passei a noite descalça quando queria não fazer figuras, lembram-se?
Pois que estreei um vestido que até foi a mulher dele que escolheu para mim. Lindo, só que tinha umas pontas atrás. Não me pareceu que um valente laço ficasse ali bem.... e uma mulher tem de ir à casa de banho certo? 
Vá lá que tenho o bom hábito de sempre puxar o autoclismo antes mesmo de proceder ao que me impele a ir a WCs públicos. Lógico que molhei as pontas do vestido na sanita!
E lá fui eu, toda maquilhada e cheirosa com a pontas do vestido ensopadas de água de sanita.
Desculpa lá ser calhandrona Gertrudes!

Tal não é a moenga...

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