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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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Pois, continuemos na saga dos borregos e da manhã de desporto no Parque da Boba, na minha Amadora. Lá fui correr, aproveitar o bom tempo, apanhar um escaldão...
Acontece que o belo parque - e é mesmo belo - é um grande sítio para respirar e tirar umas nices pics - boas fotos! (Enfim, a modelo deixa a desejar, mas, como diz o meu pai, há coisas que não têm remédio!).
Encontrei uma parede toda graffitada (ver foto de cima), arte urbana que achei por bem fazer de cenário fotográfico. O que esconde a foto? 'Atão' não se está já a ver? Esconde os ténis todos atascados de lama! Havia dois caminhos - um pelo meio dos cardos (tive medo dos picos) e outro assim mais enlameadote. Achei que conseguia passar incólume por esse estreito mas, assim que lá pus a pata, fui deslizando até enfiar os pés no atasqueiro até aos tornozelos! Disse umas quantas asneiras ouvidas por alguns transeuntes, tirei a bela da fotografia, e lá fui, depois, sacudir os pés. Cheguei ao bebedouro - que devemos partilhar com os tais borregos - e, lógico, ainda fiz pior ao tentar lavar os ténis. Bem, não são necessárias mais descrições à chafurdice dessa manhã.
E correr, depois, com os ténis a escorregarem?!!!!

Tal não é a moenga....

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Ora aí está o primeiro do ano! O primeiro escaldão, entenda-se!
E não, não fui à praia! Fiquei mesmo na Amadora, no Parque da Boba.
Agora dei em correr lá no circuito cheio de subidas íngremes- onde se encontram uns borregos a pastar-, mais a minha professora de zumba e suas discípulas.
Mas pastar foi coisa que não fizemos. E o tempo passou a voar. E o solinho sabia tão bem.
Lá passei uma bela manhã, transpirando que nem uma maluca.
No final do dia encontrei uma conhecida que me achou coradinha.
«Estás muito maquilhada hoje!»
«Eu? Nem corretor de olheiras tenho!»
«Então apanhaste sol!»
«Ah - pois foi!» E nisto dá-me um apertão nos ombros - porra, querem ver?
'Atão' não fiquei com a blusa toda marcada e com as bochechas cuja cor parecia que tinha saído de uma talha de vinho? Está certo!
Chego aqui e depara-se-me esta imagem da Barbie também com um escaldão, boneca sobre a qual li que já tinha feito 60 anos. 
Meus amigos: se os escaldões nos fizerem chegar assim à bela marca de sexuagenária, vou torrar e pastar com os borregos para a Boba! Ah, ah, ah...
Tal não é a moenga...

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Ora cá ando eu a tentar fazer com que gostem de mim na minha nova atividade profissional (nada definitivo porém!). Confidencio-vos que não está a ser nada fácil e que não estou habituada a ver caras fechadas. Mas enfim, vivendo e aprendendo.
Mas outro dia disseram-me: «Temos de praxar a menina nova!»
Bem - primeiro o registo com muito agrado de me tratarem por menina. Depois, foi boa a viagem que me proporcionaram até há 20 anos. É que a última vez que fui praxada tinha entrado para a Universidade. Simpaticamente, chegaram ao pé de mim e perguntaram-me de onde era. «De Beja», respondi orgulhosa, de peito inchado. «Ai, sim, então deves dar muitos bejos. Podes começar a bejar quem encontrares na Universidade.»
Foi ou não foi uma grande praxe? Passei o dia a beijar a malta, sobretudo os rapazes mais engraçadotes, ih ih ih
Agora podiam fazer o mesmo...Pensando bem, melhor não. Não deviam achar graça! Catano!

Tal não é a moenga....

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Desculpem a imagem tão chorona em pleno Dia da Mulher! Mas não consigo arranjar nada mais condizente com a dor de cabeça que só me faz sonhar com uma máquina de lavar em andamento para lá centrifugar a minha mona.
Juro pela saúde da minha filha que voltei a bater com a cabeça !
Contei-vos ontem que no ginásio dei uma castanha tal no cacifo que até fiz a moça que estava ao meu lado sentir-se mal de ver o porradão! Pois que cheguei a casa e voltei a fazer o mesmo no armário de cima da cozinha! Doeu-me tanto - mesmo na fonte - tenho um alto roxo aqui de lado que nem me deixa pentear (também não se nota a diferença, diga-se)! Desculpa aí, ó Carla (a minha senhoria). Estou a destruir-te o património à cabeçada! Até fui ver se não tinha feio mossa no armário....
Tenho a certeza que vou andar a semana toda, literalmente, a bater com a cabeça nas paredes! 

Feliz Dia da Mulher! Cuidem do que melhor Deus nos deu: o nosso pensar, a nossa cabeça!

Tal não é a moenga...

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Olha que isto há com cada porra! E eu é que sou da província... 
Fui ao meu ginásio - já vos disse que se não me esfalfar aos pulos terei de amantizar-me com um psiquiatra -,  e entrei no balneário afoita, à pressa, o meu normal...
Como trago sempre montes de tralha, puxo por um trolley que, por ser enorme, obriga-me a ocupar dois cacifos: um em baixo e outro em cima (ó Fitness Hut, não trocava de ginásio nem que me pagassem mas os cacifos são um bocadinho a dar para o estreito).
Lógico que, atarantada como só eu, abri a porta do cacifo superior, comecei a tirar a roupa do meu 'bobby' e assim que me levanto - badum, mandei uma trancada na porta do cacifo de cima que até me fez perder a força nas pernas. A ver se consigo descrever o momento: sabem aquela dor fininha, mesmo no alto da pinha, que parece ter o efeito daquelas máquinas de cortar fiambre pelo cocuruto adentro? Doeu, porra dum cabrão.
Dei um passo atrás mas nem tive tempo de curtir o meu sofrimento. Acreditam que a moça ao meu lado começou a sentir-se mal de ver-me bater com a caixa córnea?
«Ai, eu não posso ver pessoas a magoarem-se, muito menos sangue», dizia a lívida rapariga. «Mas eu não estou a sangrar. Só fiz um galo [mais um, nem a $%##%W]
«Mas eu vi-a bater com a cabeça e ouvi o barulho. E fico logo a sentir-me mal. Vou ali lavar a cara!»
E correu para a casa de banho. Acham normal?
Ainda a fui espreitar mas estava encafuada no compartimento das sanitas.
Bolas - e fui eu que me aleijei!

Tal não é a moenga...

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'Atão' quem de vocês foi para a paródia no Carnaval?
Cá eu, desde que sou dirigente do CDCRMF (Moinhos da Funcheira), tenho a obrigação de não deixar passar a data em branco. E como tenho uma presidenta ainda mais esgroviada que a vice - que sou eu - a coisa dá-se. Lá fizemos um concurso de máscaras na coletividade - aparecem sempre os mesmos - e o que importa é que a minha Caetana estava feliz, feliz!
E, só isso, faz tudo valer a pena. Como a mascarei de Miss México, também eu quis ser um mariachi (muito fajuto, diga-se), para lhe fazer companhia.
'Atão' mas deram-me um microfone.... Lá apresentei o desfile, dizendo asneiras (como é meu apanágio), gritando para que ninguém se esquecesse de mim ao adormecer, tal a dor de cabeça!
Lá fiz das minhas - como agitar tanto a Taça do vencedor que emborquei as serpentinas todas em cima de uma só pessoa; tanto esbracejei a gritar 'Arriba' que cada vez que abria as asas dava uma galheta num - e desta vez, nem a minha Caetana me mandou calar!
É a prova provada que estou a melhorar e que passei ao lado de uma grande carreira de apresentadora - género Júlia Pinheiro ou Cristina Ferreira, no que toca a gargalhar, entenda-se! Já viram o bem que fiz à humanidade, desistindo dessa minha ambição?

Tal não é a moenga...

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Terça-feira de Carnaval. Chove lá fora. A cama está quente. De repente....Não! Não foi o cabrão do galo nem o raio do sino da Igreja, nem o cuco ou a rola ou lá o que for que tem aquele canto irritante. Gritos! Descomposturas! Esbregues, como diz a minha Gertrudes. Sete e meia da manhã e a minha Caetana decide brincar às escolas e às professoras. Acontece que a moça tem o rastilho curto e cada pergunta falhada dos peluches- ou dos bonecos de pelúcia conforme manda a língua portuguesa-, a minha varina de oito anos descia dos saltos e arrasava com os desgraçados.
Se a rapariga me dá em professora, temo pelos pobres que a apanhem!
Caetana mas é preciso isso tudo? Que raio de ensino é o teu?
Mas a moça vai ser das duras, das intransigentes. Vês isso na tua escola? Não.
'Atão' onde aprendes tu a gritar e a disparatar assim?
Ups...não devia ter perguntado isto....

Tal não é a moenga...

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Domingo fui ao futebol aplaudir mais uma vitória do meu Belenenses.
Lá peguei na minha mini me que só vai arrastada ou subornada com a promessa de lhe comprar pipocas ou batatas fritas. Acontece que o futebol mexe-me com os nervos e a pastilha elástica ajuda-me a exaurir a tensão. Muito ciente da conservação ambiental, não sou mulher de deitar, depois, as pastilhas e os respetivos papéis para o chão.
A Caetana, sem eu ver, ainda as atira para onde calha mas tem sempre azar de eu estar à coca e depois passa pela vergonha de andar a apanhar pastilhas do chão e ficar com os dedos colados, cheios de nhanha. 
Estava eu a gritar e a chamar nomes a quem me apetecia - o futebol é muito terapêutico - quando me apareceu um conhecido. Sabem aquelas pessoas cujos rostos reconhecemos, 'atão' mas lembrar-me do nome do indivíduo?
«Tudo bem? Como estás, pá? Novidades?», e prosseguia a conversa de circunstância quando saco a mão do bolso para pô-la no ombro do rapaz enquanto lhe dava dois beijinhos. 'Atão' não é que a pastilha que esperava por chegar a um caixote veio atrás, ficando colada no casaco do moço? 
Dá-me a sensação que depois caiu logo, mas não tenho a certeza. 
Sim, não me orgulho do que fiz! E não ia dizer à pessoa: tens uma pastilha toda mastigada por mim colada nas tuas costas, ? 
Mas o meio ambiente agradece! 
Espera, não, que a pastilha acabou por ficar no chão mal enrolada no papel e tudo...
Tal não é a moenga...

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Não! Esta boca de vermelhos lábios carnudos não é a minha! Infelizmente.
Mas nem só as esculpidas por natureza podem desfrutar destes mimos femininos, certo?
Pois que pintei os 'beços' de vermelho e lá fui armada em grande senhora.
Passei pelo meu cabelereiro e decidi cumprimentar a malta. Conhecem as mulheres, né? Não podem ver nada... «Ai, onde vai ela de lábios pintados? Que bem! Fica-te bem». Obrigadinha, respondi, como manda a educação. Acontece que, sentado na cadeira defronte do espelho, estava um rapaz a fazer a barba. E elas continuavam: «Não lhe fica bem? Como é branquinha essa cor destaca-se, não acha?»
Ora, parvoíce - que havia de responder o homem: não, acho que fica mal como o raio?
O rapaz lá se riu, concordou com os elogios e ficou ele mais vermelho que os meus lábios quando alinhei na brincadeira e lhe disse, desbocada: «Vá, diga lá que gosta da cor senão vou daqui para a sofá do psiquiatra com o ego todo armafanhado!»
Ficou a olhar para mim, com cara de pasmo: ou achou que eu estava a falar a sério, ou então não sabe o que é armafanhado!
Tal não é a moenga...

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Ó com um catano! Seria mesmo partida de Carnaval?
Tive receio de estar para aí a ser filmada ou coisa que o valha e agora fiquei a pensar... Acreditam que ia eu na rua, na minha vidinha, a falar sozinha (como sempre - dizem que é característica de pessoas de fértil imaginação), sempre a olhar para os pés  (mania mais parva) quando me lembrei que tinha de levantar dinheiro para pagar porras que, parecendo que não, já estamos em março.
Eis senão quando, no chão, estavam notas - como a foto documenta. Aquilo devia ser partida de Carnaval. Até porque o banco em questão tem vidros espelhados e lá atrás escondidinha, devia estar muito boa gente a gozar o prato. Eu tirei a foto, ri-me e segui.
Um velhote atrás de mim praguejava: «Tanta nota e ninguém as apanha!»
Cá me parece que a brincadeira não deve ter tido grande sucesso. Seriam mesmo notas e eu deixei de ir passar um belo fim de semana... no Seixal?! Sim, que a fortuna também não dava para muito mais!
Vou lá passar outra vez....Estava embrenhada nestes pensamentos quando olhei com mais atenção - não há notas de 11, 23, 56 ou 108 euros pois não? Mas foi bem esgalhado!

Tal não é a moenga...

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