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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Ter | 30.04.19

Caça ao grilo!

Bicho

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Sério - só pode ser castigo! Nunca morei tanto no campo como desde que mudei de casa em plena Amadora. Além do raio do galo, da passarada toda que parece saber quando estou em casa para abrir as goelas, além do sino que toca quase dentro de casa às nove e pouco da manhã de domingo, o sol e o bom tempo trouxe-me novo inflamador do sistema nervoso: grilos.
Há duas noites que é o mesmo. O estupor do bicho parece que está à espera que me deite para por-se ali a ... o que fazem mesmo os grilos? - cricrilar, diz o Google -, para por-se ali a cricrilar no meu parapeito.
E engana-se quem pensa que o som do grilo embala: pelo contrário: enerva e acorda.
Almofadas nos ouvidos, contar carneiros, sonhar acordada, nada resolve a insónia grilar a não ser quando o inseto se farta dele próprio. Ontem, voltou a estar muito bom tempo e lá voltou o bicho a esmifrar-se naquele ruído, madrugada inteira, até acordar o galo. Porra! 
O que ainda me faltará aqui no Guizo, em A da Beja? Um filha da mãe de um pavão a abrir o rabo?
Tal não é a moenga..

 

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Seg | 29.04.19

Traduz, Dalila!

Bicho

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Meus amigos - atentem bem nesta pérola! Tentem perceber o cartaz que acima apresento!
O que já me fartei de rir sozinha! Eis o barranquenho, ladies and gentleman.
Desta bela prosa - que deduzo seja uma bela prosa porque o povo de Barrancos é supereducado e divertido-, só percebo o rêpichuchi, que penso signifique alguma coisa de muito bom! De resto - a 'pihca', a 'aniguá', 'a mim quê mê rebuhqen'....que é isto, pá?
Que delícia.
É que os barranquenhos, além de misturarem o português e o espanhol (estão quase encostados a nuestros hermanos) ainda têm o seu próprio dialeto e palavras que só eles entendem. Ou que, se calhar, inventam, como a minha Gertrudes!
Na Universidade morei com duas barranquenhas e não havia como não rir quando falavam uma com a outra. Por isso, Dalila, vai uma ajudinha e traduz lá o raio do cartaz que continuo à toa sem perceber patavina. Podia estar ali a dizer que ia ganhar o Euromilhões ou que ia para o lugar da Letizia de Espanha que não chegava lá, porra dum cabrão!
Tal não é a moenga...

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Dom | 28.04.19

Sou uma desnaturada!

Bicho

 

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Mais uma Ovibeja que hoje termina, mais uma que eu perdi- ando a falhar como as notas de 500!
Há anos que não vou ao grande certame da minha terra, tanto orgulho que tenho de ser bejense.
Aliás, eu, se pertencesse ao atual executivo camarário, proibía-me de passar de Santa Margarida para a frente,  de desnaturada que sou, já que, nos grandes acontecimentos, vulgo happenings, a filha mais nova do Bicho nunca está! 
Mas sabem como é - o homem tem jogo no norte, a miúda treinos de acrobática e aqui a chaparra amocha.
Mas fiquei com pena. Ainda que, nos dias que correm, já pouca gente me conheça - e não, não é por ter engordado, oK?
Longe vão os tempos em que andava a ver quando o meu pai Bicho se fartava de ouvir os cantares (nunca!) para começar a beber shots com a minha trupe. Longe vão os tempos em que dizia que estava com a minha irmã e apenas combinavamos hora à porta de casa. Longe vão os tempos em que espetei com o carro nos discos de uma ceifeira debulhadora que lá estava estacionada!
Mais longe vão ainda os tempos em que comia sandes de presunto e aquelas sandes de quatro metros de comprido cobertas daqueles queijos maravilhosos que cheiram a pés. Parece que foi noutra vida que comia malacuecos e doces conventuais (ai a tarte de requeijão com amêndoas...)
Promessa de Bicho - a 37.ª não falho! 

Tal não é a moenga....

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Sab | 27.04.19

Que mau aspeto!

Bicho

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Já por variadíssimas vezes vos contei que estou em nervos com a praga de piolhos da qual não me consigo livrar. Shampoos, repelentes, mezinhas caseiras, vinagre, álcool etilico - tudo junto - . já não sei que mais faça para a minha Caetana não fazer, assim, tanto jus ao apelido de Bicho.
Agora tenho comprado um óleo na farmácia - que se chama árvore de chá - que lhe ponho todos os dias na nunca e atrás das orelhas antes de ir para a escola. E, como depois sempre mos pega a mim, ponho eu também aquela atrocidade ao olfato ao sair de casa. Depois, para disfarçar o cheiro de raízes podres, borrifo-me toda com Chlóe, da Cacharel, a ver se as pessoas não se afastam de mim na rua.
Estava eu a beber o meu chazinho no shopping dos Olivais, quando chega uma senhora toda muito bem posta perto de mim. Uma daquelas septuagenárias, casaco com gola de pele, cabelo ao alto, lábios vermelhos, fios e pulseiras sem destino, a cheirar ou a laca ou a um daqueles perfumes que rapidamente associamos a idosos. 
Simpaticamente, meteu conversa . «Desculpe, qual o seu perfume? Cheira tão bem.»
«Chloé», atirei de imediato.
«Ai, desculpe, é que não parece! Eu conheço bem o Chlóe e não me parece nada», dizia, enquanto me 'snifava'. «É um ótimo cheiro a flores», acrescentava...
Ai, querem ver que a mulher gosta do óleo dos piolhos que faz lembrar raízes podres?
Não me desfiz e continuei na minha. «Pois, mas olhe que é Chlóe».
«Pois, os perfumes alteram de pele para pele...» 
Quer dizer que a minha transformava perfume caríssimo em odor de canos, não?
Tal não é a moenga...

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Sex | 26.04.19

Nunca digas nunca!

Bicho

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Sabem aquela idade da parvónia em que nos revoltamos contra os nossos pais e juramos que nunca havemos de ser como eles?  Perdoai-nos Senhor que não sabíamos o que fazíamos!
E os anos passam e assalta-nos a revelação de que, afinal, acabamos por ser iguaizinhos. Então eu e a Gertrudes....Dou por mim a dizer tudo à minha Caetana tal e qual a Gertrudes me gritava em moça pequena.
Até me larguei a rir sozinha, depois de ouvir-me reproduzir, ipsis verbis a minha Tuta: «Filhos da mãe de tanto boneco. Qualquer dia vai tudo para o lixo! Nem um cá fica para contar a história. Para que é tanta bonecagem desta se não brincas com nada?»
Tal e qual!
O que me leva para outro pensamento - será que daqui a um tempinho vou andar acelerada como ela, parecendo estar montada numa mota? Será que vou ter aqueles frenicoques com as horas- à uma é para almoçar, às duas é café, às cinco é banho, às sete é jantar e não pode haver ali qualquer desviozinho da escala?
Será que me vai dar para fazer máquinas e máquinas de roupa todos os domingos?
Será que vou ser ainda mais abrutalhadinha? 
FOGE Zé Luís que ainda vais a tempo...
Tal não é a moenga...

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Qui | 25.04.19

Dejá vu!

Bicho

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É desta que vou aprender a andar de bicicleta como deve ser. Irra, que 'fartação' tenho do carro!
Pobrezinho - bom demais é ele com as judiarias que lhe faço. Então mas um ano passou tão rápido para ter de o levar de novo à inspeção? E como raio é que os pneus ficam carecas, carequinhas, de um dia para o outro? E alguém me explica como porra se gastam escovas se mal tem chovido? 
Não se pode ter uns cêntimos a mais que logo surge o estropício do carro para mos chupar.
E ainda parece que me ouve, o meu BMW branco toda escangalhadinho. Como se não me desse dor de cabeças que cheguem, comecei a ouvi-lo arrastar. Pareciam correntes pelo chão... Na estrada faziam-me sinais a apontar para baixo. Querem ver que é o paralamas que preciso trocar e que já apodreceu repentinamente? 'Atão' mas o paralamas náo é atrás? O barulho vem da frente.... Fui ver - era um bocado do resguardo! Caiu! Ups! Agora, sim, estou desresguardada! Novidade....Isto não me tinha acontecido já?

Tal não é a moenga...

P.S - Viva o 25 de Abril. Todos os anos conto a nossa história à minha Caetana.
«Lembras-te filha?»
«Sim, foi quando afastaram o mau com nome de raspa bolos!»
Atroz falta de sensibilidade!

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Qua | 24.04.19

Linguagem corporal...

Bicho

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A Páscoa já passou mas parece que ainda continuamos à mesa, a sentirmo-nos gansos entupidos de comida para ' fois gras'. Estou a precisar de mais uma aulinha de body attack como a que fiz na semana passada. Ocasião em que um rapazito japonês se aventurou a andar aos pulos qual Jane Fonda.
Anafadinho, assim a dar para o inchado, para o gordito, para o 62 de calça, o jovem ali ficou empenhado na tarefa de aguentar-se à bomboca. Acontece que, descordenado como uma marioneta sem fios, o belo do japonês não mantinha da minha pessoa a chamada distância de segurança. Eu, que até me ajeito na coisa, tinha de pensar na coreografia e ainda tentar adivinhar para onde seguiria o 'atleta'. Já me ria, já fazia cara de má - como que a dizer-lhe - já me davas espacito para esticar as pernas, não? -, mas o pobre não se tocava.
Até que parou e foi sentar-se de cabeça baixa. Querem ver que vai ter um treco?, pensei, preocupada.
Fui ter com ele que olhou para mim como se visse, literalmente, um Bicho. Perguntei se estava bem, não percebia patavina. Fazia-me sinal com a mão para que continuasse e eu rodopiava a minha mão no ar, a perguntar-lhe se estava tonto. Linguagem corporal que não me valeu de muito. Resultado - virou-me costas, afugentei o rapaz mas fiquei com mais uns metros para pulos. Pena que a aulda estivesse quase no fim.

Tal não é a moenga...

 

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Ter | 23.04.19

#coitadinhadabicho?!!!!

Bicho

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Sabem qual o nome mais carinhoso com que trato o pobre do homem que me atura?
Sim, o desgraçado do Zé Luís (a Maria Andrade até já tentou mediatizar a hastag #todoscomozeluis)!
Chamo-lhe NOIVA. O homem demora eternidades para despachar-se. Nunca casamos mas, se o fizessemos, teria de marcar a cerimónia para as 20 horas e por-lhe despertador às seis da manhã! Nunca vi!
Como anda sempre em estágios, jogos, viagens, hotéis e deslocações o seu 'necessaire' é do tamanho de um ecoponto. Fomos para Beja e, como sempre, levei apenas o essencial para mim e para a miúda . O bom do senhor diretor leva sempre sapatos e roupa para sol e chuva, mais duzentas maletas e sacos e o belo do necessaire com produtos de higiene de todas as cores e feitios.
Naquele dia levantei-me com os caracoís todos revoltos e vi uma espuma entre os seus 'detergentes'. Dei uma bombada naquilo, saiu uma espuminha toda consistente e apliquei-a no cabelo, apertando os caracóis. Cheiroso que ficou o cabelo!
«Elsa Marina - isso é gel de banho!», gritou-me!
Arre - como podia eu saber no meio de tanta nhanha daquela, porra?!
Ainda gozou comigo. Capaz de me caírem o resto das farripas...
Ainda têm pena do desgraçado cuja cruz sou euzinha? Hum, Maria Andrade?
E que tal uma hastag #coitadinhadabicho?

Tal não é a moenga....

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Seg | 22.04.19

Fiquei sem saber...

Bicho

 

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Ir a Beja é sempre aquecer o coração . Verdade que já quase ninguém me conhece, nem eu conheço muita gente, verdade se diga! Mas sempre rio com o trato tão particular. «Um café, por favor.» «Quer um cafezinho?», respondem, sempre. «Uma garrafa de água...» «É mais uma aguinha!»
«Arranja-me umas Trident» - «Quais são as pastilhinhas?»
A resposta surge sempre em forma de pergunta, terminando em diminutivo...
Respostas foi o que não ouvi do típico alentejanito que lia o jornal atrás da minha mesa. Boina, casaco xadrez, lá se meteu com a minha Caetana, calando-se depois. 
«Mãe, o senhor está a dormir.»
«Não está nada,filha, está a ler o jornal.»
«Mas nunca mais passa de página?»
Até o ler leva o seu tempo naquela terra - ah, ah, ah!
A verdade- veja-se a fotografia - é que fiquei sem saber se, de facto, o bendito velhote adormecera, cambaleando para cima do jornal, ou se a leitura estava tão interessante que não conseguia despegar-se do periódico.
Saímos  e ele lá ficou. A fazer ou não uma sestinha, louve-se que naquela terra toda a minha gente conserva o hábito de ler o jornalinho. Bem hajam!
Tal não é a moenguinha...

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Dom | 21.04.19

A minha história de Páscoa!

Bicho

20190420_172100.jpgFui passar a Páscoa a Beja, minha santa terrinha que me viu nascer e virar nesta destrambelhada que sou, terra abrilhantada pelo meu castelo que vislumbro da varanda de casa dos meus pais. Páscoa bem animada, logicamente, com os meus sobrinhos, filha, e, claro, com o bom do Bicho e a bela da Gertrudes que estavam enxonfrados. E contaram-me porquê. Atentem no despautério. Começa o Bicho.
«Estava eu na loja, aparece-me uma senhora com três pacotes de amêndoas. Bem, não eram amêndoas, eram ovinhos de chocolate...tão bons! Disse-me: olhe, isto é para si. Não conhecia a pessoa, pensei que fosse alguém conhecido da tua mãe, agradeci e pensei - fica um pacote para cada neto. Mas depois, refleti melhor: se vou dar isto à Nana [a minha Caetana], a Noca [eu] joga-se ao ar por causa do açúcar. 'Atáo' abri um pacote, fui comendo e guardei os outros dois pacotes para distribuir por todos os netos. Cheguei a casa diz-me a tua mãe: 'atão' não te foram levar nada? Sim, três pacotes de amêndoas. E onde estão? Um comi-o.»
A Gertrudes interrompe.
«Ó Frasquinho, parece impossível! Porque hás-de ser tão gulerpa? Fui eu que encomendei as amêndoas à Lúcia da mercearia para dar aos filhos do teu sobrinho Luís se ele aparecer por aí. E agora? Tem três filhos e só lhes dou dois pacotes? Sabes que és pré-diabético e só te embutes em doces! És um depósito! Uma plataforma! Pior que um crematório - esmaga tudo!»
A discussão continuava...
«Não foi 'atão' nada... Tive de ir a correr debaixo de chuva comprar mais três pacotes de amêndoas para dar aos gaiatos. Nisto tudo, gastei mais de 20 euros em doçaria. E o Luís não apareceu com os putos! Foi só deitar dinheiro fora», gritava a Gertrudes, possessa com o guloso do Bicho, que, verdade se diga, não tinha como adivinhar que as amêndoas tinham destino reservado.
Resumindo e baralhando: «Onde estão os outros dois pacotes que foram levar à loja, pai?»
«Estão para aí...», respondeu, baixinho, o Bicho, como quem diz: cala-te, continuando a levar esbregues da Gertrudes. 
Uma animação...Nem me deixaram ver a 'Música no Coração' como deve ser...
Tal não é a moenga...

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