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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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A minha amiga Susana Batista tem muita razão quando diz que passo para a minha Caetana as minhas ansiedades, o meu derrotismo. Insconscientemente, é certo, mas é possível que assim seja. A minha sorte é que a minha tufão é tão melhor que eu em tudo....Minha benção!
Disse-lhe que ia à SportTV dizer umas larachas. Conhecendo bem a mãe que tem, voltou-me costas, regressando minutos depois. 
«Mamã, levas o meu squishy. Quando te puseres com as tuas coisas a pensar que vai correr mal, que vais dar barraca, que te vais engasgar... apertas o meu squishy. Podias levar o squishy maior mas depois não o podias ter contigo que ia ver-se na televisão. Assim, levas este mais pequenino, que cabe na mão, e podes estar sempre a aperta-lo», recomendou-me.
Boneca 'mai' linda da sua mamã (não o tive na mão mas estava no bolso das calças...)
Ainda que a atitude me tenha deixado enternecida, a única ilação a retirar desta história é que a minha Caetana acha que a mãe é uma descontrolada, descompensada, desiquilibrada, esmangaritada dos nervos...Por Dios!
Onde terá ela ido buscar tais ideias?!
Tal não é a moenga...

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Ora, uma Santa Sexta-Feira Santa para todos nós! Cá eu estou irritada!
Ontem fui à SportTV, à Manhã Informativa, comentar a atualidade desportiva e fazer revista de imprensa - sabem que pelo-me para falar!....
Adorei! Para mais com a doce Marta Grilo. Revi a Carla Coelho, só não dei beijinho à Daniela Raposo mas conheci uma linda Beatriz Tubarão. Estao a ver a bicheza que ali se juntou?
Só feras! 
Chegada a casa, toca de rever a prestação. Em termos de conteúdo, analisem vocês.
Quanto à imagem - porra dum cabrão. Além de estar bem mais gorda, continuo estrábica. Pensava eu que tinha corrigido os olhos à Belenenses (sim, sempre Belenenses -está sempre a saltar-me à vista)!
Andei eu meses a fio na correção, com o queixo enfiado numa máquina enquanto esforçava a vista para ver entrar e sair um coelho duma gaiola e afinal , passados tantos anos, continuo a meter o olho para dentro? 
Sim, o olho para dentro, nunca a fala que essa nem que me cosessem a boca!
Por acaso agora até dava jeito, para ver se resisto às amêndoas!
Tal não é a moenga...

P.S - Apesar do que a foto sugere, não, não bati a ninguém...

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Ouvi uma vez que as mãos denunciam a verdadeira idade da mulher - ora, toca de por creme gorduroso e de colorir as unhacas para as manapulas aparentarem jovialidade. Também alinhei nessa vaidade e agora estou dela refém. 'Atão' mas quando as unhas crescem? Há malta que usa com cada gânfia que não sei como conseguem fazer coisas banais do dia a dia como meter as mãos no bolsos, tirar pestanas dos olhos e outras coisas do género. Coisas como apanhar moedas do chão! Ó dificuldade...
Ando sempre com a carteira cheia daquelas moedinhas pretas - diz o Zé Luís que dá sorte tê-las espalhadas pela casa (por essa ordem de ideias mais valia deixar por lá perdidas umas notinhas de 500, não?)
Eu, agarro nas moedinhas e paro na bomba de gasolina para comprar os jornais. Mas, numa destas manhãs, eu e as minhas manitas de plata não evitamos que as 'pretinhas' caíssem ao chão. E depois apanha-las com as unhas meio grandes? Não consigo! Não consegui!
Ali fiquei na fila, de cócoras, a tentar reaver as miudezas até que me irritei e as pontapeei para baixo do balcão. Figuras!
Mas olha, se a fezada do Zé Luís estiver certa....Amanhã vou à bomba ver se o homem já fugiu para as Maldivas!

Tal não é a moenga...

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Há que assumir - somos todos manipulados como carneirinhos! Se há coisa de que não gosto é de ir às compras nas grandes superfícies. Irra que fica tudo tão longe para catano! Uma pessoa esquece-se de umas maçãs e tem de meter a quinta para atravessar aquilo tudo. A mim enerva-me. Poupo-me a muitas idas. Sou mais adepta do comércio tradicional, da bela da mercearia, dos lugarejos onde conhecem os nossos gostos e nos tratam pelo nome (ainda há disso?). Avante!
Tive de ir ao hipermercardo. E por mais que leve lista ou dinheiro contado - bah! Trazemos sempre mais do que precisamos. Bem mais. Daí sermos manipulados como carneirinhos - tudo está ali estrategicamente colocado para saltar para dentro dos nossos carrinhos. Encantei-me por uma garrafa amarela - adoro amarelo! Ai que linda para levar para o ginásio, pensei. Dei uma catrefada de guito por aquilo - mais valia ter dado a quem precisasse comer -, mas cheguei a casa feliz da vida. Fiz o meu chazinho de hibisco para estrear a amarelinha ...'Atão' mas de que serve ser tão linda se não tem tampa à prova de Elsa Marina? Foi assim que a emborquei à boca - chazinho todo por mim abaixo, quentinho, bancadas das cozinhas sujas e ainda espetei um cagaço na miúda : «Mamã, isso é sangue?»
«Não filha - é chá de hibisco [que é vermelho]»!
Tal não é a moenga...

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Hoje é dia mundial da voz! Que poderoso instrumento!
Bem - eu cá sempre tentei brincar com a minha. Fiz rádio, tenho um timbre não muito agudo - acho! É porque, cada vez que penso neste assunto, vem-me logo à ideia a imitação que o meu amigo Rui Baioneta fazia da minha pessoa quando trabalhavamos juntos no jornal A BOLA - um misto de galinha com sotaque ligeiramente arrastado da etnia cigana.
Eu ria-me, claro. Mas a verdade é que o 'Neta' náo era o único . Cada vez que alguém me imita leva o meu falar para a esfera galinácea - será que é assim que soou? 
É que à minha alentejanice toda a gente acha graça - sobretudo eu! O melhor elogio que podem fazer-me é dizerem-me que ainda conservo bem aceso o meu sotaque (haja algo ainda bem aceso a esta altura do campeonato!)
Mas acreditem que, se quiser (e nunca quero), consigo falar sem musicalidade alentejana. Mas fico ridícula a parecer uma das imitações do Herman (aquelas boas de há uns 20 anos).
É isso: o Baioneta a imitar-me parecia a Maximiniana do Herman- lembram-se?
Impossível que alguém concorde com isso....Minha bela voz! Por Dios!

Tal não é a moenga....

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Olhem que eu...realmente só a mim! Acreditam que consigo ter sorte mesmo quando não tenho nenhum azar? Numa destas tardes, o meu telemóvel não parava de tocar, número que não conhecia. Raios! Que nervos - seria alguém para vender-me cursos, ou seguros, ou porras...aish! Não atendi. Seguia a minha vidinha quando recebi a mensagem que acima publico: tinha perdido a carteira e guardaram-ma no shopping dos Olivais. Inacreditável!
A sorte que eu tenho. Estava num café e confidenciei que tinha de ir a fugir buscar a bendita carteira: meu dinheirinho, meus cartões!
Apressei-me, ainda fui à casa de banho, e pus-me na fila  - sim, que este novo método de cartões nos cafés pode ser mais prático para os estabecimentos mas para os clientes é uma valente seca! Atão não é bem mais cómodo pagar ao funcionário de mãos cheias de calos e unhas negras que guarda as moedinhas pretas numa bolsinha de cintura?
Lá paguei o meu belo chá verde ...atão mas espera lá: se eu paguei, tenho a CARTEIRA na mão! Dah! Fui ver à mala e não me faltava nada!
Raios! Liguei para o número da mensagem. «Olhe a carteira não é minha! »
«Mas encontraram uma carteira que tinha o seu cartão da nossa parafarmácia com o seu número!»
«Pois - não sei que se passou!»
Resumindo e baralhando: ou alguém encontrou um cartão meu e ficou com ele, ou alguém tinha o meu número na carteira perdida ...Querem ver que há taça? Hum?????!!!

Tal não é a moenga...

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Começou logo de manhã quando encontrei a minha amiga Suzana Santos.
«Elsa, tens as calças sujas. Volta-te lá. Parece café!»
«Bem, estás a querer dizer-me que tenho o rabo sujo com uma mancha castanha? Porra, já sei o que vão pensar...»
Mas como já não voltava a casa, não troquei de roupa. Ora bolas: não havia ninguém que não me dissesse: «Elsa, tens as calças sujas!»
Catano - comete uma pessoa um deslizezinho, sai uma pessoa à rua ligeiramente calhandrona- o que não é meu hábito-, e toda a santíssima gente repara na mancha.
Vejam lá se alguém me diz que a minha pele está reluzente, que os brancos estão tapados, que o meu sorriso está glorioso (se calhar é porque não está!)
O que mais me enerva é que toda a gente me olhou para o befe para reparar na porcaria da nódoa. Na minha mocidade ninguém me olhava para o traseiro. Fosse eu rabuda e empinada de bunda ainda era como o outro, agora assim...
Já sei, já sei, vou trocar de calças!

Tal não é a moenga...

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Oiçam - nunca falei tão a sério! Vocês internem-me! Fritei a pipoca de vez! O impensável aconteceu: 'atão' não é que dei por mim a gostar de passar a ferro? E já nem me mutilo durante a atividade! Isto é tempo a mais sozinha, tempo a mais em casa... estou a perder a identidade! Bem - gostar de passar a ferro não significa que o faça bem - certo?
Porém, refletindo sobre prisma mais intelectoalóide, podia dar uso a todas as filosofias que tenho andado a ler. Podia dar ouvidos aquela malta do coaching emocional, do positivismo, dos apologistas de ver nos percalços novas oportunidades e todas essas eficazes correntes de transformação mundial. Assim, podia passar a ferro para fora, podia abrir uma engomadoria ou podia mesmo era estar quietinha à espera que melhores ideias assolassem o meu espírito conturbado. Digam lá se não estou doente? Mais um bocadinho estou a fazer bolos e costuras e a ser o orgulho da minha Gertrudes!
Acho que preciso tirar uma sestinha...

Tal não é a moenga....

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Irra, que eu sou mesmo do contra! Tenho sempre de pensar no efeito contrário se quero alguma coisa. Isto cansa! É trabalhoso, pensam o quê? Um calvário...
Por estes dias, a Fructis colocou nos Fitness Hut cremes de pentear para experimentarmos! Boa ideia! Toda a gente lá vai cuscar.
Estava eu a querer domar as minhas farripas, que são meio encaracoladas, meio lisas, todas nhónhos e decidi aceitar a borla. Tanto escolhi que fui logo aplicar o produto que menos me servia: os cabelos lisos. Mas olhem que não desgostei do efeito, apesar de ficar meio lambida. No dia seguinte lembrei-me de olhar bem para os rótulos: pus o produto próprio para caracóis. Pois - os meus não se adaptam ao que é normal! Ficaram meio esfarelados - só encaracolados em baixo (isto soa mal!....), agarradinhos à cabeça, parecendo uma borrega já sem lã para mudar.
Este é só mais um exemplo que, quando o assunto sou eu, nada é convencional!
Nem uma porra dum produto de beleza. E logo me lembro do meu querido pai quando, em adolescente, corria para ver-me num gigantesco espelho que ainda hoje tem na porta da casa de banho da loja - Louça dos Compadres (Beja):
«Para que é isso - há coisas que não têm remédio!», confortava-me. 
Tal não é a moenga...

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Epá - o povo anda mesmo deprimido! Irra! Também - tanta desgraça, tanta moenga, não é para menos. Mas as pessoas têm vida - resta saber se ocupada se desocupada.
Bem, fui ao Pingo Doce dos Moinhos da Funcheira e, na fila para pagar, apercebi-me que a pessoa que estava atrás de mim só tinha uma garrafa de óleo e uma garrafa de azeite para comprar. Simpática, atenciosa e educada como meus pais fazem questão que seja, perguntei se queria passar à frente já que tinha pouca coisa para levar. Ai o que fui fazer....Olhem - devo dizer-vos que a bendita senhora tinha uma irmã no hospital, que ia fazer um bolo para levar-lhe, que o vizinho da dita cuja fazia um barulhão tal de manhã que não deixava dormir ninguém no prédio, que o rapaz da caixa era novo e era um belo de um «atado» e que as farmácias funcionam mal porque encomendam-se os medicamentos e nunca chegam a tempo. Catano! Paguei, arrumei as compras, vinha andando para a porta e ela atrás de mim! Finji estar ao telemóvel (Deus me perdoe mas a boa vontade tem limites) e só não lhe fiquei mesmo foi a saber o nome! 
As pessoas precisam falar, exaurir, mesmo com quem nunca se viu na vida...Eu também cometo as minhas inconfidências mas... vai lá vai!
Fica-me a satisfação de ter feito uma boa ação: ouvir a dita senhora que também não se livrou da minha 'panca': «sua irmã está doente e vai fazer-lhe bolos com óleo e açúcar! Raio de mania! Cristo!»

Tal não é a moenga...

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