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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Sex | 31.05.19

Epá, é tão giro!

Bicho

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O meu pai é incomparável. É tão giro, tão giro!
No último fim de semana fui a casa, leia-se Beja, e sabe ainda melhor o cafezinho após a almoçarada de domingo na companhia do Bicho e da Gertrudes. Estava um calorzinho daqueles de fazer relembrar o Alentejo antigo mas, simultaneamente, soprava um ventinho que sabia tão bem...Ora o belo do Bicho, assim que se encosta, pesam-lhe as pálpebras. O homem consegue dormir onde quer que seja. E adormece numa fração de segundos. Desgraçado acorda logo com a Gertrudes aos berros: «Frasquinho, parece impossível! Onde quer que chega está sempre pendendo». E é verdade - não sei se ainda é na fase de adormecimento ou se já está na twilight zone, o meu Bicho parece um radar - consegue dar a volta à cabeça quando dorme sentado. Eu, nem nos alongamentos do ginásio consigo rodar assim o pescoço...
«Epá, está-se aqui bem», justificava-se. E acorda sempre bem disposto. Contou logo o Bicho:
«Sabes a do homezinho que chega aí a um lugarejo no Alentejo e pergunta a um velhote- amigo, já nasceu aqui algum grande homem? Não - aqui só nascem crianças!»
Ha, ha, ha, ha!
O que eu me tenho rido com esta parvoêra!
Tal não é a moenga...

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Qui | 30.05.19

Até estes me fazem de parva!

Bicho

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Epá, digam-me que não é só na minha casa que estes seres que não servem para coisa alguma existem tipo formigas...São aqueles bichinhos que saem debaixo dos móveis, que se reproduzem tipo cogumelos e que aparecem aos moitões nos cantos das paredes. Para mais têm uns bigodes enormes à frente. Não sei se aparecem com o frio, com o calor, com a proximidade de campo - sei que tenho uns quantos na minha residência e, se bem que até os pise sem querer (faz de conta), eles continuam a ser cada vez mais.
Houve um destes cab%87$%s que me tirou do sério. Estava eu sentada na casa de banho, se é que me faço entender. Apareceu-me o estupor do bicho. E esticava o pé para lhe dar cabo do canelo. O bicho escondia-se. Mostrava o bigode. E eu pumba! Crash! E ele escondia-se debaixo do móvel do lavatório. E eu enfiava o chinelo por baixo para o esmagar. E ele aparecia do outro lado do móvel. Até punha a cabecinha de fora e voltava a fugir como se estivesse a gozar comigo. Até que me irritei. E até me esqueci do que, realmente, estava a fazer na casa de banho. Decidida a manda-lo desta para melhor - o universo lembrou-me que todos os seres são filhos de Deus. Mandei uma trancada com o dedinho do pé no estupor do móvel... Vi estrelas, navios, foguetes, tudo....Lágrimas vieram-me aos olhos. Bem, marimbei-me no bicho do qual nem sei o nome e deixei-o ganhar a guerra. Até por que se escondeu. Quando voltei à casa de banho já estava o estupor mesmo no meio do chão branco. Como se estivesse à minha espera. Como se estivesse a tourear-me...
Até estou envergonhada!

Tal não é a moenga...

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Qua | 29.05.19

Que a inteligência se pegue por baixo!

Bicho

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Adoro laranjas! Podia comê-las dias inteiros que era feliz. Mas há laranjas e laranjas.
Aquelas que trago de Beja  e que o meu pai compra no senhor Lourenço são incomparáveis. Nada têm a ver com as laranjas 'enceradas' que se compram nos supermercardos como diz a minha mãe. Vejam bem, trouxe 17 kg - mas elas são grandes. Quaisquer quatro já pesam quilo. Mas, depois de as olhar bem, levantou-se-me a dúvida: « ó pai - as cascas das laranjas vêm todas com uma nhanha branca. Que é aquilo?», perguntei eu ao meu Bicho pai. 
«Não sabes o que é isso?» - respondeu ele, com a sua característica mania de sempre nos responder com perguntas. «Isso são cagadelas de mocho!»
Uai. Está certo - sim senhora. Fiquei a pensar naquilo.
Ora, se o mocho é o símbolo da inteligência, pode ser que engolindo dejetos do passaresgo consiga herdar alguma sapiência. Será? É que sempre adorei o chamado carrascão da laranja.
Caetana ouviu a conversa. Olhou para mim como que a dizer -me: nem sonhes que vou comer laranjas.
E abalou a correr.
Tal não é a moenga...

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Ter | 28.05.19

Charme alentejano!

Bicho

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Fim de semana em Beja. Sim- cada vez que lá vou trago uma coleção de histórias e 'happenings'.
A Praça da República reviveu os tempos da Pax Julia, os tempos romanos e, à noite, enquanto se enchiam as tasquinhas - com pizzas e pães com chouriço (muito típicos da era romana - dah), um grupo rufava tambores, animando a malta. Todos fizeram um círculo à volta do grupo mas senhor houve - talvez mais duro de ouvido - que foi especar-se mesmo no meio.
Atentem na fotografia - um velhote, todo típico, de cajado e samarra - estavam 27 graus-, com cara de poucos amigos e boina na cabeça. E lá ficou ele, no meio da animação, sem se dar conta de ser o motivo de todas as conversas e risos. Mostrei a fotografia ao meu pai. «Epá, esse homenzito é muito conhecido. Está em todas. Aparece em todo o lado. Sabes onde é que costuma estar sempre? À porta do cemitério de São Matias!», contou-me.
Bem - nem quis saber mais. Fica no meu imaginário o patusco velhote sobre o qual não cheguei a perceber se tinha dentes. Semblante fechado, o queixo chegava-lhe ao nariz! Muito me ri!
Tal não é a moenga...

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Seg | 27.05.19

Ah 'mulheri' dum cabrão!

Bicho

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Epá, eu se não fosse alentejana , esmifrava-me outra vez para dentro da Gertrudes para voltar a nascer em Beja!
Estive na minha santa terrinha no fim de semana da Beja romana - bela iniciativa. Espetáculos pirotécnicos, recriação de profissões, atividades e vestes dos tempos em que a cidade era Pax Julia, barracas e barraquinhas,  trovadores, cantadores, contos, cortejos, danças...bonito! Bom ver a minha Beja cheia de vida! Estava eu nas Portas de Mértola a ver o desfile, a ouvir o rufar dos bombos e a aplaudir um equilibrista numa bola gigante quando passa senhora algo chateada. Critica. Em nervos. Piurça mesmo. 
«É o que é- sempre a mesma moenga (onde é que já ouviram isto?). Lá para a brincadeira estão sempre todos prontos. Querem é palhaçada. Agora trabalhar é que está mau. Trabalhar está quieto. Como é que querem que isto melhore?», dizia a bejense, em alto e bom som, num sotaque bem profundo e cerrado, juntando-lhe alguns imprompérios que nem parecem vernáculo com a doce e melodiosa terminação alentejana. Eu ri-me.
E toda a gente se riu. E a senhora lá prosseguiu caminho, voltando costas à animação, chamando todos de «bando de filhos da...». Filhos pródigos, certamente.
Ah, ah, ah!
Tal não é a moenga...

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Dom | 26.05.19

Hoje todos a ouvir a Ana Carolina...Battista!

Bicho

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Epá, que bem que esteve o Paulo Battista - sim o alfaiate, o meu amigo, o meu vizinho, a fazer de António Variações no regresso do programa da TVI - A tua cara não me é estranha! Tive o privilégio de ir assistir à gravação da primeira gala em direto. E diverti-me bastante. E ele estava tão feliz. Hoje vai vestir-se de Ana Carolina - boa sorte companheiro que esta vai ser dura de roer (espero que não seja dura de ouvir - ah ah ah). 
Então, estavámos nós no estúdio, a bater palmas e palminhas, gritos e urras, assobios e cânticos, quando reparei que grupo havia na plateia - além das famílias e amigos dos concorrentes-, que já se conhecia muito bem.  Habitués da cena. Devem assistir a tudo quanto é gravação. Tratam-se pelo nome, trocam larachas no plateau, com os apresentadores... Chega o intervalo, eis senão quando vem uma senhora, já dos seus 60 e muitos, com um tupperware cheio de bolo caseiro. E andava a distribuir pelos amigos que estavam espalhados pela sala conforme mais convinha à produção para compor o boneco. 
Compreendo que pessoas com algum tempo disponível até gostem de aplaudir os famosos ao vivo mas bolinhos...POr Dios! Sendo já tarde, mais valia uma sopinha não? Bem, não vou mais longe - a nossa amiga Célia Nunes levou fatias de pizza e Filipinos. Dah! E eu é que sou da província? 
Tal não é a moenga...

Acredita Battistuta - estamos contigo!

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Sab | 25.05.19

Tudo pelos ares...hertezianos!

Bicho

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Hoje é um dia marcante - começaram as emissões da Rádio Estádio, equipa à qual me orgulho de pertencer num projeto pioneiro e arrojado.
Na última sexta-feira houve cocktail de apresentação da Rádio no rooftop do Hotel Mundial - espaço líndíssimo, charmoso,  ao fim de tarde, com um por do sol de fazer inveja a muitas fotografias de filme... 'Atão' mas a 'ventanêra' como se diz em bom alentejano?
Eu tinha um vestido comprido e até as saias se me levantaram!
Nas fotos ficou tudo desgadelhado.
Entre uma taça de vinho e um gin, lá surgiram as típicas travessas com croquetes. Nada que me tente que, como sabem, não como fritos há 19 anos. Mas a travessa vinha decorada com rabanetes - apresentados em forma de flor-, e folhas de salsa - ou seriam de hortelã? Alentejana tão desnaturada que nem ervas distingo!
Bem- havia salsa a voar e a decorar o chão que era uma alegria.
Estava eu indecisa entre ir buscar, ou não, o rabanete em flor - ou seria rábano? (há diferenças?- atenção às piadolas jucosas...) quando os copos em cima do balcão também se baldaram todos lá de cima, escavacando-se no chão tal a força da 'brisa'.
Confirmas Pedro Alves?
Sim, que eu estava filada no rábano mas tu ainda te foste ao croquete...

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Tal não é a moenga...

Felicidades, prosperidade e sucesso Rádio Estádio.
Que também vás pelos ares...hertzianos durante muitos e bons anos!

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Sex | 24.05.19

Vá-de bicheza!

Bicho

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O apelido Bicho sempre foi um desbloqueador de conversa. Quando me apresento, acreditem que ninguém esquece depois a minha graça - pelo Bicho, naturalmente.
Há quem prefira chamar-me Bicho e não Elsa, e eu adoro!
Desde que me meti nas lides do jornalismo, os apelidos com nomes de animais são uma constante. Até costumavamos brincar quando nos juntavamos todos nos jogos de futebol ou em conferências de Imprensa - eu, Elsa Bicho, na Sport TV há a Marta Grilo, a Carla Coelho, a Daniela Raposo ( na produção há a Beatriz Tubarão). Em A BOLA estava eu, o Nuno Raposo e quantos há Pintos e outras coisas que tais?
Agora fui para a Rádio Estádio cuja redação não é grande, para mais dividida entre Porto e Lisboa. Mas atentem bem - na redação de Lisboa estarei eu - Bicho -, a Patrícia Cabrinha e o Francisco Lobo. Irra - só pode ser bom prenúncio, também.
Já sabes - se gostas de jornalismo, se tens até 65 anos, tens nome de animal ou insecto - alista-te! Ah, ah, ah!
Tal não é a moenga...

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Qui | 23.05.19

Agora é que não me dão calada!

Bicho

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Olá, olá! Pois que já tornei público o meu novo desafio: Rádio Estádio - começa a emitir sábado e espero que o projeto se revista de grande sucesso e longevidade. Estarão vocês a pensar: irra,  já não basta os couros que a moça nos prega ainda temos de a ouvir na rádio? Certo! Bingo! Nem mais! Agora é que não me dão calada! Vejam bem - vão por-me em frente a um microfone!!!!!! Yeah! Iupi!!!!
Sabem que os 18 anos de A BOLA estão em mim perpetuados a lacre mas sempre adorei rádio e vou poder concilia-la com a minha Caetana, razão pela qual mudei toda a minha vida.
Bem, assuntos sérios à parte: dizer-vos que estive no Porto três dias em formação e os meus rins aguentaram-se que nem machos (só pode ser bom augúrio - lembram-se de ter-vos contado que, assim que passava as portagens, tinha infeção nos rins - as belas das pielonefrites?).
Bem, eu- estar, estar-, estive na Maia - a apresentar-me à mesa de mistura, aos micros, aos programas de gravação (ai, ai, ai, ai, desgraçados equipamentos....). A dar-nos formação esteve um senhor, entendido do assunto, ao menos parecia, mas- catano- , falava, falava....Olhem eu, a queixar-me de quem fala muito!!!!
Mas credo! O homem para dizer que a bola é redonda começava por explicar que não era rectangular nem triangular, que era curvílinea, sem cantos.... Nem eu tive paciência para tanta palavra e salamaleque: «Vá lá homem, avance, desenvolva!», tive de dizer-lhe a certa altura.
Mas aquilo ficou aqui a cutucar-me - será esta a sensação que deixo às pessoas quando dou à língua e ligo o acelerómetro? Não, pois não? Não mesmo... É que certamente, não. Ceeeeeerrrtoooooooo?
Tal não é a moenga...

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Qua | 22.05.19

Quebrar a malapata...

Bicho

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Tenho passado os últimos dias no Porto.
Nunca me fez mal nenhum, a Invicta, mas não temos uma relação fácil. Aliás, conheço muito mal a cidade. Só sei que , das três vezes que tentei desfrutar da cidade, acabei no hospital de S. João com pielonefrites - uma infeção nos rins que dói para ca...tano, dá febrões monumentais e um mal estar generalizado que só nos apetece arrancar os olhos com uma colher. Não sei porque só adoeci a cada vez que passei as portagens. Cenas insólitas das minhas. 
Voltando ao início - tenho passado os últimos dias no Porto. Amanhã contar-vos-ei se correu bem ou se, de facto, continuo com a malapata e os meus rins continuam a não 'coser-se' com a Invicta. Aliás, 'coser' é expressão mal aplicada porque, o que de facto me acontece aos rins, é eles coserem, literalmente, quando me dá o 'amoque'. Era grande barraca ...
É que estou com pessoas com as quais ainda não tenho intimidade- futuros colegas. Imaginam a bandeira? Ter infeção, 40 de febre e não conseguir dar um passo? Ter de pedir a, praticamente, desconhecidos que cuidassem de mim e me acompanhassem ao hospital para levar uma injeção no traseiro com seringa do tamanho de um foguete da NASA? Raios.
Era mesmo coisa para me acontecer....

Tal não é a moenga...

 

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