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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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Dizia eu mal do outro desgraçado cá de casa que parece um código de barras tantas as listas e marcas do sol. 
«Epá, é de estar nos treinos!», justificava-se.
Pensava eu cá para os meus botões : «Era mesmo eu que ficava à estorreira do sol a ver os marmanjos treinar!»
Pela boca morre o peixe - e morre a pele sedosa dos meus presuntos. Agora, no Casa Pia, estou onde a equipa estiver (salvo alguns locais que naturalmente me são vedados!)
Manhã de sábado - calorzinho bom. Levei saia comprida e umas sandálias com barra no peito do pé.
Quando cheguei a casa - palavras para quê? Tenho uma certa dor na parte gorda do pé e chateia-me, sobremaneira, ter os pés inchados. E queimados. E doridos. E secos. 
Mas, ao menos, não chuto bolas- os desgraçados dos jogadores, das chuteiras, do calor, dos pontapés têm os presuntos,  (e aquelas unhas, Cristo) transformados em rolos de carne queimados. 
Não quero nem pensar quando acabar esta época que ainda nem começou a sério - devo ficar a parecer uma  peça de dominó tantas as sardas que o sol me desenha na pele.
Tal não é a moega...

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Esta manhã fui buscar a minha pequena ao Parque de Campismo de Lisboa onde passou o fim de semana com as amigas da ginástica acrobática - era mesmo eu, com 8 anos, que passava noite fora no pinhal! Mas quero que a minha pimpolha se divirta muito, sendo eu apologista da máxima - quanto mais liberdade, mais responsabilidade (e foi com pessoas de confiança)!
E foi a com a maior responsabilidade que a minha Caetana, 'observadoira' como sua mãe, me perguntou quando já vínhamos no carro:
«Mamã - reparaste na estátua que estava à entrada do campismo? Aquela de uma senhora a apertar as maminhas?»
(Fui logo tirar a foto).
«Sim - ali no meio do lago!»
«Explica.»
«Explico o quê?»
«Porque é que aquela estátua está ali , onde todos vêem, quando vêm cá muitas famílias e meninos. Aquilo faz lembrar aquelas coisas que passam na televisão muito tarde e que os pequenos não podem ver. Então porque está ali mesmo à entrada?»
Tentei explicar-lhe que era arte, que o nú era uma forma de expressão e que, se ali estava, devia ter algum propósito, alguma história, algum porquê....
«Nem quero saber que porquê foi esse - imagino, ali no meio da mata!»
«PIQUI........!!!!!»
Tal não é a moenga....

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Há coisas que só me acontecem a mim! Desculpem a martirização mas é verdade.
Atentem bem na cena: estava eu em Pina Manique, estádio onde agora passo os meus dias, quando senti necessidade de ir à casa de banho. Levei comigo o telemóvel e o ponto de net. Assim que vou para sentar-me na sanita, coloquei os aparelhos em cima do autoclismo. Acreditam que o ponto de net caiu, precisamente, numa estreita frecha entre o autoclismo e a parede?
Bem - pensei - vou chamar os senhores das obras. Pode ser que me arranjem um ferro fininho para puxar de lá aquilo. Acreditam que aquela moenga caiu, precisamente, para dentro de um buraco que estava no chão debaixo da sanita? Era tudo a ver se conseguia tirar de lá aquela porra... Quando dei por mim já estava o presidente do clube e o diretor desportivo a espreitarem pela frecha entre a parede e o digníssimo assento de befes. Uma vergonha. Resumindo e baralhando: tiveram de arrancar a sanita para resgatar a minha Internet móvel. Escavacaram a cabina de necessidades fisiológicas por minha causa, quando a casa de banho estava novinha , pertencendo à parte já remodelada do estádio.
Já nem tinha cara para aparecer às pessoas.
Que vexame!
Tal não é a moenga!

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Ai bombeiros! Ai fardas! Sempre gostei. Fazer o quê?
Famosa é a história em que eu, ainda quando jornalista de A BOLA, fui fazer um jogo de futebol com o Ricardo Quaresma ao Estádio Nacional (já nem me lembro que jogo era - reparem na minha atenção), dia em que chovia a cântaros e nos abrigamos na ambulância com os bombeiros. O Quaresma só me dizia : «Ó Elsa, então, concentra-te! Estás a ouvir? Estás a ver o jogo?» E eu embevecida com os rapazes de casaco vermelho, aquelas botifarras, o capacete...
Enfim. Pancas.
Agora, nas minhas novas funções, tive uma reunião em que estava presente um bombeiro. Mas- senhores ouvintes - aquele não dava para catálogo!
Chegamos a uma sala, sentou-se. Subimos umas escadas, visitamos outro átrio, sentou-se. Fomos conhecer outra parte do recinto - sentou-se! O homem era mais vagaroso que o vagar!
Pensei eu cá para mim - se chegamos a precisar de alguma urgência, mais vale desenrascarmo-nos que com esta safa não temos sorte nenhuma.
E eu é que sou alentejana! E eu é que sou da província!
Há com cada uma...
Tal não é a moenga....

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Faltava-me cá este agora! E o que eu gosto de gatos!  Tenho carinho pelos animais mas confesso que os gatos fazem-me espécie! Tenho medo. Saltam muito rápido. São esguios. Assustam-me. Que porra.
Então não é que agora lá no Casa Pia - perceba-se Estádio Pina Manique - anda para lá sempre um emplastro destes, para mais preto que nem breu, a enlear-se-me nas pernas? Se é para ser superticiosa estou lixada.
Anda sempre atrás de mim, o cromo de quatro patas. E mia-se todo!
Eu fujo e ele corre atrás de mim como se estivessemos a brincar. E eu grito. E enxoto-o. E ele parece adepto da máxima - quanto mais me bates mais gosto de ti! Chego a encalhar no bicho! Imaginam o meu desespero?
Cheguei cedo. Fiquei a escrever no carro. Deixei a porta aberta.
SOCORRO! Que cagaço!
E depois para ele sair de lá de dentro? Eu gritava-lhe cá de fora mas o animal ou é estúpido ou surdo!
Ou gosta de mim - pobrezinho!
Tal não é a moenga...

P. S - E o bom do Zé Luís superpreocupado com a minha aversão ao bicho: -«Vê lá não vá o gato entrar para dentro do motor!» - Dah!

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Eu e as minhas grandes ideias! Vocês, tal como eu, também metem creme nos sapatos novos para depois não andarem cheios de bolhas e feridas nos presuntos? 
Pois eu nunca me esqueço! Coisa que não aguento são sapatos a estorvarem-me a locomoção.
Comprei umas sandalitas novas e lá as besuntei de creme por todo o lado- nos calcanhares, nas fitas sobre o peito do pé-  sandalinhas bem oleadas de maneira a passar o dia inteiro para cá e para lá.
O desconforto surgiu quando aquilo, depois, começou a fazer-me escorregar.
E lá andei, toda chaloca, como se tivesse acabado de contrair uma distensão muscular. Com um novo e ridiculo andar, estão a imaginar? Para mais com a morrinha - chuva parva- de hoje de manhã. Aquilo foi cá um cocktail para os meus pezinhos...Água e 'Dove'!
Passei o dia a tentar não cair das plataformas das sandália; levei todo o dia a escorregar e a temer pelos meus tornozelos para que não se torcessem todos se chegasse a despencar das novas aquisições.
Amanhã dir-vos-ei se ando de muletas.
Tal não é a moenga....

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As redes sociais foram uma invenção do catano! Incrível como tornam o mundo numa ervilha! Tem-se o contacto de toda a gente. Top!
Também têm grandes desvantagens, como potenciar-nos uma bela duma depressão.
Fico tão feliz quando me falam das minhas histórias aqui no blog, que dizem ler... Pois, quero mimo. Até fiz uma página de Facebook - Bichanando- onde todos os dias publico o link da minha história do dia.
Vem agora o Facebook dizer-me que só  - SÓ- tenho uma maior fã dessa página.
Uma...
Também vale por muitas - grande Célia Nunes - Deus te arrebente com saúde! Obrigada por seres quem és e por continuares a aturar as minhas pachovadas no mundo digital. 
Mas o estropício do Facebook não deve estar a fazer bem as contas. A Suzana Santos partilha todos os dias os meus devaneios, o Zé Luís lê sempre - os meus pais, irmã, cunhado,....certo? Lêem não lêem? Pai Bicho?
Mãe Gertrudes? Mana Zabelinha? Pinto? Nélia? Susana Freitas?
Sniff...
Peguei na pirralha cá de casa: «Caetana, anda cá para o computador!»
«Sério? Posso jogar?»
«Não, anda cá ler o meu blog que a professora disse para trabalhares nas férias!»
«Ó mãeeeeeeeeeee......»
Tal não é a moenga...

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Neste último sábado fui com a minha Caetana a um evento de zumba em Casal de Cambra. Não sou propriamente adepta da modalidade mas há uma música ou outra que me faz abanar de gosto, o convívio é giro, a malta é fixe e a Sónia Vasconcelos é uma diva! 
Mas confesso que não sabia ao que ia quando comprei pulseira para o Zumba Holi. Chegada ao recinto percebi que era daquelas festas com pó às cores que nos mascarram todas com o corpo húmido de água à mangueirada e de transpiração (tipo color run).
Não deixa de ser giro à brava. E a minha Caetana adorou. 
Diz-me a minha amiga Susana Freitas : «Trouxe duas toalhas de praia para por no carro que, quando sairmos daqui, vamos sujar tudo!»
Olha, bem pensado. Mas agora fazer o quê? 
«Despe a roupa e senta-te em cima dela, do avesso, para não sujares os estofos!»
Olha, bem pensado. 
Caetana - despe-te. Lá veio a minha 'mini me' para casa contrariada de não ter T-shirt.
Eu fiz o mesmo.
«Mamã e se encontramos alguém?»
«Não encontramos nada. Estaciono na garagam, é só entrar no elevador e estamos em casa.»
Lá fomos as duas meio despidas.
Lógico que assim que chamo o elevador  e ele para no piso -1 ....estava cheio!
Tinha de ser! Só barraca. Que encavacadas!
Tal não é a moenga....

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Digam-me lá vocês que têm mais trambelhos que eu: porque é que quando eu quero - preciso mesmo - fazer boa figura, deixar boa imagem e criar impacto positivo é quando mais dou barraca? Ó karma, ó destino, triste fado o meu catano!
Iniciei novas funções, abracei novo projeto - chega o dia de conhecer as pessoas com quem vou trabalhar diretamente. Lá simpática eu sou, certo? Aprensentei-me, cheia de sorrisos;  lá andei, bichanando para cá, bichanando para lá!
Falei, conversei, meti o bedelho, fiquei com a impressão de que tudo ia correr bem e que estava a cativar as pessoas!
Até que uma das minhas novas colegas, teve a amabilidade de dizer-me: «Olha, limpa o nariz!»
Que baldada de água fria. Que figurona que não devo ter feito...
Olhem - nem consigo escrever mais sobre isto!
Tal não é a moenga...

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Vou contar-vos um segredo - sempre sonhei ser atriz! Acho que tinha jeito para aquilo, querem o quê?
Fiz teatro e aquilo fazia-me tão feliz! Bem, esta conversa toda é só para partilhar convosco a minha ida a uma escola profissional - também não interessa fazer o quê!
Cheguei ao meu destino e lá pedi indicações de onde devia dirigir-me. Disseram-me para esperar que seria  acompanhada pela segurança. Irra, devia estar mesmo com mau aspeto e com as minhas vincadas olheiras até aos pés, como é meu apanágio - pensei cá de mim para mim!
Bem - aparece-me um 3x4 (ver foto)...Mas o que ele era de simpático! Grandes olhões, superexpressivos, um sorrisão de fazer inveja! Fico logo encantada!
Lembram-se daquele filme com a Michelle Pfeiffer em que ela, professora, vai para uma escola de bairro complicado, com putos trabalhosos .... Assim me senti eu, com toda a gente a olhar para mim enquanto seguia atrás daquele colchão africano de olhar doce! 
Pelos corredores alunos namoravam às esquinas, miúdas concentravam-se na arte de tirar fotos, pequenos grupinhos falavam alto como o catano e todo o cenário ajudava ao argumento da película que construía na minha cabeça. Eu gostava era de um segurança daqueles só para mim!

Tal não é a moenga...

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