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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

O sistema nervoso sempre foi o meu calcanhar de Aquiles. Se me descontrolo, não há nada a fazer: é barraca na certa! Agora que me dedico a registar as minhas peripécias enquanto jornalista, volto ao Grand Champions de Vale de Lobo, torneio de ténis de veteranos. Um ano houve em que o carismático ex tenista foi a cabeça de cartaz. Claro! Nós, A BOLA, enquanto jornal oficial, tínhamos direito a privar uns minutinhos com os tenistas para pequenas entrevistas. McEnroe não me estava destinado, estava sim incumbido de ser entrevistado por uma colega. Estava eu descansada quando, por tudo ter-se adiantado, McEnroe já estava à espera. Lá tive eu de enfrentar a fera, com pouca ou nenhuma preparação (erro crasso). 
Apesar do enorme privilégio, foi a entrevista mais sofrida da minha vida. Simpático como ele só (estou a gozar e a falar como os de Corte Gafo que dizem tudo ao contrário), nem para a minha trombinha olhou. Os Yes e No sucediam-se a toda e qualquer pergunta, e estar ali sentado ao meu lado ou estar na fila do pão era igualzinho. Mas arranquei-lhe um sorriso no fim: estava tão nervosa e constrangida que ao despedir-me disse-lhe: obrigada pelo tempo que me tomou (em vez de obrigada pelo tempo que me dispensou)! Deve mesmo ter pensado: que grande tansa!