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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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Ora, o primeiro quê? O primeiro malho, que mais havia de ser?!!
Irra, que estrondo. O vizinho deve ter pensado que me estava a matar. Passei o primeiro dia do ano fechada em casa, qual ermita, a tentar esquecer que o sol brilhava lá fora. Vi alguns filmes, de pantufas fofinhas, e levantei-me de vez em quando pisando o tapete redondo que pus defronte do sofá da sala. Em cima deste está uma mesinha, frágil... Acontece que o tapete desliza qual manteiga sobre o chão de madeira! Farto-me de avisar a Caetana para ter cuidado. Estão a ver a cena, né? Pus um pé, escorreguei, e aterrei de costas! A mesinha foi para o .... escambau e até lhe saltou, literalmente, a tampa branca onde ponho os comandos da TV. E para me levantar? Não sabia se ria se chorava. Hoje fui à farmácia. Não tinha Ozonol!

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Terminei 2018 a chorar. Muitas mudanças, muita incerteza profissional....
Eu, de mim, já sou esmanifância dos nervos (como diz a minha Gertrudes) e isto de ter de arranjar nova profissão e, sobretudo, forma de ganhar guito deixa-me chanfrada. É que, bem vistas as coisas, não tenho arte alguma. Não herdei da Gertrudes o jeito para a costura, não sei fazer iguarias nem bolinhos (sou mais de incendiar cozinhas), sou espaventada nas horas....pelo que continuo a ter pena de mim própria. Com este espírito animador, para onde fui eu ontem à hora de almoço? Logicamente para o ginásio, esfalfar-me em cima de uma bicicleta durante uma hora de spinning. A sala estava cheia e ao meu lado ficou uma jovem, bem menos acelerada que eu. Acontece que é no ginásio que sempre ponho as minhas ideias em ordem. Penso em tudo e mais alguma coisa, surgem-me ideias e soluções....
Ali continuava eu, imbuída nos meus pensamentos, e, enquanto as pernas obedeciam às instruções do Alexandre Júnior, a minha cabeça ecoava: «atão e agora, raios partam esta %$$## toda, como me viro, que será que me espera, bla bla bla »....E não consegui evitar que as lágrimas me caíssem cara abaixo.
Ora a jovem ao meu lado estava muito estupefacta a olhar para mim, achando, certamente, que eu chorava do esforço, do aceleramento! A pobre olhava-me com pena até que lá me deu a mão, cochichando: «vá mais devagar, ainda passa mal!»
Noutra qualquer altura, aquilo tinha-me dado para rir mas ainda me fez chorar mais. Sem nunca parar de pedalar. Isso é que não!
Andei a fugir dela, depois, no balneário, não fosse a miúda chamar o INEM ou trazer-me algum desfribilhador!

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Então, pois, que agora zumbo! Qualquer dia corro e faço maratonas (in my dreams!)
Lá vou eu todas as sextas para a minha coletividade, abanar-me ao som de ritmos latinos, funks e essas coisas modernas de agora. A malta ri-se e passa ali um bom bocado. Transpira-se! Na última aula da Sónia Vasconcelos- já vos disse que é uma linda tufão de olhos azuis?- a nossa enérgica instrutora reuniu o grupo, agradeceu o convívio deste ano que hoje termina e deixou palavra especial a uma novata nas zumbices - virgens como ela lhes chama. Contava a Sónia: «Ela é uma colega minha na escola [a Sónia é professora] que quando a vi...»
Eu, metediça, parva, nem a deixei acabar. E como a miúda em questão era pequenina e baixinha, gritei logo para completar a frase: «...quando a viste pensavas que era uma aluna!»
Resposta da doce tufão: «Não que os meus alunos são de ensino especial!»
Ups! Mais uma bela oportunidade para estar calada Elsa Marina. 
E com mais esta calinada me despeço de 2018, ano em que criei este meu Bichanando. Ano em que a minha vida mudou.
2019 será para mim de grandes desafios e , espero eu, de mais umas quantas patacoadas, barracadas e entradas de carrinho para aqui continuar a esparvoeirar. Divirtam-se. Um excecional novo ano, cheio de realizações, música, dança, desporto e muitas, muitas gargalhadas!