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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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Ora, para que serve um blogue? Descrevo esta minha plataforma como sítio onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro - mas já vos disse que sou má de limpezas, certo? Então de cérebro!
Pois que serve-me o presente blogue para informar o digníssimo indíviduo que me atura que raspei com o carro ao sair do restaurante Abacate (Central Parl, Linda a Velha). Um senhor veio atrás de mim e deu-me a capa da roda que tinha caído e ficado lá atrás (as rodas têm capas?!!!)
Sei que tenho de ter cuidado, que o carrinho está todo escafiado, que não sei pensar...tens razão em tudo. Mas não fiz por querer, naturalmente! Como sempre! 
Conto agora com os comentários abonatórios de quem me lê para ajudar a amansar a fera....Se faz favor podem escrever aqui, ou no face, que sou miúda cinco estrelas, que sou destrambelhada de natureza, que se estivesse na América podia pedir indemnização aos meus pais por me terem feito assim e outras coisas bonitas e fofas do género para ele não ralhar comigo...Afinal já é Natal! Agradecida!

 

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 Já devem ter visto nas redes sociais que, perto de fazer 41 anos, tive de vergar-me à dura realidade de já ter uma quantidade significativa de cabelos brancos. Aproveitando 20 por cento de desconto de prenda de anos do meu cabeleireiro, fiz-me acobreada (ruiva, vá). Fui almoçar com o meu Zé Luís e ficou a olhar para mim, apreciando o novo look: «Mas não cortaste, pois não?». 

«Não, só fiz nuances. Não gostas, já percebi....»
«Não fica-te muito bem...Gosto, sim. Está bem melhor», lá elogiou, com aquela cara de quem diz uma coisa e está a pensar outra. Homens!

Isto passou-se. Outro dia fomos almoçar ao nosso restaurante de eleição, o Abacate (Central Park, Linda a Velha), e a proprietária daquele lindo espaço de comida soberba e saudável, colocou um trolley preto ao lado do meu cor de rosa: «Vê lá se ainda levo o trolley errado.»
«Então, não consegues distinguir as cores? És daltónica? Não, que só os homens podem ser daltónicos. Distingues mal as cores, é?»
E naquela altura fez-se luz.
É que o Zé Luís é, de facto, daltónico. Para ele laranja, salmão e tons de rosa é tudo igual. 'Atão' o homem não via diferença alguma do meu castanho com brancos para as madeixas acobreadas! Só percebia é que eu não tinha cortado as farripas!

Estás perdoado Zé Luís!