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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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O Dedé faz hoje anos. O caçula da minha mana 'Zabelinha'. O benjamim dos Bichos de Beja.
Um puto lindo, de expressivos olhos azuis e cabelo claro aos caracóis. O protótipo de um anjinho barraco que quando se passa...FUJAM!
E o mais novo da trupe mas, meus amigos, põe tudo num virote antes de alguém conseguir dizer: o rato roeu a rolha de rum do rei da Rússia!
Quando irado, cai sobre ele uma descarga tal que vai tudo a eito. Eu chego a dar uns passinhos atrás!
Agora está um homenzinho (o tempo da foto de cima já passou) mas continua a ter bochechas apetecíveis, despertando-nos vontade de pegar nela, vira-lo ao contrário e babar-lhe aquele rostinho todo. Lógico que, entretanto, já tínhamos levado um enxovalho de murros e puxões de cabelo...As crianças são tão deliciosas!!!

Hoje o seu aniversário será diferente. Haverá bolo a assinalar a data mas nada de gente a bater a porta ou a chatea-lo com peúgas e pijamas embrulhados. Mas, a bem dizer, ele nem se vai importar. O Dedé nem gosta de festas de anos. Nem sequer é muito amigo de ir as festas dos outros, quanto mais ter de receber malta em casa a interromperem-lhe o Fortenite.
O Dedé vai estar feliz. E isso é, realmente, o que importa. 
Agora, que este estropício do Covid nos está a espetar umas quantas estacas no coração, isso está... este realíssimo filho de uma grande besta!
Estar hoje longe de Beja, do Dedé, do João, da minha irmã, pais e cunhado; sobretudo saber que a minha filha não vai poder abraçar o primo no seu aniversário é pua que se me encrava nas entranhas.

Tal não é a moenga!

Cuidem-se!

P. S. - Não, não emburreci de todo. O estropício do teclado não está a fazer acentos!....

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Conhecemo-nos no ginásio ( no nosso Fitness Hut)! Já nem me lembro quando! Mas servíamos de belo argumento para filme: três mulheres completamente diferentes que, algures, encontraram grandes afinidades.
Hoje a Inês (morenaça à direita) faz anos. Está em casa com a filhota que também hoje faz um aninho sem que possa haver a algazarra e o babanço (vulgo apertões de bochechas) com que sempre se presenteiam bebés irresistíveis desta idade.
Parabéns amigas! Maldito Covid que não me deixa ser 'tia' mais presente para a Catarina. 

Conhecemo-nos no ginásio! Já nem me lembro quando! Mas isso também não interessa para nada.
A Inês, apesar de mais nova que eu (pouco mais, hã!) sempre foi a mais adulta - a voz da razão, a dos conselhos sábios, a mais presente, a mais consciente, a que tem as palavras certas nas ocasiões indicadas; é quem mais nos dá na cabeça ( ela fala, fala e nós fazemos o contrário, mas tem sempre razão!)

A branquinha da esquerda é a voz do coração!
Toda ela é mel, lamechice, meiguice, beijeiroquice e todas as 'ices' que se recordem. É a mais chorona, a mais sentimental, a mais sensível... É a Cindi!

Depois existo eu. Que sou a mais...eu! Assim, meio ....eu! Que tão depressa balanço mais para ser como...eu!

No dia em que tiramos a foto de cima, foram as duas fazer-me uma surpresa ao jornal A BOLA (quando ainda lá era jornalista), decidindo animar-me por que, na altura, estava a ter um qualquer dilema existencial, vulgo ataque de nervos à Bicho (qual era mesmo a minha macacoa? E estávamos tão magras, catano!)
Enfim!
Hoje o dia é da Inês, ex aventureira que metia a mochila às costas e rodava o mundo sozinha. 
Como a vida muda. Hoje aposto que está feita dona de casa a cozinhar o bolinho da filhota, despreocupada com as raízes brancas do cabelo (por acaso, aí, ganhas-me!), de calças de ganga e ténis mas cheia de charme, sempre a ser boa (a melhor) em tudo o que faz!
Que tenhas dia imensamente feliz!!!!!!
E quando te apanhar vou ter tantas saudades que vou ser uma... Cindi!
Tal não é a moenga!

Cuidem-se!

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Isto de estar longe da rotina está a mostrar-nos, efetivamente, o que de melhor tínhamos no nosso quotidiano e aquilo que, afinal, até se nos depara superflúo.
Está a mostrar-nos as pessoas que, realmente, nos fazem bem e aquelas que, sabemos, até simpatizam connosco mas, no final da equação, não se incluem na nossa matemática.
Ainda que seja péssima nas ciências exatas (confesso que não sei sequer a tabuada do 9), há frações de mim das quais sinto muita falta. E o João Pinto é uma delas. No todo, ele representa, vá, 1/9, ok um 1/8... mais 1/3 do que de bom tenho nas minhas semanas. Isto para dizer que gosto MESMO muito dele (sabem que também não sou grande mel com lamechices!).
É daqueles gajos que puxa a malta para cima, que só diz asneiras, que também nos diz o que tem a dizer nas fuças, seja bom ou mau, um desprendido (parece). Mas, quando nuvens cinzentas nos atazanam, o Pinto é dos primeiros a perceber que não estamos bem, conseguindo transmitir-nos mais força com aqueles pequeninos olhos azuis do que com os biceps que tanto trabalha e, ilusoriamente, insiste para que também nós consigamos inchar (dah).
Hoje é o seu aniversário. Era dia de paródia. Lá está confinado em casa com a sua Carol. E bem! Está feliz. Eu sei!
E partilho dessa felicidade. É o meu PT das quarta-feiras. É o meu elixir da juventude há mais de 20 anos. 
Até das suas coças tenho saudades. Dos nomes que me chama, do quanto me achincalha, do vernáculo com que fala comigo, das palmadas secas nas pernas (onde me apanha, aliás...) que chegam a deixar marca (parece uma pessoa que é vítima de violência...), das gargalhadas que me faz ecoar ficando todo o ginásio a olhar para nós (será que sou muito espalhafatosa?)

Parabéns amigo!!!!!
E poupa-te que dentro de pouco tempo vais ter muito trabalhinho (comigo não, que estou super forte e fit....ah, ah, ah!)

P: S - Hoje também faz anos a minha sogra. Parabéns D. Elisabete. Uma santa senhora cujas emoções pouco esbanja. Sorri ao de leve quando feliz, sofre calada para não preocupar ninguém. Se bem que- dizem-, sogra é sempre a primeira. Uai!!!!!! 
Sendo assim, por sogra continuaria a ter uma senhora igualzinha à Glenn Close que, em tempos (parece noutra vida), insistia para que lhe desse uma neta cujo nome seria ( e escolhia ela, estava-se mesmo ver...), Maria Domingas!!!!!!
Há cenas na vida...Por Dios!

Tal não é a moenga!

Cuidem-se!

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O meu Bicho faz 71 anos! Parabéns pai! Mê amori! O Bicho é o maior.
Está sempre a chorar - de tanto rir! Ele manda os foguetes, apanha as canas...é festa em forma humana! Depois puxa do seu lencinho de pano, que está sempre no bolso direito das calças, e ali fica a rir sozinho, divertido com pouco.
No último fim de semana estive com ele em Beja. Estava feliz, tinha trocado de carro (já não era sem tempo que o último tinha 26 anos e parecia um galinheiro: a porta do pendura não fechava e a bagageira só lá ia com um cordel...)
A alegria do homem com o carro novo chegava a emocionar. Parecia uma criança no dia de Natal. 
«Pai que estás fazendo sempre ao pé do carro?»
«Estou a guarda-lo. Nem quero que lá pousem moscas!»
E ria-se. Como sempre! E ainda hoje continuo a aprender tanto com ele.
Como bons alentejanos, além de saber rirmo-nos de nós próprios, gostamos sobremaneira de comentar a vida dos outros. E já nem sei cuja casaca cortavamos quando o belo do Bicho tem a seguinte tirada: «Está um bocadinho apozinhada!»
«Está o quê?»
«Apozinhada, anafada...gorda! Só não sei se se escreve com 'o' ou 'u'.»
E foi risada geral. Seja como for, mê pai, mê amori, que tenhas um dia apozinhado de felicidade e saúde. Nunca me faltes que não aguento!

Tal não é a moenga

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Parabéns Gertrudes! A minha mamã faz hoje anos! E está mesmo de parabéns.
Não só pelo aniversário mas por ter tido duas filhas excecionais, sobretudo a mais nova. Todos dizemos que a nossa mãe é a melhor. Que como a nossa não há. Mas, acreditem, que não há mesmo como a Gertrudes: Guidinha como era conhecida na escola já que haviam muitas Gertrudes naquela Évora (hilariante!)
Pois a durona da Gertrudes, meiga como uma chapa de zinco, quente como as cataratas do Niágara nos dias de hoje, tem um calcanhar de Aquiles que os netos já descobriram (até porque eu estou sempre a lembra-los). A mulher pela-se ao ver repteis, cobras, rãs e coisas que tais...Sempre ouvi a história que a minha irmã dormiu com uma osga no berço quando bebé... Mas não precisam ser bichinhos de verdade. Qualquer boneco de borracha a imitar coisas viscosas a fazem berrar de pânico. E olhem que é mesmo cómica a gritar: «tirem-me isso daqui». E grita qual tenora cheia de fôlego no início da ópera. É um prato! Hoje não vou passar o dia com ela mas quando for a Beja faço questão de irmos comer perninhas de rã em molho de tomate (que pitéu)! Adoro ouvi-la gritar! É isto compreensível? Ou também sou uma valente réptil ao assumir isto? É tão bom vê-la rir-se, depois, dela própria com a triste figura! Que nos abençoes com os teus berrinhos, fininhos, agudos, oxítonos, que se nos entram nos tímpanos qual choque elétrico durante muitos, bons e longos anos. 
Amo-te Gertrudes!

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O meu João faz hoje 10 anos. Está um homenzinho. É o meu sobrinho mais velho. Lindo como ele só (continuo sem saber a quem sai, mas só podem ser os genes dos Bichos porque o irmão é igual....desculpa aí Toninho)!
Lembro-me do dia em que nasceu como se fosse.....há 10 anos! A ver se consigo reconstituir a efeméride. A minha irmã foi para o hospital e eu fiquei em casa com a minha mãe à espera de notícias. A Gertrudes cosia. Claro. Sentadinha, cantava como é seu hábito e eu estava uma pilha, para trás e para a frente, a olhar para o relógio. «Senta-te Noca que já me está a irritar. Até fazes vento», gritava-me ela, na sua santa meiguice. Lá veio a boa nova e arranquei para o hospital. Assim que conheci o meu sobrinho- estava a minha irmã a comer arroz doce que odeia (a maternidade faz-nos fazer coisas que valha-nos Cristo), o bom do rapaz mijou-me em cima. Assim começou um amor sem igual. Hoje, que é criança inteligente, esperta, curiosa, de um raciocínio do qual sou incapaz aos 41 anos, olha para mim, olha para a mãe, e questiona: «a tia é maluca não é?»
Tal não é a moenga...

Parabéns meu amor! Vou estar sempre aqui para ti (até porque deves vir estudar matemática quântica para Lisboa e vais ter de viver comigo - ah ah ah ah ah). 

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Hoje é o teu dia....Pipa! E estarás a dizer Pipa é o ....! 
És única. Tão bruta! Afastas muitas pessoas com esse teu jeito brusco de ser mas aquelas a quem permites que acedam a ti, acarinha-las e guarda-las para sempre no coração. Eu tenho esse privilégio!
Quem nunca levou uma descasca da Filipa? Quem nunca ouviu um esbregue, rodeado de uns quantos imprompérios? Quem nunca ficou de cara à banda depois de uma boquinha que nunca fica sem resposta quando se trata de Filipa Reis? Não leva desaforos para casa, diz tudo como os malucos, tem o coração ao pé da boca e quem estiver por perto leva com os estilhaços!
Mas sabiam que a santa brutidade é também muito dócil e piegas? Já aqui contei várias histórias e peripécias com ela. Barracadas e bons tempos de jornal A BOLA.
Vou então contar-vos a sua fraqueza: a Pipa não pode ver agulhas, levar vacinas ou tirar sangue. Quase que desmaia.
Uma vez pediu-me para a acompanhar a fazer análises. Estava inquieta, nervosa, já sabia do seu medo mas nunca pensei em tamanho escândalo.... Entrou para o gabinete e poucos minutos passaram até vir a enfermeira à sala de espera: quem é o acompanhante de Filipa Reis? E salto de lá eu (acho que ficaram a pensar que éramos casal!) Lá fui para dentro...Estava a boa da durona prostrada na cadeira, a guinchar, a beber as lágrimas dos nervos e medo, cravando-me as mãos com força pedindo-me para a ajudar. Lá fiquei a dizer umas asneiradas a ver se a distraía - a falar do chefe Guerra, claro, entre outras cusquices e pantominices. Ora, quem havia de dizer que a brava Pipa conseguia ser um cachorrinho amedrontado?
Agora estás mais macia....e vais ficar ainda mais branda!
Que os teus filhos possam herdar o teu pêlo na venta que sempre invejei!
Parabéns amiga!

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Sabem aquelas pessoas que entram nas nossas vidas sem se fazerem anunciar, e, de repente, todo o nosso dia a dia passa por elas? É a minha Suber - a Susana: alcunhei-a de Suber quando parti o braço e a boa da rapariga fez quatro meses de minha motorista (Su - de Susana+Uber=Suber, perceberam?)
Pois que, se eu sou uma casa cheia (e modesta também), ela é uma mansão de Manhattan.
Quando está nos dias dela...sai debaixo (salvo seja!)
Hoje faz anos e só lhe desejo a felicidade que quero para mim. Ou não fosse ela já grande companheira de barracadas.
Há uns meses, estava eu de braço ao peito, deu-me boleia para o metro. Chovia a potes e íamos devagarinho quando, atente-se, o carro que seguia à nossa frente despistou-se, foi bater contra outro veículo que estava estacionado e esse carro parado 'atropelou' uma senhora carregada de compras que ia no passeio. A bela da Suber, bombeira para tudo e todos, não faz mais nada: pára o carro a seguir a uma curva - capaz de vir outro atrás e dar-nos uma panada-, corre para ver se a senhora atropelada pelo carro estacionado estava bem.
Aquilo deu uma raia desgraçada, até porque a senhora sofria do coração e, por telefone, a sua filha pedia-nos para chamar a ambulância porque a senhora sua mãe não se podia enervar.
Entretanto, a Suber pegava-se com o senhor que se despistara, com uma outra individua que vira o sucedido e já dizia que o homem estava bebâdo...Até que chegou uma outra rapariga, conhecida da desgraçada que levou com o carro em cima. «Ainda bem que apareceu, que a senhora está muito nervosa. Ver alguém amigo sempre a acalma», dizia eu, encharcada até aos ossos enquanto a Suber chamava a polícia.
Chega então a autoridade. Diz a rapariga chegada por último: «Olha quem vem da polícia: é o meu marido!»
«Melhor ainda», respondi eu: «É sempre bom ter alguém conhecido nestas situações.»
Dispara a dita moça: «Está em todo o lado este filho da p...$%». Ups - aquilo estava mau para aqueles lados, também!
Tudo para vos contar como é a Suber: coração maior que a boca (e se ela é grande...a boca), capaz de dar a roupa do corpo a quem precisar. Ah: e ainda levei uma descompostura por não ter logo saído do carro como ela, debaixo de um dilúvio medonho, e de não ter ação para ser mais interventiva na caricata situação, mesmo maneta. 
Obrigada por tudo maquetrefe!
Parabéns minha Suber!

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O Zé Luís faz hoje 47 anos! Verdade seja dita fui um elixir rejuvenescedor na sua vida! Perdeu quilos e quilos (ouvir-me dias inteiros dá abalos), dei-lhe uma filha linda (ainda que a Caetana seja pior que eu trinta mil vezes em termos de aceleração) e, sendo diretor geral do Belenenses, não há qualquer ponta de tédio no seu quotidiano.

Diz o bom do homem que se apaixonou por mim quando carinhosamente (como só eu consigo ser), no mais romântico dos cenários (defronte ao portão velho e sujo do estádio José Gomes onde jogava o Clube Futebol Estrela da Amadora - sua grande paixão) lhe gritei: «és uma besta!»

Pudera! O homem tem a mania que os carros são Fórmulas 1. Entrou por ali fora a rasgar, na altura com um carro branco horrososo, uma banheira (nunca percebi nada de carros também) e quase passava a ferro os jornalistas que ali se concentravam para mais um piquete que haveria de terminar só passadas muitas horas sem informações sobre se havia nova greve ou pagamentos de salários no saudoso Estrelinha.

És uma besta, disse-lhe! E o Zé Luís ficou comigo no goto! 

Olha Zé, continuas uma bestinha! (tenho de manter a chama acesa, certo?)

Parabéns meu companheiro! Nunca te fartes de mim!

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 Decidi dar um novo rumo profissional à minha vida! Agora sou fadista!

Acham??? Por Dios! Tenho respeito à arte de bem cantar e muito amor ao fado para o maltratar dessa forma. Mas a dar pela fotografia, até parece, certo? E atentem no músico ao meu lado: o desgraçado já chorava de me ouvir! É que fui apresentar a Noite de Fados do meu Clube - o Centro Desportivo Cultural e Recreativo dos Moinhos da Funcheira que hoje faz 43 anos.

Sou sincera: gosto! Gosto é de falar! Se tenho jeito ou não, isso são outros quinhentos mas que me divirto, lá isso é inegável. A Noite correu muito bem: casa cheia, boas vozes...só dois pequenos objetos me estragaram a noite: o sapato direito e o sapato esquerdo! Mania de querermos andar todas empiriquitadas como se ficassemos melhor coxas e trôpegas a dar passo. Ainda me desiquilibrei escadas abaixo, agarrou-me uma senhora de idade que ficou a pensar que já me tinha jogado ao tacho da sangria. Mas para o que é normal em mim, até me comportei como uma grande senhora! A minha Gertrudes iria ficar contente comigo. Até passei o vestido a ferro!