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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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Ora aí está o primeiro do ano! O primeiro escaldão, entenda-se!
E não, não fui à praia! Fiquei mesmo na Amadora, no Parque da Boba.
Agora dei em correr lá no circuito cheio de subidas íngremes- onde se encontram uns borregos a pastar-, mais a minha professora de zumba e suas discípulas.
Mas pastar foi coisa que não fizemos. E o tempo passou a voar. E o solinho sabia tão bem.
Lá passei uma bela manhã, transpirando que nem uma maluca.
No final do dia encontrei uma conhecida que me achou coradinha.
«Estás muito maquilhada hoje!»
«Eu? Nem corretor de olheiras tenho!»
«Então apanhaste sol!»
«Ah - pois foi!» E nisto dá-me um apertão nos ombros - porra, querem ver?
'Atão' não fiquei com a blusa toda marcada e com as bochechas cuja cor parecia que tinha saído de uma talha de vinho? Está certo!
Chego aqui e depara-se-me esta imagem da Barbie também com um escaldão, boneca sobre a qual li que já tinha feito 60 anos. 
Meus amigos: se os escaldões nos fizerem chegar assim à bela marca de sexuagenária, vou torrar e pastar com os borregos para a Boba! Ah, ah, ah...
Tal não é a moenga...

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Nunca passei um Natal sem os meus pais e irmã- e que esta minha benção se mantenha por muitos, longos e bons anos. Hoje volto a poder desfrutar deste privilégio e não há um único Natal em que não me lembre da Barbie Cintilante.
Já vos disse que brinquei com bonecas até aos 18 anos, certo? E sempre adorei Barbies. Era miúda e o meu maior desejo era ter uma Barbie Cintilante: boneca com vestido esvoaçante cheio de coraçõezinhos que brilhavam no escuro. Naquele ano estava em pulgas. Abrimos as prendas e nada. Percebi que os meus pais não ma podiam dar. Tentei fazer cara alegre com o que me calhara no sapatinho mas acho que não consegui disfarçar. Foi quando a minha mãe me mandou à cozinha. Lá fui, de beiço, e eis senão quando, no escuro, só vejo o cintilar da Barbie, já fora da caixa. Ainda hoje, quando fecho os olhos, sinto aquela felicidade tão genuína. Aquele amor de agradecimento pela enorme surpresa. Aquela euforia de quem só lhe apetece cantar, dançar, gritar.... Custei a adormecer nessa noite, encantada com as luzinhas do vestido da boneca que sentei num cadeirão verde, ao lado da cama. Era menina.
Agora -hoje-, só de passar a quadra com eles, cintilo. Eles são a minha Barbie.
E de lá para cá, ganhei uns bonecos bem mais brilhantes e barulhentos: o meu João Duarte, o meu Dé Filipe, a minha Caetana...
O que mais vos desejo esta noite é que todos vibrem com o cintilar da mais inocente Barbie, com o brilho das mais significativas das festas, com o quentinho, felicidade e   sorriso da criança de Natais passados. Acreditem que cintilante é o olhar dos nossos.
Um Santo e feliz Natal para todos!