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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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Sou mesmo ao contrário do resto da malta. Gosto bastante de cantinas e refeitórios. Daquele ritual de cusquice enquanto estamos na fila com o tabuleirinho sobre aquele balcão de ripas, de tirar os talheres e copos e sempre esquecer-me dos guardanapos e ter de voltar atrás, de ouvir as conversas dos outros mas gosto particularmente da comida. Não sei porquê... sempre assim fui. Nunca percebi as criticas e a aversão  das pessoas. Pois que fui fazer um curso da Google à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e matei saudades da horinha de almoço no refeitório. Fácil foi constatar que há coisas que nunca mudam. Por exemplo: já repararam que a senhora que serve os pratos fala sempre muito baixinho no meio de um ambiente estridente de berros e barulho de talheres? Até a isso voltei a achar piada...e recordo-me de mais uma das minhas estupidezes. De quando iniciei a minha vida universitária. Fui estudar para a Universidade do Algarve e não conhecia ninguém. Então, para meter conversa com aquela que haveria de ser a minha grande amiga e companheira, pedi-lhe um cigarro. Nunca fumara até esse dia! Mais, durante o liceu espetava secas monumentais à malta sobre os efeitos do tabagismo. Pedi um cigarro... e fumei depois anos a fio. Também deixei de um dia para o outro, passados anos a fio. 
Querem ver que ainda começo a beber com esta história da Universidade???

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Importa, de facto, sermos bons no que fazemos e marcar a diferença. Até parece fácil, 'né'? Por estes dias voltei à Faculdade...já nem me lembrava como era. Mas pus a mochila às costas, calcei ténis e calças de ganga para ver se a minha idade se camuflava. Fui fazer o atelier digital da Google para me familiarizar mais com esta geringonça do marketing digital. O primeiro dia teve por formador Marco Gouveia, uma sumidade na área: e o que eu gostei do moço! A tratar todos por tu e a fazer humor , sendo daqueles que diz piadas com cara muito séria. Para mais...a falar à Corte Gafo. Já vos contei, certo? Corte Gafo é uma localidade no meu Alentejo (Mértola) onde todos falam, exatamente, o contrário do que querem dizer. Para vincar que uma miúda é jeitosa diz-se: «atão e ela que é má!». Para manifestar-se felicidade afirma-se: «hoje estou mesmo em baixo»; para elogiar a elegância de alguém profere-se: «e ela que é só banhas!»
Assim era o formador. Gostei. É preciso é arranjar-se mecanismos para chegar às pessoas. Por exemplo: tive uma professora de francês que nos ensinou o verbo 'être' a cantar. Também empilhei as preposições para vencer um concurso a rapazes: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, por, perante, sem, sobre, sob, trás! Hei-de lembrar-me das preposições até decorar a quinta das tabuletas!
Ficou-me, com este formador Corte Gafo, mais uma prova de que é possível aprender com descontracção, humor e inteligência. E fiquei ainda mais enleada com o marketing digital...Só os computadores é que ainda me atrapalham um bocado....