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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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Conhecemo-nos no ginásio ( no nosso Fitness Hut)! Já nem me lembro quando! Mas servíamos de belo argumento para filme: três mulheres completamente diferentes que, algures, encontraram grandes afinidades.
Hoje a Inês (morenaça à direita) faz anos. Está em casa com a filhota que também hoje faz um aninho sem que possa haver a algazarra e o babanço (vulgo apertões de bochechas) com que sempre se presenteiam bebés irresistíveis desta idade.
Parabéns amigas! Maldito Covid que não me deixa ser 'tia' mais presente para a Catarina. 

Conhecemo-nos no ginásio! Já nem me lembro quando! Mas isso também não interessa para nada.
A Inês, apesar de mais nova que eu (pouco mais, hã!) sempre foi a mais adulta - a voz da razão, a dos conselhos sábios, a mais presente, a mais consciente, a que tem as palavras certas nas ocasiões indicadas; é quem mais nos dá na cabeça ( ela fala, fala e nós fazemos o contrário, mas tem sempre razão!)

A branquinha da esquerda é a voz do coração!
Toda ela é mel, lamechice, meiguice, beijeiroquice e todas as 'ices' que se recordem. É a mais chorona, a mais sentimental, a mais sensível... É a Cindi!

Depois existo eu. Que sou a mais...eu! Assim, meio ....eu! Que tão depressa balanço mais para ser como...eu!

No dia em que tiramos a foto de cima, foram as duas fazer-me uma surpresa ao jornal A BOLA (quando ainda lá era jornalista), decidindo animar-me por que, na altura, estava a ter um qualquer dilema existencial, vulgo ataque de nervos à Bicho (qual era mesmo a minha macacoa? E estávamos tão magras, catano!)
Enfim!
Hoje o dia é da Inês, ex aventureira que metia a mochila às costas e rodava o mundo sozinha. 
Como a vida muda. Hoje aposto que está feita dona de casa a cozinhar o bolinho da filhota, despreocupada com as raízes brancas do cabelo (por acaso, aí, ganhas-me!), de calças de ganga e ténis mas cheia de charme, sempre a ser boa (a melhor) em tudo o que faz!
Que tenhas dia imensamente feliz!!!!!!
E quando te apanhar vou ter tantas saudades que vou ser uma... Cindi!
Tal não é a moenga!

Cuidem-se!

20200408_211337.jpg É que nem fechada em casa deixo de passar por situações confrangedoras. Por Dios! Pois que a presente quarentena 'obrigou-me' a ir buscar uma bicicleta estática para ver se transpiro o stress e a ansiedade resultantes deste cabrão deste confinamento.
Coloquei a minha nova amiga junto da varanda, bem perto das janelas. Até há bem pouco tempo pedalava ao som das músicas que mais me inspiram a dar ao canelo. Mas agora, o Alexandre Júnior, do Fitness Hut Amadora, começou a dar aulas on line. Ora, é completamente diferente estar em esforço de acordo com as batidas certas e com as músicas selecionadas para diferentes percursos e treinos. A intensidade é muito maior se estiver alguém a dar-me ordens: «sobe, desce, sobe, desce, aguenta, power climb, carrega, aperta, alivia...» (querem ver que tenho perfil de submissa?)

Bem, um destes dias, lá estava eu a pedalar como se não houvesse amanhã, com o som do telemóvel ligado a uma pequena coluna. Acontece que o Alexandre Júnior - quem o conhece percebe o que estou a dizer - tem uma voz característica. Mais: tem um assobio peculiar - sonoro, intenso, divertido, contagiante.

 

20200408_211420.jpgAcontece que, com a janela aberta e a música a bombar, cada vez que ele assobiava um grupo de rapazes da casa em frente olhava para cima, vislumbrando apenas a mim, toda transpirada e esgrouviada ainda que os assobios fossem do Alexandre Júnior!

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Logicamente riam, olhavam para a minha janela e cochichavam . De certeza que estariam a pensar: «Olha esta tarada! A pedalar e a galar-nos lá de cima. E nem se esconde, só assobia!»

Devia estar bem corada - do esforço e da barraca!
Fechei um pouco a janela e continuei  'a subir a montanha'. Era o que mais faltava - haver alguma coisa que me impedisse de suar o meu mau feitio por estar aqui fechada há semanas! Sim, estou insuportável, birrenta, impertinente, má de aturar, pessimista, fartinha desta m#$##da!!!!!!!!!!!

Por Dios!

Tal não é a moenga!
Cuidem-se!

PÁSCOA FELIZ!

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Enfim! Figurinhas! Nada a que já não esteja habituada, certo?! 
Encafuada no Moinho do Guizo, resta-me passear os ténis aqui pelas redondezas e pelos seus depressivos ermos que até causam arrepios: acreditam que encontrei um quintal com montes de tangas- bonecos, panos, ervas e outras cenas maradas- penduradas num género de altar? Vudu? Por Dios!

Lá peguei na minha' mini me' (a Caetana) que é ginasta e atleta mas não pode com uma gata pelo rabo. Dá três passinhos e começa logo a reclamar cansaço. Ou seja, acelerar a minha frequência cardíaca depara-se-me como tarefa hercúlea. Tive, então, a brilhante ideia de fazer marcha para ver se conseguia imprimir alguma  velocidade ao passeio enquanto puxava pela Caetana. Que figurinha. Ainda bem que não encontrei ninguém na rua ou ainda ia parar ao You Tube. Com todo o respeito por esta modalidade olímpica - senti-me uma perfeita 'tantan' (mais ainda). Mas lá me obriguei a percorrer alguns metros naquele esforço - anca para cá, anca para lá... Suar? Esquece lá isso. Só consegui ficar com mossa na crista ilíaca; fémur que desde nascença me obriga a consultas de ortopedia. Sabem que isto de não andar aos saltos está a consumir-me a existência!  Sou estupidamente maluca com o ginásio , mais pelo bem que faz à cabeça que ao corpo... que isso já foi tempo!

Curioso que muitos de vocês mandaram-me mensagens preocupados com o fecho do Fitness Hut e das consequências disso na minha já escassa sanidade mental. Como se me tivesse falecido o hamster!!! Conhecem-me tão bem! Pessoinhas 'mai' lindas do meu coração!

Enfim! Já marchava já. Mas era de casa para fora!
Isto não vai ser fácil!

E esperem lá: chegou a Primavera? E se a dita fosse para o real orifício? Chuva? Nem marchar posso?

Tal não é a moenga!

Cuidem-se!

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Olha que isto há com cada porra! E eu é que sou da província... 
Fui ao meu ginásio - já vos disse que se não me esfalfar aos pulos terei de amantizar-me com um psiquiatra -,  e entrei no balneário afoita, à pressa, o meu normal...
Como trago sempre montes de tralha, puxo por um trolley que, por ser enorme, obriga-me a ocupar dois cacifos: um em baixo e outro em cima (ó Fitness Hut, não trocava de ginásio nem que me pagassem mas os cacifos são um bocadinho a dar para o estreito).
Lógico que, atarantada como só eu, abri a porta do cacifo superior, comecei a tirar a roupa do meu 'bobby' e assim que me levanto - badum, mandei uma trancada na porta do cacifo de cima que até me fez perder a força nas pernas. A ver se consigo descrever o momento: sabem aquela dor fininha, mesmo no alto da pinha, que parece ter o efeito daquelas máquinas de cortar fiambre pelo cocuruto adentro? Doeu, porra dum cabrão.
Dei um passo atrás mas nem tive tempo de curtir o meu sofrimento. Acreditam que a moça ao meu lado começou a sentir-se mal de ver-me bater com a caixa córnea?
«Ai, eu não posso ver pessoas a magoarem-se, muito menos sangue», dizia a lívida rapariga. «Mas eu não estou a sangrar. Só fiz um galo [mais um, nem a $%##%W]
«Mas eu vi-a bater com a cabeça e ouvi o barulho. E fico logo a sentir-me mal. Vou ali lavar a cara!»
E correu para a casa de banho. Acham normal?
Ainda a fui espreitar mas estava encafuada no compartimento das sanitas.
Bolas - e fui eu que me aleijei!

Tal não é a moenga...

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Ora, eu e a mania que tenho 20 anos. Ora, eu e a minha mania de ir atrás do João Pinto (melhor instrutor de fitness do mundo e arredores). Desafiou-nos a fazer aula de fit moves no Fitness Hut dos Olivais. Bem, eu sabia ao que ia mas...
Amigos, desde a andar à urso, a fazer carrinhos segurando as pernas de outro, a andar à caranguejo, de recuas, ora de barriga para cima, ora de barriga para baixo, a sova de meia hora pareceu mais longa que os antigos discursos de Fidel Castro. 
E enquanto ali estava a penitenciar-se com aqueles exercícios todos, pensava eu em alto: a minha vida já está a andar pouco para trás para agora ainda ter de gatinhar de recuas! «Isso mesmo. Gatinhar. O corpo desabituou-se de fazer estas pequenas coisas de quando éramos putos. Subíamos às árvores, gatinhavamos, jogavamos à apanhada...» Toda a razão amigo. A isso chama-se crescer, pá! E eu nunca fiz essas coisas: primeiro porque era a reprodução de um pequeno lutador de sumo e depois porque sempre tive atestado médico para estar paradinha.
A verdade é que o treino foi top e acho que vou lá estar caída todas as semanas.
Cá pinos, rodas e essas tangas é que não, pois sabes que sou meio (só um bocadinho) desiquilibrada, combinado?

Tal não é a moenga!

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A mania das empresas de manutenção fazerem a dita cuja nos horários menos adequados...Quem já chegou às escadas rolantes e as encontrou paradas, tendo de seguir a penantes e sem rolar? A mim já me aconteceu variadíssimas vezes mas, acontece, meus amigos, que estamos na geração do pescoço partido. Ou seja, todos nós andamos a olhar para o telemóvel. E eu também já começo a abusar da cena. Saí do ginásio, no Spaccio dos Olivais, do meu Fitness Hut, das minhas aulinhas com o João Pinto (até já pumpo: conjugação alentejanada derivada da atividade de fazer body pump), e claro que me precipitei para as escadas sem reparar que não estavam a andar. O pior poderia ter acontecido, já que puxava o trolley, meu fiel companheiro que tem de aturar o fedor dos meus dois pares de ténis. Ainda me desiquilibrei mas o bendito trolley amparou-me. Só aleijei o dedão do pé, nas rodinhas do maldito trolley.
Não dá para por um néon a avisar: escadas desrolantes?

Tal não é a moenga...

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Sim, 33 anos - a idade de Cristo quando.... A idade de Kurt Cobain e tantos outros que foram desta para melhor ainda jovens ( ai, esperem, que o Cobain foi aos 27). Brinco mas asseguro-vos que estou muito vaidosa dos meus 33 anos de idade metabólica conforme prova a minha última avaliação física do ginásio. Elementos há que não são para aqui chamados,  portanto foquemo-nos no bom do relatório avançado de balança ( o nome avançado de balança é de fugir). Tenho amigos que gozam comigo por ser chata com a saúde,  com a alimentação equilibrada, por não comer batatas fritas há 19 anos...mas depois os números compensam (alguns, diga-se).
Pois que tenho de melhorar a gordura visceral (camada que envolve os orgãos). Ora porra, será que é de ser viperina e maldizente? Feitio que me ataca as vísceras? De comer fritos não é, portanto...
Dizem-me então que preciso de fazer treino de força e logo me lembrei da vez que fiz gargalhar o chefe Guerra no jornal A BOLA (o que não era de todo fácil).
Numa das nossas muitas discussões, ele, com fogo a sair dos olhos, disse-me: «olha, que Deus te dê paciência». Ao que respondi: «sim, porque se Ele me dá força , pobre de si!»
Saiu-me. E não é que achou graça ao desabafo? 
Atão mas agora cada vez que pego em pesos lembro-me do Guerra....

Tal não é a moenga!

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Eu ADORO piadas secas! Como esta da foto... Desmangarito-me toda a rir (não sei se percebem este verbo - talvez seja Gertrudês). Avante. Conquistam-me se me fizerem rir e uma boa graça é para mim a maior prenda.
Já vos contei que à hora de almoço me encontram nos ginásios Fitness Hut, certo? É a minha terapia, o meu tempo de qualidade para mim própria, a única forma de me aliviar a tensão e evitar um despautério de dinheiro em ajuda clínica. Outro dia lá estava eu em Linda a Velha na minha aula de attack. Estava já mais morte que viva com tanto salto, agachamento, corrida, push ups e coisas afins quando o instrutor, Hugo Jorge de seu nome, quis tirar foto de grupo. Lá me juntei ao resto dos viciados naquela sova monumental. Foi quando o Milton, outro grande instrutor lá do sítio, começou a gritar.
«Elisa olha a tua bandolete. Elisa!»
«Isso é comigo? Sou Elsa!»
«Ou isso, é parecido, começam os dois com H!»
E largamo-nos os dois a rir. Ah! Ah! AH! Gostaram?

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Já vos contei que o ginásio é a minha terapia, certo? Fico piurça se não consigo ir suar as estopinhas. Então agora que o João Pinto se lesionou - ninguém merece ficar sem o João Pinto -, tenho de deambular pelos vários ginásios Hut à procura de aulas que me desafiem. O Spinning é uma das minhas eleitas. Bicicletas paradas a simular retas, montanhas e sprints. À hora de almoço os lugares são concorridos.
Hoje fiquei 'entalada', salvo seja, entre dois amigos de proeminente composição fisica.
Tipo sardinhas em lata lá pedalamos durante uma hora. Mas a vizinhança só me fazia rir:
O homem a respirar parecia um camião TIR a parar: bupffffffffffffffff... Alto e bom som.
Só aquilo já me fazia rir mas o bafo que mandava ao expirar - só me lembrava da minha amiga Célia Lourenço e da Filipa Reis, duas distintas maganas que não suportam cheiros e hálitos. E quando o da direita bufava, o da esquerda guinchava ... ainhe, ainhe, ainhe!
O esforço tem muito que se lhe diga. Cada um esfria conforme lhe apetece mas eu já não conseguia pedalar, nem rir, nem barafustar, nem respirar, diga-se!
Terminada a aula diz-me o camião TIR: «Cuidado ao sair, não escorregue que o chão está muito molhado!»  «Pudera,» pensei eu! «Mas hoje até foi calminho!», acrescentou o individuo. Olha que grande desplante: nem imagino o que seja uma aula puxada para aquele colchão de pêlo!

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A minha Gertrudes é que tem razão! A necessidade é mestra de engenhos!
Saí do jornal A BOLA, a minha vida durante 18 anos, por ter por prioridade acompanhar o crescimento da minha Caetana. Vim para casa, sem vida profissional definida, e tive de inventar uma profissão para mim: sou agora produtora de conteúdos media. Soa bem, certo? Sempre fui uma idiota (grandes ideias, entenda-se). Agora inventei uma segunda ocupação: fitness tester! Só não cabo dentro de um frasquinho (como os testers das perfumarias...perceberam?)
É que, croma dos ginásios (apenas por ser assídua, não por ser grande atleta) já perdi a conta à malta que começou comigo a fazer aulas e que agora virou instrutor de fitness (só não tento o mesmo caminho, pois, lá está, os 41 atrapalham ligeiramente...). Todos eles, após as aulas, através das redes sociais me abordam para saber o que achei: «Elsa, gostaste? O que tenho a melhorar? Achas que puxo muito? Como são as minhas vozes de comando?...). E eu respondo, toda feliz, de considerarem a minha opinião. Mas isso não me poderia dar dinheiro: fitness tester - hum? Fitness Hut?????? Fica a dica.
Entretanto, hoje, na aula de body attack, já introduzi uma enorme inovação. Fui para lá arrastar-me, cheia de contracturas, mas, para melhorar ainda mais o descalabro fisico, esqueci-me dos ténis de saltos! Só tinha mesmo os de spinning - os tais que não encaixam na bike, nem em lado algum. E não é que aquilo até alivia as dores dos gémeos e da corrida? Capaz de me rasgar toda....
Agora sentei-me! 
Alguém tem uma grua para me tirar do banco da cozinha?