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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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Meus amigos- isto de andar no futebol faz canelites! Parece óbvio, né? Mas não é.
Como é que, sem jogar, sem correr atrás da bola,  sem sequer aquecer, arranjei canelites?
Ando no ginásio para baixo e para cima, fico moída ao ponto de só conseguir mexer as pálpebras mas pouco depois estou fina. Agora padeço destas dores no pegamento do pé com a perna que nem me consigo levantar bem! É que dias de jogo são a loucura total. As 'piscinas' que eu fiz para trás e para a frente. Cristo! 
Acreditem que isto dói - é como se tivessemos pernas de pau e as sentissemos a quebrar às lascas!
Pior - o que ajuda a aliviar isto? Pomadas não ajudam, forçar esforço fisico - impensável. Pareço uma tansa sem me conseguir equilibrar no meu equílibrio natural.
E desculpem lá nova foto dos presuntos!
Tal não é a moenga...

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Dizia eu mal do outro desgraçado cá de casa que parece um código de barras tantas as listas e marcas do sol. 
«Epá, é de estar nos treinos!», justificava-se.
Pensava eu cá para os meus botões : «Era mesmo eu que ficava à estorreira do sol a ver os marmanjos treinar!»
Pela boca morre o peixe - e morre a pele sedosa dos meus presuntos. Agora, no Casa Pia, estou onde a equipa estiver (salvo alguns locais que naturalmente me são vedados!)
Manhã de sábado - calorzinho bom. Levei saia comprida e umas sandálias com barra no peito do pé.
Quando cheguei a casa - palavras para quê? Tenho uma certa dor na parte gorda do pé e chateia-me, sobremaneira, ter os pés inchados. E queimados. E doridos. E secos. 
Mas, ao menos, não chuto bolas- os desgraçados dos jogadores, das chuteiras, do calor, dos pontapés têm os presuntos,  (e aquelas unhas, Cristo) transformados em rolos de carne queimados. 
Não quero nem pensar quando acabar esta época que ainda nem começou a sério - devo ficar a parecer uma  peça de dominó tantas as sardas que o sol me desenha na pele.
Tal não é a moega...

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Ora, uma Santa Sexta-Feira Santa para todos nós! Cá eu estou irritada!
Ontem fui à SportTV, à Manhã Informativa, comentar a atualidade desportiva e fazer revista de imprensa - sabem que pelo-me para falar!....
Adorei! Para mais com a doce Marta Grilo. Revi a Carla Coelho, só não dei beijinho à Daniela Raposo mas conheci uma linda Beatriz Tubarão. Estao a ver a bicheza que ali se juntou?
Só feras! 
Chegada a casa, toca de rever a prestação. Em termos de conteúdo, analisem vocês.
Quanto à imagem - porra dum cabrão. Além de estar bem mais gorda, continuo estrábica. Pensava eu que tinha corrigido os olhos à Belenenses (sim, sempre Belenenses -está sempre a saltar-me à vista)!
Andei eu meses a fio na correção, com o queixo enfiado numa máquina enquanto esforçava a vista para ver entrar e sair um coelho duma gaiola e afinal , passados tantos anos, continuo a meter o olho para dentro? 
Sim, o olho para dentro, nunca a fala que essa nem que me cosessem a boca!
Por acaso agora até dava jeito, para ver se resisto às amêndoas!
Tal não é a moenga...

P.S - Apesar do que a foto sugere, não, não bati a ninguém...

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As Marinas - não era bom nome para um tasco?
Imaginem eu e a minha amiga Célia Marina à frente de um pitoresco estabelecimento comercial? Enfim, era o descalabro!
Há muito tempo que não estava com a minha Celufa, amiga que me ficou dos tempos de A BOLA (uma entre muitos, com a graça de Deus e com a graça de eu própria ter graça - ah - ah - ah).
Levei-a ao Belenenses-Portimonense mas confesso que não vi nadinha. Pomo-nos as duas na galhofa e o tempo voa!

A Célia é daquelas pessoas cujo coração não lhe cabe no peito, cuja gargalhada contagia, cujo masgnetismo é irresistível. Junta-se o magnestimo dela com o meu carisma destrambelhado e a chaladice acontece. Além de estarmos a conversar tão animadamente que a criança à nossa frente só nos olhava com ar matador - já que não a deixavamos prestar atenção ao jogo com a risada -,  à saída, lá ia a boa da Célia a tentar publicar uma foto nossa - gentilmente tirada pelo nosso Miguel Nunes (A BOLA).
Ia a boa da moça tão embrenhada na tarefa, colada ao telemóvel sem olhar para a frente, quando começo a vê-la desviar, a andar em zigue zague em direção a uma senhora já assustada com a hipótese da Célia lhe dar uma cabeçada! Não a devia ter chamado. Quando se apercebeu que não era eu que estava à sua frente e que ia dar barraca (apenas mais uma) largou-se a rir, ecoando o Estádio Nacional.
Será possível ter a tua gargalhada como tom de toque?
Tal não é a moenga...

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Domingo fui ao futebol aplaudir mais uma vitória do meu Belenenses.
Lá peguei na minha mini me que só vai arrastada ou subornada com a promessa de lhe comprar pipocas ou batatas fritas. Acontece que o futebol mexe-me com os nervos e a pastilha elástica ajuda-me a exaurir a tensão. Muito ciente da conservação ambiental, não sou mulher de deitar, depois, as pastilhas e os respetivos papéis para o chão.
A Caetana, sem eu ver, ainda as atira para onde calha mas tem sempre azar de eu estar à coca e depois passa pela vergonha de andar a apanhar pastilhas do chão e ficar com os dedos colados, cheios de nhanha. 
Estava eu a gritar e a chamar nomes a quem me apetecia - o futebol é muito terapêutico - quando me apareceu um conhecido. Sabem aquelas pessoas cujos rostos reconhecemos, 'atão' mas lembrar-me do nome do indivíduo?
«Tudo bem? Como estás, pá? Novidades?», e prosseguia a conversa de circunstância quando saco a mão do bolso para pô-la no ombro do rapaz enquanto lhe dava dois beijinhos. 'Atão' não é que a pastilha que esperava por chegar a um caixote veio atrás, ficando colada no casaco do moço? 
Dá-me a sensação que depois caiu logo, mas não tenho a certeza. 
Sim, não me orgulho do que fiz! E não ia dizer à pessoa: tens uma pastilha toda mastigada por mim colada nas tuas costas, ? 
Mas o meio ambiente agradece! 
Espera, não, que a pastilha acabou por ficar no chão mal enrolada no papel e tudo...
Tal não é a moenga...

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EU! 
E é tão fácil. Às vezes gostava mesmo de ser uma daquelas mulheres sem qualquer defeito, cheias de virtudes, prendadas, que fazem tudo bem, ótimas mulheres, profissionais e donas de casa que conseguem desempenhar milhentas funções em simultâneo todas com muito brio e perfeição.
Eu assumo que estou a anos luz de tal perfil. E quanto mais tento, mais estrago.
Um destes dias fui ver o futebol. Consegui estar perto do relvado e fazer companhia ao speaker que se entretinha a passar música ambiente e a preparar-se para locução debaixo de chuva copiosa. Os fios nadavam pelo chão, havia água nas extensões, tomadas e mesa de mistura. Um perigo, uma boa tanga...
O jogo estava quase a começar. Farta de ter a minha mochilinha às costas - sim que só uso pochettes (brinco - ando sempre com malões onde quase caibo eu dentro) - joguei a bela da mochilorra com força para o chão. De repente, o estádio silenciou-se. Nem música, nem som estridente, nem feedback...toda a gente a olhar! Que se passa? O speaker movimentava os botões do som mas o silêncio perdurava.
UPS! «Ó Elsa importas-te de tirar a mochila de cima do botão principal?»
Aish ! Está certo. Peço imensa desculpa....

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Saí do jornal A BOLA com algumas ideias para trabalhos que fiquei sem realizar (com muita pena minha). 
Sempre puxei pela cabeça para tentar ver diferentes ângulos e abordagens de uma qualquer história. Umas vezes sei que consegui, noutras fiquei longe do intuito e aquilo que achava que poderia ter piada, revelar-se-ia grande tiro nos pés. Uma ideia há que nunca vou saber se daria algo engraçado ou não: primeiro porque já não a vou conseguir publicar e depois porque, pura e simplesmente, é missão impossível.
Então: desde que entrei no jornalismo desportivo que tinha um caderninho que sempre levava para jogos e treinos. Nele apontava o dia, o jogo em questão, temporada e equipas envolvidas para nunca me descontextualizar. Ideia: registar todas as frases giras, piropos e insultos que se ouvem nos estádios nacionais. Acreditem que o povo é supercriativo e há expressões dignas de só por si originarem um hilariante dicionário de futebol. Atão mas atão: há um personagem que joga muito! Está em todos os campos, dentro e fora dos relvados. A cada comentário ou impropério mais original...lá está ele. O que acaba em ...lho!
Se valesse um euro cada vez que o dito cujo é mencionado por agentes desportivos, meus amigos, o Estado tinha os cofres recheados para #%$/...lho!.
Ele é colega de equipa, ele é chamado vezes sem conta nos balneários, ele é gritado aos quatro ventos pelos adeptos, anda de boca em boca (sem brejeirices, hã?), não há dia em que o %&/bj2337...lho não seja vírgula em todas as frases, ordens, jogadas ou brincadeiras.
Encontrei o caderninho. Tinha alguns registos de 2004, 2007...e desisti. Não há frase sem $/$%64783t....lho no futebol. E convenhamos: com os nervos e emoções do futebol, só mesmo encher o peito e soltar o $%&$...lho para não termos de agarrar-nos aos Valdisperts.