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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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Começou logo de manhã quando encontrei a minha amiga Suzana Santos.
«Elsa, tens as calças sujas. Volta-te lá. Parece café!»
«Bem, estás a querer dizer-me que tenho o rabo sujo com uma mancha castanha? Porra, já sei o que vão pensar...»
Mas como já não voltava a casa, não troquei de roupa. Ora bolas: não havia ninguém que não me dissesse: «Elsa, tens as calças sujas!»
Catano - comete uma pessoa um deslizezinho, sai uma pessoa à rua ligeiramente calhandrona- o que não é meu hábito-, e toda a santíssima gente repara na mancha.
Vejam lá se alguém me diz que a minha pele está reluzente, que os brancos estão tapados, que o meu sorriso está glorioso (se calhar é porque não está!)
O que mais me enerva é que toda a gente me olhou para o befe para reparar na porcaria da nódoa. Na minha mocidade ninguém me olhava para o traseiro. Fosse eu rabuda e empinada de bunda ainda era como o outro, agora assim...
Já sei, já sei, vou trocar de calças!

Tal não é a moenga...

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Sou mesmo ao contrário do resto da malta. Gosto bastante de cantinas e refeitórios. Daquele ritual de cusquice enquanto estamos na fila com o tabuleirinho sobre aquele balcão de ripas, de tirar os talheres e copos e sempre esquecer-me dos guardanapos e ter de voltar atrás, de ouvir as conversas dos outros mas gosto particularmente da comida. Não sei porquê... sempre assim fui. Nunca percebi as criticas e a aversão  das pessoas. Pois que fui fazer um curso da Google à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e matei saudades da horinha de almoço no refeitório. Fácil foi constatar que há coisas que nunca mudam. Por exemplo: já repararam que a senhora que serve os pratos fala sempre muito baixinho no meio de um ambiente estridente de berros e barulho de talheres? Até a isso voltei a achar piada...e recordo-me de mais uma das minhas estupidezes. De quando iniciei a minha vida universitária. Fui estudar para a Universidade do Algarve e não conhecia ninguém. Então, para meter conversa com aquela que haveria de ser a minha grande amiga e companheira, pedi-lhe um cigarro. Nunca fumara até esse dia! Mais, durante o liceu espetava secas monumentais à malta sobre os efeitos do tabagismo. Pedi um cigarro... e fumei depois anos a fio. Também deixei de um dia para o outro, passados anos a fio. 
Querem ver que ainda começo a beber com esta história da Universidade???