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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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Olha que isto há com cada porra! E eu é que sou da província... 
Fui ao meu ginásio - já vos disse que se não me esfalfar aos pulos terei de amantizar-me com um psiquiatra -,  e entrei no balneário afoita, à pressa, o meu normal...
Como trago sempre montes de tralha, puxo por um trolley que, por ser enorme, obriga-me a ocupar dois cacifos: um em baixo e outro em cima (ó Fitness Hut, não trocava de ginásio nem que me pagassem mas os cacifos são um bocadinho a dar para o estreito).
Lógico que, atarantada como só eu, abri a porta do cacifo superior, comecei a tirar a roupa do meu 'bobby' e assim que me levanto - badum, mandei uma trancada na porta do cacifo de cima que até me fez perder a força nas pernas. A ver se consigo descrever o momento: sabem aquela dor fininha, mesmo no alto da pinha, que parece ter o efeito daquelas máquinas de cortar fiambre pelo cocuruto adentro? Doeu, porra dum cabrão.
Dei um passo atrás mas nem tive tempo de curtir o meu sofrimento. Acreditam que a moça ao meu lado começou a sentir-se mal de ver-me bater com a caixa córnea?
«Ai, eu não posso ver pessoas a magoarem-se, muito menos sangue», dizia a lívida rapariga. «Mas eu não estou a sangrar. Só fiz um galo [mais um, nem a $%##%W]
«Mas eu vi-a bater com a cabeça e ouvi o barulho. E fico logo a sentir-me mal. Vou ali lavar a cara!»
E correu para a casa de banho. Acham normal?
Ainda a fui espreitar mas estava encafuada no compartimento das sanitas.
Bolas - e fui eu que me aleijei!

Tal não é a moenga...

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Porra que é demais! Lembram-se de ter-vos contado que numa destas noites andei perdida, madrugada dentro, no meio do matagal e de, inclusive ter chorado por não descobrir o caminho para regressar a Lisboa? Pois, tive que lá voltar.
A boa notícia é que, desta vez, não me perdi- também pirei-me cedo que aquele breu deu-me pesadelos. Outra boa notícia é que, sabendo ao que ia e o caminho que me esperava - cheio de buracos, uma desgraçada estrada de cabras da era medieval-, peguei no meu carrinho - que até tinha sido lavado e voltou a ficar todo c.....sujinho- e lá vim, devagarinho a fintar todas as crateras para não o espatifar mais, a abrandar muito, muito na aproximação das lombas, a parar, inclusive, antes de passar por cima de duras ramagens....Estava eu a portar-me tão bem quando - saltou-me qualquer coisa à frente.
Eu acho que era uma lebre mas era tão gorda que nem quero aventar outra hipótese.
Foi por um triz que não lhe dei uma panada. Não dei mesmo. Agora, que o bicho me assustou, irra! Oabre! Arranquei por ali fora, qual rali, voando sobre os buracos - badum , catrapum, que até o banco de trás se desarmanou como quando temos de fazer muita força para rebater os bancos, sabem?
Bem, se aquele carro falasse...Só tinha destas para contar, ou pensam o quê?
Tal não é a moenga...

 

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Engraçado como - talvez com a idade, não? - começamos a dar valor a tão pequenas coisas que agora nos deliciam sobremaneira.
Ia eu a caminho de Beja quando desatei aos berros dentro do carro: «Para, para, para!»
Qual a urgência? Uma banquinha à beira da estrada com um rapazito a vender poejos. Sabem o que são poejos, certo? Uma erva/tempero com um travo bem especial, entre o ligeiramente picante e um intenso sabor a... poejos! Não há como descrever.
Sei que aquele sabor traz-me boas recordações - sobretudo associo-o a açordas! Ai uma açordinha de poejo - também já lá vão uns anitos desde a última vez que me forrou o estomâgo.
Bem, corri desalmada direito aos poejos e até assustei o moço: «Quero poejos!»
Um sorriso tão de orelha a orelha que o bom do alentejanito, que já deve estar farto de poejos como de contas para pagar, ficou a olhar para mim, pasmo.
Lá me deu o raminho , cravou-me 3 euros  (pagava 10) e lá fui toda contente para a Gertrudes: «Faz-me um caldo de poejos!»
Amigas - é preciso tão pouco para sermos felizes. Deviam ver a cara dos putos a provar aquilo. E a opinião foi unânime:  «Como a carne com batatas fritas!»
Esta nova geração tem uma falta de sensibilidade...
Tal não é a moenga...

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Eu não sou de me queixar, como já deu para perceber (!), mas, a bem da verdade, reconheço que os meus fusíveis nunca funcionaram muito bem. Sentido de orientação é coisa da qual sou totalmente desprovida. Acreditam que toda a vida fui a Évora a casa dos meus tios e que ainda hoje não consigo lá ir dar sozinha? Pensam vocês: 'atão' mas agora com o GPS está resolvido. Pois que não. A tipa do GPS não vai à bola comigo. Ainda outro dia queria, tão só, ver o caminho mais rápido e fácil para a Almirante Reis e quando dei por mim estava quase a entrar nas portagens da A1. 
Na outra noite fui acompanhar umas cenas no meio da natureza profunda, num matagal lindo e denso, por estradas de cabras, sem qualquer sinalização. Saí de lá de madrugada! Escuro como o breu. Meus amigos, se não tivesse vergonha até confessava que até me caíram lágrimas de andar perdida e quase a ficar sem gasóleo. GPS? Uma boa porra! Sentido de orientação? Isso não se compra?
Voltas e voltas, lá achei uma estrada principal. Há anos que não me deitava de madrugada. 
Não gostei.
Não há nenhum robot, afinadinho dos parafusos, que eu use como co-piloto?

Tal não é a moenga...

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Porra que é demais! Porque é que Deus Nosso Senhor não me fez mais aprumadinha? Porque tenho de me fazer notar pelas situações mais descabidas e insólitas...
Ando cá numa empreitada de virar a minha vida profissional numa área que adoro mas que ainda me é muito desconhecida. Enfim, gravações, estúdios, cabos, silêncios.... logo aqui empano - eu, caladinha? Por Dios!
Estava eu numa sessão à qual permitiram que assistisse quando puxo do telemóvel para registar o momento. Nunca tenho o flash ligado. Pois que naquela tarde, não faço ideia como, assim que toquei no aparelho para tirar foto, surge um clarão na sala que estragou tudo o que se estava a fazer. «Quem está aqui com flashes?»
«Desculpem!»
«Não voltas a fazer isso, ouviste?»
«Tudo de novo - vamos repetir!»
Naquele momento o meu 1,69m ficou resumido a uma formiga de tanta vergonha com a malta toda a olhar para mim com ar de quem estava a pensar: «Mas quem é esta croma que apareceu agora aqui?»
Acho que não me vou safar... Vou mas é tentar a costura! Para alguma coisa devem servir os genes. Já que sou igual à Gertrudes pode ser que o aprumo também sem me depare aos 41 anos, não?
Mas sei que será outra tentativa falhada - porque nasci para gozar dos rendimentos. Só tenho de os amealhar primeiro...
Tal não é a moenga...

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Hoje vai estar tudo a olhar para o céu para apreciar a Super Lua, a maior do ano!
É um espetáculo bonito, bem verdade! Espero não me esquecer do acontecimento e tirar, também, uma foto para o Instagram - já seguem sorrir.bichanando no Instagram e a página de Facebook do Bichanando, certo? Bem me parecia!
Cá eu sou a favor das coisas grandes (atenção às piadinhas!)
Aliás, toda a gente goza comigo por causa do tamanho das letras do telemóvel. Quem estiver ao meu lado, nem que seja na fila dos correios lá atrás, consegue ler e ver as minhas mensagens tal o despautério no ecrã. 'Atão' sempre fui pitosga, é verdade! Venham cá dizer-me que não chegam ao fim do dia cheios de dores de cabeça e olhos do esforço que fazem um dia inteiro de olhar para letrinhas tipo quadros do oftalmologista?
Eu prefiro grandes! Sempre Grandes!
Quanto à lua...que seja admiravelmente grande e bonita, como as mensagens que me deixam nas redes sociais (verdade Regina Colaço?)
Ups - recebo poucas mensagens.... mas boas! GRANDES!

Tal não é a moenga...

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Algum dia tinha de acontecer! Andar com uma caixinha de plástico cheia de sopa a dar a dar num saco de pano só podia dar porcaria, certo?
É que tinha comida em casa para a miúda e decidi comprar só uma sopinha para  o meu jantar - quando sou eu a fazer em casa, faço sempre tachadas tão grandes que as sopas acabam por ir fora, já azedas. Eu até penso bem mas 'atão'...
Escusado será dizer que, quem me vendeu a bela da sopa, também podia ter fechado melhor o púcaro. Assim que cheguei ao parque de estacionamento, havia sopa amarela por todo o lado. A poça que ficou no chão parecia vomitado. Foi o que terá pensado o velhote que estacionou no lugar ao lado.
«Está tudo sujo», dizia eu, a tentar desmarcar-me daquilo.
«Há pessoas que valha-me Deus», resmungava ele. E com razão. E eu concordava: «Sujavam, limpavam, caramba...»
Só espero que o senhor não me tenha olhado para os pés.....

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E jantei iogurtes!

Tal não é a moenga....

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Isto do novo mundo digital é assustadoramente fascinante e assustadoramente assustador. C'um caraças. 'Atão' que a Google Maps manda-nos os relatórios dos sítios por onde andamos nos últimos tempos. Primeiro recorda-me o quanto sou tacanha já que as minhas cidades não variam entre Odivelas, Amadora e Linda a Velha. Depois informa-me que passei 32 horas dentro de um veículo no último mês, avivando-me a ideia que ando a desperdiçar a mocidade. Por fim a boa nova: informa-me que faltam 54 164 174 quilómetros para chegar a Marte. Graças a Deus. Pensava eu que era marciana na terra mas com esta lonjura...
Mas fiquei desiludida, confesso! É que com tanto dado factual, estava à espera que me desse conta das horas que passo no WC. É só o que falta, certo? Vá digam lá: quem não leva o telemóvel para a casa de banho?

Tal não é a moenga...

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