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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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Sabem aquelas pessoas que entram nas nossas vidas sem se fazerem anunciar, e, de repente, todo o nosso dia a dia passa por elas? É a minha Suber - a Susana: alcunhei-a de Suber quando parti o braço e a boa da rapariga fez quatro meses de minha motorista (Su - de Susana+Uber=Suber, perceberam?)
Pois que, se eu sou uma casa cheia (e modesta também), ela é uma mansão de Manhattan.
Quando está nos dias dela...sai debaixo (salvo seja!)
Hoje faz anos e só lhe desejo a felicidade que quero para mim. Ou não fosse ela já grande companheira de barracadas.
Há uns meses, estava eu de braço ao peito, deu-me boleia para o metro. Chovia a potes e íamos devagarinho quando, atente-se, o carro que seguia à nossa frente despistou-se, foi bater contra outro veículo que estava estacionado e esse carro parado 'atropelou' uma senhora carregada de compras que ia no passeio. A bela da Suber, bombeira para tudo e todos, não faz mais nada: pára o carro a seguir a uma curva - capaz de vir outro atrás e dar-nos uma panada-, corre para ver se a senhora atropelada pelo carro estacionado estava bem.
Aquilo deu uma raia desgraçada, até porque a senhora sofria do coração e, por telefone, a sua filha pedia-nos para chamar a ambulância porque a senhora sua mãe não se podia enervar.
Entretanto, a Suber pegava-se com o senhor que se despistara, com uma outra individua que vira o sucedido e já dizia que o homem estava bebâdo...Até que chegou uma outra rapariga, conhecida da desgraçada que levou com o carro em cima. «Ainda bem que apareceu, que a senhora está muito nervosa. Ver alguém amigo sempre a acalma», dizia eu, encharcada até aos ossos enquanto a Suber chamava a polícia.
Chega então a autoridade. Diz a rapariga chegada por último: «Olha quem vem da polícia: é o meu marido!»
«Melhor ainda», respondi eu: «É sempre bom ter alguém conhecido nestas situações.»
Dispara a dita moça: «Está em todo o lado este filho da p...$%». Ups - aquilo estava mau para aqueles lados, também!
Tudo para vos contar como é a Suber: coração maior que a boca (e se ela é grande...a boca), capaz de dar a roupa do corpo a quem precisar. Ah: e ainda levei uma descompostura por não ter logo saído do carro como ela, debaixo de um dilúvio medonho, e de não ter ação para ser mais interventiva na caricata situação, mesmo maneta. 
Obrigada por tudo maquetrefe!
Parabéns minha Suber!

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Já vos falei outras vezes que sou dirigente desportiva? Sou vice presidente do Centro Desportivo Cultural e Recreativo dos Moinhos da Funcheira (o nome não podia ser mais comprido, não!).
Aventura que começou como brincadeira, até para poder passar mais tempo com a Senhora Dona Presidente da coletividade, Susana Batista de seu nome. Resumindo: vim encontrar na Amadora uma Gertrudes com menos 40 anos: igualmente pica miolos, para arrasar uma pessoa não há como ela. Se alguém diz mata, ela passa logo do esfola para o lincha! Adoro-a. E imita o som das ovelhas como ninguém!
Mas somos duas destrambelhadas.
Então, que demos boa barraca com um mestre de karaté que era suposto dar a sua aula no nosso Centro Desportivo, ocupando nós o ginásio à mesma hora. Reunimos com o rapaz para pedir desculpa e para acertarmos tudo. Causamos uma excelente impressão, diga-se.
«Ó Paulo, estamos aqui para nos desculpar. Foi uma falha nossa», diz ela.
«Olhe, eu sou Hugo!».
Ah certo.
Conversa, horários, bla, bla, bla...tudo acertado, então.
Digo eu : «Hugo Carvalho, muito obrigada!
Diz ele: «Sou Hugo Machado!»
Porra!