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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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Ora cá ando eu a tentar fazer com que gostem de mim na minha nova atividade profissional (nada definitivo porém!). Confidencio-vos que não está a ser nada fácil e que não estou habituada a ver caras fechadas. Mas enfim, vivendo e aprendendo.
Mas outro dia disseram-me: «Temos de praxar a menina nova!»
Bem - primeiro o registo com muito agrado de me tratarem por menina. Depois, foi boa a viagem que me proporcionaram até há 20 anos. É que a última vez que fui praxada tinha entrado para a Universidade. Simpaticamente, chegaram ao pé de mim e perguntaram-me de onde era. «De Beja», respondi orgulhosa, de peito inchado. «Ai, sim, então deves dar muitos bejos. Podes começar a bejar quem encontrares na Universidade.»
Foi ou não foi uma grande praxe? Passei o dia a beijar a malta, sobretudo os rapazes mais engraçadotes, ih ih ih
Agora podiam fazer o mesmo...Pensando bem, melhor não. Não deviam achar graça! Catano!

Tal não é a moenga....

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Há que ter fé na juventude, certo? Irra! 
Quantas, como eu, passam tempo infindável nas casas de banho públicas? Não porque tenha constantes gastroenterites mas porque gosto de ler as mensagens escritas na porta. Então em sítios onde haja muita mocidade, é um prato! Como numa Universidade onde estive recentemente. «Men are trash (homens são lixo)?» Querida, recompõe-te! Não te preocupes que ninguém morre de amor. Nem o Romeu e a Julieta! Se não fosse o veneno logo vias se batiam a bota!
«Somos meros números sem importância?» Tão novos e já sem qualquer autoconfiança. Assim é complicado tirar o befe da cama, concordo. 
Mas daí a «vou-me suicidar»? Amigas, não sejam tão dramáticas. Acreditem que depois da Universidade vem o período aúreo da nossa existência. E a paciência de alguém que ainda aconselhou «vais perder tantas oportunidades»! 
Outras mensagens havia que não posso relatar-vos aqui - até porque eram desenhos escabrosos. Acho isto tudo tão patético. Até me lembrei do Jorge Feio. Rapaz que no preparatório dizia que estava apaixonadíssimo pela minha pessoa (sim, tinha óculos). Um dia fui para o intervalo e vi uma parede branca da escola com a inscrição - «Elsa Bicho amo-te»- escrita a vermelho. Fui-me a ele, dei-lhe uma descompostura como ninguém acredita que esta pessoa meiga que sou fosse capaz, e obriguei-o a limpar aquilo com a língua.
Verdade, verdadinha!