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Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

Bichanando

Onde uma jovem quarentona limpa o cotão que tem no cérebro!

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Há coisas que só me acontecem a mim! De certeza.
Pois que fui passar o último fim de semana a Beja, minha santa terrinha que me viu nascer e crescer (sobretudo para os lados). Combinei logo de ir beber café, sexta à noite, com a minha amiga Áurea Dâmaso de quem gosto às carradas. Lá estivemos a por a escrita em dia, despedindo-nos, três horas mais tarde, defronte ao café. Lá me dirigi para o meu carrinho branco, entrei, sentei-me, andei à procura dos óculos na minha mala onde cabe o Fernando Mendes antes de emagrecer mas logo percebi que tinha o banco muito para trás. Raios! E que limpo está o carro. E os estofos não eram cinzentos? Estes são pretos. Só quando olhei para o tablier percebi que, definitivamente, aquele não era o meu bólide. O meu carrinho estava, pois, estacionado ao lado, sendo igualzinho aquele. E eu, despistada, entrei no primeiro sem reparar na barracada.
Saltei, então, do carro que não era meu, comecei a gritar pela Áurea que só se ria e ainda estou para perceber se o dono do outro BMW tinha deixado o carro aberto ou se eu, com o meu comando, o tinha aberto também.
Ainda fomos ao café perguntar de quem era o carro mas não tivemos sorte alguma. Lá deixei o veículo gémeo aberto, como estava, rindo com a ideia de alguém me ter visto espojada num carro que não era meu. 
Mas olha, Áurea, no outro dia voltei lá. Estava no mesmo sítio e já fechado. Fiquei com receio que alguém o tivesse roubado durante aquela noite.
Devia era ter sido eu - ao menos trazia um igual com muito menos batidas.

Tal não é a moenga....